terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ligeirão dá fôlego ao transporte coletivo

29/03/2010 - Gazeta do Povo - Paola Carriel

Rogério Machado/SMCS / Apresentada em 2006, a linha direta expressa estreia ligando o Boqueirão ao Centro com menor número de paradas

Apresentada em 2006, a linha direta expressa estreia ligando o Boqueirão ao Centro com menor número de paradas

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

Nova linha, que chega com 3 anos de atraso, garante sobrevida ao sistema até a conclusão do metrô

O transporte coletivo de Curitiba ganha, no aniversário da cidade, um novo atrativo. Começa a funcionar hoje a linha direta expressa, o ligeirão, que ligará o bairro do Boqueirão ao Centro com menos paradas. A medida pode ser am­­pliada para outras linhas de biarticulados e dar um fôlego para o sistema até o metrô ficar pronto. Apesar da boa notícia, a inauguração do ligeirão chega com quase três anos de atraso. A previsão inicial da prefeitura era de que o modal já estivesse em funcionamento desde 2007.

A prefeitura afirma que a criação de ligeirões em todos os eixos do transporte coletivo curitibano daria uma sobrevida de 10 anos ao sistema. Isso porque além de criar linhas adicionais ligando os extremos ao centro, o pacote também inclui o desalinhamento das estações-tubo e a implantação de se­­máforos automatizados que dão preferência ao modal. As ações evitariam uma cena muito comum hoje em horários de pico: a existência de verdadeiros comboios de biarticulados.

Nova frota

Inter 2 tem reforço de 40 ônibus

A linha Inter 2 ganhará 40 ônibus articulados que farão parte da nova frota – aumentando a capacidade em 20%. Quem usa o Inter 2 sabe que o trajeto é um dos mais movimentados da cidade. A linha é a mais procurada fora dos eixos que abrigam os biarticulados e chega a levar quase 80 mil passageiros por dia. A linha dava sinais de esgotamento e não conseguia suportar esse vaivém. A partir de hoje, 40 dos 70 veículos serão articulados, com aumento de 20% da capacidade e mais 1,6 mil lugares nos horários de pico. Modificadas, as estações-tubo possibilitarão a abertura de três portas. A linha percorre 38 km por dia e passa por 12 bairros. Já havia 11 ônibus articulados rodando na linha, mas sem possibilidade de abertura da terceira porta.

A prefeitura diz que em um primeiro momento o objetivo foi garantir a melhoria da capacidade de deslocamento dos veículos. Agora, há estudos em andamento para verificar a possibilidade de deixar a linha com uma pista exclusiva, a exemplo do que ocorre com os biarticulados. “É uma ação em médio prazo, mas o prognóstico é positivo”, diz Fernando Ghignone.

O diretor de transportes da Urbs lembra, no entanto, que a prefeitura faz esforços para garantir mais qualidade ao sistema, mas encontra o trânsito cheio de carros, como ocorre nas principais vias do trajeto do Inter 2. “É uma concorrência desleal”, alega. “Faltam do outro lado políticas de incentivo dos governos estadual e federal para reduzir o preço da passagem.”

A grande discussão é sobre a validade desta medida para aliviar efetivamente o horário de pico e também os custos. A Urbs prevê que sejam desembolsados mais R$ 17 milhões somente no eixo norte-sul. O problema é que justamente este trecho vai receber daqui a al­­guns anos o metrô. Ape­­sar disso, para Fernando Guig­­none, diretor de transporte do órgão, a transformação vale a pena. “A cidade sempre p recisa de investimentos”, ar­­gumenta. “Isso daria um upgrade no sistema e garantiria qualidade aos usuários até a conclusão do metrô.”

A dúvida é se as obras paliativas ficariam prontas a tempo, já que o trajeto Boqueirão-Centro teve um atraso de três anos. Guignone diz que este trecho foi um piloto. “Temos o conhecimento, as fontes de financiamento, projetos e uma ampla discussão”, garante. “Nos outros eixos a implantação será muito mais rápida.”

Especialistas

Para o professor Carlos Hardt, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontíficia Univer-sidade Católica do Paraná, a criação dos ligeirões é uma boa alternativa para dar sobrevida ao sistema de transporte curitibano. “Para quem tem interesse de chegar ao destino mais rapidamente é interessante: a velocidade média pode aumentar bastante, não vai haver parada para desembarque, o que deixa o trajeto mais lento”, avalia. Outro benefício é que isso pode incentivar a população a deixar o carro em casa, já que, na relação tempo/gasto, o ligeirão pode levar vantagem.

Tempo para as obras há, de acordo com Hardt, resta saber co­­mo ficam as questões burocráticas. Mesmo assim, o ponto central é que os prefeitos curitibanos deveriam ter agido antes. “Houve muito debate sobre o que fazer para me­­lhorar o transporte durante toda a década de 90”, lembra. “Fo­­ram discutidas muitas alternativas, mas faltou ação. Por outro la­­do, não havia como prever que o nú­­mero de carros aumentaria tanto.”

O professor Eduardo Ratton, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que não vê evolução na situação do metrô, por isso dar sobrevida ao sistema é essencial. “Não sabemos se a obra do modal ficará pronta em 2018 ou 2025”, lembra. Ele argumenta que o transporte coletivo de Curitiba deixou de ter a capacidade de resolver problemas e que isso tende a se agravar com o aumento da população na região metropolitana. “Primeiro de tudo: o metrô deveria ser concebido por um órgão metropolitano, para pensar a cidade e sua região”, afirma.

Contra

A largura das vias, de um prédio ao outro, é diferente na Marechal Floriano e na República Argentina. Isso pode impedir que haja o desalinhamento dos tubos e a implantação dos ligeirões na linha Santa Cândida-Capão Raso. Esta é a opinião do arquiteto e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná Luis Henrique Cavalcanti. Para ele, a Floriano tem mais espaço de calçadas e ruas e não tem muitos cruzamentos, o que possibilita a ampliação da via estendida para o ligeirão. Esse quadro é diferente do eixo norte-sul. “O ligeirão tem uma velocidade maior”, lembra. “A República Argentina, por exemplo, é cheia de cruzamentos. Pode faltar segurança, como ficam os pedestres?”, questiona.

O ligeirão

O ligeirão foi anunciado em 2006 com o objetivo de encurtar em até 15 minutos o tempo percorrido do Boqueirão ao Centro. A nova linha fará o trajeto em toda a Marechal Floriano e haverá apenas três paradas: nos terminais Hauer e Carmo e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), antigo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet). Há espaço para fazer ultrapassagens enquanto o ônibus normal esteja parado para desembarque. A linha regular faz 17 paradas e leva 35 minutos. A previsão é que o ligeirão faça o mesmo trajeto entre 18 e 20 minutos. A estimativa é que cerca de 70 mil passageiros sejam beneficiados. Desses, 30 mil deverão migrar para o ligeirão.

A demora ocorreu porque a prefeitura optou por fazer uma reforma em todo o trajeto e não apenas desalinhar as estações-tubo para que fosse possível a ultrapassagem. O trecho da Marechal entre a BR-476 e o centro foi todo revitalizado e custou R$ 13 milhões. A verba foi rearranjada dentro do pacote financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A prefeitura afirma que a implantação do ligeirão amplia em pelo menos 50% a capacidade da canaleta. Se antes passavam dois ônibus, agora serão três. Além disso, a canaleta que há um ano tinha somente uma linha agora tem três: o ligeirão, o Boqueirão-Centro regular e o Pinheirinho-Carlos Gomes.

Integração por cartão em teste

Também começa a funcionar hoje um projeto piloto para integração por cartão-transporte. A iniciativa será testada na linha Vila Velha-Buriti, possibilitando que passageiros desçam de um ônibus e possam entrar em uma estação-tubo sem pagar nova passagem. Os usuários da linha passarão a testar uma solução para uma demanda antiga do transporte coletivo da cidade. Para a integração há tolerância de uma hora. Esta linha não faz parte da Rede Integrada de Transportes (RIT) e quem a utiliza não tem outra saída senão desembolsar mais R$ 2,20.

Quem descrer da linha Vila Velha-Buriti poderá fazer a integração com os ligeirinhos Inter 2 e Fazendinha – Tamandaré. Só será possível fazer a integração com o cartão-transporte e não com di­­nheiro, já que o sistema que libera a conta do usuário é acionado somente pelo cartão, que é pessoal. Haverá um validador exclusivo nesses locais para a liberação.

A medida já é utilizada em São Paulo e é válida tanto para integração com o ônibus quanto com o metrô. Em Curitiba, o objetivo é integrar pessoas que estão fora da RIT porque no local não há infraestrutura de terminais, como no bairro do Pilar­­zinho. Da­­dos da prefeitura mostram que 93% dos passageiros pegam linhas integradas. A grande maioria de 7% restantes pega linhas com destinos diretos, como a Ahú-Los Angeles, e não precisa de integração.

O objetivo é testar o funcionamento do programa. Na linha testada, os beneficiados são, em sua maior parte, estudantes do Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade). Com o tempo, a prefeitura pensa levar a novidade para os 7% sem integração direta.

Fernando Guignone argumenta que a integração poderá ser estendida a pessoas que vão utilizar algum serviço público. Por exemplo, um usuário que necessite ir ao Posto de Saúde ou a uma Rua da Cidadania, ficaria isento de pagar a volta.

Para Carlos Hardt, coordenador do curso de Arquitetura e Urba­­nismo da PUCPR, a integração por cartão seria favorável e poderia ser estendida a todos, mas é preciso ficar atento ao aumento dos custos. A medida reduz a arrecadação e pode pesar no bolso do usuário. “É preciso pensar a política de transportes de uma forma geral”, defende. “Elas não dizem respeito só ao deslocamento e sim à administração da cidade.”

Richa e Ducci inauguram o Ligeirão, novo ônibus expresso que liga o Boqueirão ao Centro

29/03/2010 - Prefeitura Municipal de Curitiba

O prefeito Beto Richa e o vice-prefeito Luciano Ducci inauguraram nesta segunda-feira, 29, aniversário de 317 anos de Curitina, a nova linha de ônibus Ligeirão Boqueirão. Com o novo ônibus, será possível encurtar o tempo de viagem, entre o Boqueirão e o Centro, em pelo menos 15 minutos.

Richa e Ducci fizeram a viagem inaugural do Ligeirão, que tem apenas três paradas: nos terminais Hauer e Carmo e na Estação Cefet. Depois da viagem inaugural, o prefeito almoçou no Restaurante Popular Matriz, na praça Rui Barbosa.

"Este é mais um avanço do transporte coletivo, que procura oferecer mais conforto e agilidade no transporte de passageiros. É um presente da Prefeitura no dia do aniversario de 317 anos da cidade", disse Richa, acompanhado da presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa. 

O Ligeirão é um ônibus expresso articulado que terá capacidade de transportar até 40 mil pessoas por dia útil. Estimativas da Urbanização de Curitiba (Urbs) é que, em média, passe um Ligeirão a cada quatro minutos nos horários de pico.

Para tornar a viagem mais rápida, foram deslocadas as estações-tubos, permitindo a ultrapassagem nas paradas. "A viagem é muito mais rápida, o que permite que os passageiros ganhem tempo para outras atividades", afirmou Ducci.

O novo ônibus tem como pontos de chegada e saída o terminal Boqueirão e a praça Carlos Gomes, os mesmos pontos de chegada e saída do expresso Boqueirão convencional, que faz 17 paradas. A estimativa da Urbs é que parte dos usuários do expresso Boqueirão migre para o Ligeirão. A previsão é que pelo menos 40 mil dos 70 mil passageiros usem o novo ônibus.

O Ligeirão também será uma excelente opção para quem se desloca neste trajeto pelos ligeirinhos Sítio Cercado e Boqueirão-Centro Cívico. É que os ligeirinhos compartilham seus trajetos - paralelos aos eixos - com o trânsito em geral, enquanto o Expresso, que é o caso do Ligeirão, segue pelas canaletas.

O Ligeirão Boqueirão fará 15 viagens por hora o que significa um ônibus chegando a cada quatro minutos, com aumento de 10,4% na oferta de ônibus nos horários de maior movimento - início da manhã e fim da tarde. A linha estará em observação permanente para adequações e aumento de frota que se fizerem necessários, levando em consideração, por exemplo, a migração de passageiros dos ligeirinhos.

Os passageiros aprovaram a nova linha de ônibus. Para o mecânico Thiago Cerqueira Silva, o Ligeirão vai facilitar sua vida. "Tenho que pagar muitas contas no Centro e agora vou fazer isto bem rápido", disse. Outra pessoa contente é aposentada Ana Medeiros. "Quando perder um ônibus vou ter outra opção para chegar ao Centro", afirmou.

Maior capacidade - A entrada do Ligeirão em operação representa um aumento de pelo menos 50% na capacidade da canaleta. Onde antes poderiam passar dois ônibus em sentido contrário, agora podem passar três. Para que isso fosse possível foi preciso reformar toda a avenida Marechal Floriano Peixoto que, desde o ano passado, passou a abrigar também a linha expressa Pinheirinho-Carlos Gomes, da Linha Verde Sul.

A partir da reforma, as canaletas ganharam trechos de ultrapassagem, o que foi possível com o desalinhamento das estações que antes ficavam frente a frente nos dois lados da canaleta e agora ficam alguns metros adiante. Assim, mesmo que um ônibus - Boqueirão ou Pinheirinho-Carlos Gomes - esteja parado na estação, o Ligeirão poderá seguir em frente, fazendo a ultrapassagem, sistema que poderá futuramente ser levado a outros eixos. Além do Boqueirão e Linha Verde, Curitiba tem mais quatro eixos de transporte Norte (formado pelas avenidas Paraná e João Gualberto); Sul (Winston Churchill, República Argentina e Sete de Setembro); Oeste (Padre Anchieta) e Leste (Affonso Camargo).

A implantação do Ligeirão é um novo avanço no sistema de corredores exclusivos implantado em 1974, à época inédito no mundo. Atualmente existem, em todo o mundo, 60 sistemas semelhantes, 13 deles na América Latina.

A evolução do sistema em Curitiba permitiu, nos anos seguintes, a integração do transporte (permitindo o uso de mais de um ônibus com uma única passagem); da tarifa única e a inclusão de 13 municípios da Região Metropolitana no Sistema Integrado.

No início da década de 90 entraram em operação os Ligeirinhos (Linha Direta) com trajetos paralelos às canaletas e os ônibus biarticulados, ampliando a oferta de lugares. No ano passado, o prefeito Beto Richa ampliou o sistema de canaletas com a inauguração, na Linha Verde Sul, da linha Pinheirinho-Carlos Gomes, a primeira linha do Expresso desde a implantação do Circular Sul em 1999. A novidade agora é o aumento da capacidade das canaletas, o que permite a operação de linhas diretas em corredores exclusivos.

Restaurante Popular - Após a inauguração do Ligeirão, Beto Richa e Luciano Ducci almoçaram no Restaurante Popular Matriz, na praça Rui Barbosa, no Centro. No almoço, Richa comunicou aos usuários da abertura do novo Restaurante Popular Bairro Novo, que tem capacidade de servir mil almoços por dia. "Em breve, Curitiba ganhará mais dois restaurantes populares, nos bairros CIC e Pinheirinho, oferecendo comida de qualidade para os curitbanos", afirmou Richa.

No almoço, foi servido arroz, feijão, estrogonofe, saladas e maçã. Para a aposentada Elci Woiski, a comida é tão boa, que atrai uma monte de pessoas no restaurante. "A comida é de qualidade e vir comer aqui é uma mão na roda, pois como bem e não preciso cozinhar", disse.

Participaram da inauguração do ônibus e almoçaram no Restaurante Popular o deputado federal, Gustavo Fruet e os vereadores Fernardo Garcez, Tico Kuzma, Felipe Braga Cortes e Denilson Pires.

Novas empresas assumem transporte coletivo em Foz

20/12/2010 - RPCTV

Empresas estavam operando com um contrato prorrogado sem licitação desde 2008

Por enquanto, mudanças são apenas burocráticas. Novo consórcio de empresas que venceu a licitação do transporte feita esse ano começa a assumir a administração das linhas. Em 14 de janeiro, empresas começam a operar. E o prefeito de Foz, Paulo Mac Donald, não compareceu à Câmara de Vereadores para explicar prorrogação de contrato das empresas de ônibus, sem licitação, em 2008. Já é a segunda convocação que ele falta.

http://www.rpctv.com.br/parana-tv/2010/12/novas-empresas-assumem-transporte-de-onibus-em-foz/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Técnicos percorrem Linha Verde Norte

10/12/2010 - Prefeitura de Curitiba

Uma missão formada por três especialistas da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) esteve em Curitiba nesta sexta-feira (10) para percorrer regiões que passarão por obras previstas dentro do financiamento da AFD, como a Linha Verde Norte. “Queremos dar início às obras da Linha Verde o mais rápido possível”, afirmou o prefeito Luciano Ducci, durante encontro com o grupo.

Além de percorrer os locais que passarão por obras com recursos do financiamento, a visita faz parte de uma auditoria interna da Agência, que acompanha o trabalho dos especialistas da AFD junto às cidades participantes, como é o caso de Curitiba. O financiamento da AFD garantirá recursos para projetos de recuperação ambiental e ampliação da Rede Integrada de Transporte.

Antes de visitarem os locais que passarão por obras, o auditor Phillippe Claquin, a coordenadora geográfica para o Brasil, Christelle Josselin, e o coordenador de projetos urbanos de Curitiba, Foulques Chombart de Lauwem, participaram de uma reunião com especialistas da Secretaria Municipal de Finanças e da Unidade de Gerenciamento de Programa (UGP), responsável pelo financiamento da AFD.

Os técnicos percorreram a Linha Verde Norte e conheceram o que foi feito na Linha Verde Sul – que teve obras financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Isso porque o conceito da Linha Verde aplicado no trecho sul da avenida será adotado na parte norte. Os especialistas da AFD se surpreenderam com a transformação que aconteceu no trecho sul.

A missão esteve ainda em dois trechos que farão parte do parque que será implantado na Bacia do Barigui, localizados no Moradias Barigui, na Cidade Industrial, e Vila Rigoni, na Fazendinha. Estas obras serão as próximas a ser licitadas dentro do financiamento da AFD. O programa inclui ações como a recuperação da bacia do rio Barigui, com a relocação de famílias residentes em áreas de risco e recuperação dessas áreas, ações de desenvolvimento ambiental.

A AFD é o braço financeiro da política estrangeira de ajuda pública da França. A agência é submetida aos ministros de Economia e Finanças e de Relações Exteriores. Graças a um amplo leque de instrumentos financeiros que desenvolveu e enriqueceu, a agência apóia os poderes públicos, o setor privado e as redes associativas locais na implementação de diversos projetos econômicos e sociais.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PAC da Copa: Prefeitura investirá R$ 222 milhões em obras de mobilidade

23/09/2010 - Prefeitura de Curitiba



O prefeito Luciano Ducci e o ministro das Cidades, Marcio Fortes, assinaram nesta quinta-feira (23) contratos para investimento de R$ 222 milhões em obras de mobilidade urbana em Curitiba, para a Copa do Mundo FIFA de 2014. Os recursos virão para a Prefeitura como empréstimo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Daqui a dois anos a cidade estará bem diferente, e ainda melhor. Assinamos contratos para obras importantes e estruturantes que ficarão para a cidade, como legado da Copa", disse o prefeito Luciano Ducci.

"Aproveitamos a Copa para investir na área da mobilidade nas cidades-sede. É fundamental darmos condições para os brasileiros e estrangeiros se deslocarem para assistirem às partidas do Mundial", definiu Marcio Fortes.

Os contratos foram assinados com a Caixa Econômica Federal, representada pelo vice-presidente, Jorge Hereda, o superintendente regional, Hermínio Basso, e do gerente regional de Governo, Adriano Borges Resende.

Os contratos assinados são para as seguintes obras: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida.

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador João Claudio Derosso, falou sobre a importância dos contratos assinados. "A Copa é importante para a cidade e traz grandes obras para a população", disse. Secretários municipais e vereadores acompanharam a solenidade.

Obras para a Copa de 2014

- Corredor Aeroporto/Rodoferroviária
investimento: R$ 65.789.473,68
Financiamento R$ 62.500.000,00
Recursos Prefeitura R$ 3.289.473,68
As obras terão uma extensão de 10 mil metros na Avenida das Torres, entre a rua Engenheiros Rebouças até a divisa com São José dos Pinhais.

- Corredor avenida Cândido de Abreu
investimento: R$ 5.157.894,74
Financiamento R$ 4.900.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 257.894,74
A obra consiste numa intervenção total na via, refazendo-se os passeios laterais, mais a criação de um calçadão central para pedestres com largura média de 17 metros, onde serão implantadas as estações de embarque e desembarque de passageiros e equipamentos públicos.

- BRT extensão da Linha Verde Sul
investimento: R$ 19.473.684,21
Financiamento R$ 18.500.000,00
Recursos Prefeitura R$ 973.684,95
A obra proposta consiste em estender a Linha Verde Sul, do Pinheirinho, até o Contorno Sul, com as mesmas características.

- Requalificação do corredor Marechal Floriano -
investimento: R$ 21.052.631,58
Financiamento R$ 20.000.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 1.052.631,58
A obra proposta consiste na recuperação do eixo no trecho entre o Terminal do Carmo e a Rua Pastor Antônio Polito (2.350,00 metros), e a duplicação, com implantação de canaleta exclusiva para ônibus, até a divisa com São José dos Pinhais (1.650,00 metros). Também será alargado o viaduto que cruza a estrada férrea.

- Requalificação da Rodoferroviária e seus acessos
Investimento: R$ 36.842.105,26
Financiamento R$ 35.000.000,00
Recursos prefeitura municipal R$ 1.842.105,26
A obra proposta consiste na reforma e ampliação do prédio (subsolo, térreo, pavimento superior e cobertura), áreas de estacionamento, acesso de veículos e pedestres e um viaduto ligando Av. Affonso Camargo à Av. Comendador Franco.

- Reforma e ampliação do Terminal Santa Cândida
Investimento: R$ 12.631.578,95
Financiamento R$ 12.000.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 631.578,95
A obra consiste na ampliação do terminal, na recuperação da cobertura, substituição dos pisos das plataformas e na melhora das condições de acesso e segurança dos usuários entre outros.

- Sistema Integrado de Mobilidade - SIM
Investimento: R$ 61.263.157,89
Financiamento: R$ 58.200.000,00
Recursos da Prefeitura: R$ 3.063.157,89
As obras consistem em ações e atividades de planejamento, operação, fiscalização, controle e coleta de dados, além de informações aos usuários, através de sistemas e equipamentos diversos, com prioridade para o transporte coletivo. 

domingo, 24 de outubro de 2010

CMTU estuda instalar novamente faixa exclusiva para ônibus e táxis nas ruas de Londrina

09/03/2010 - Sintracoop

Diretor de trânsito, Wilson de Jesus, reconheceu que um projeto semelhantes na década de 1990 não deu certo e, por isso, um estudo está sendo feito.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está criar em Londrina uma faixa exclusiva para ônibus e táxis com passageiros. O projeto, que já foi implantado na década de 1990, mas desativado algum tempo depois, terá como objetivo melhorar o fluxo de veículos e diminuir a incidência de engarrafamentos e congestionamentos no centro da cidade. O estudo não tem prazo para ser concluído.

O diretor de trânsito da CMTU, Wilson de Jesus, disse que um levantamento está sendo feito, incluindo a contagem de veículos, para determinar a viabilidade de reservar uma faixa exclusiva para ônibus e táxis com passageiros nas ruas do centro da cidade. Ele reconheceu, entretanto, que um projeto semelhante não deu certo e, por isso, o estudo está sendo feito com cautela.

“Na década de 1990 tivemos uma faixa exclusiva para ônibus, mas acabou gerando certo fluxo para faixa de veículos particulares”, disse. Na época, conforme disse o diretor, algumas vias tinham uma faixa só para ônibus, outra para veículos particulares e uma terceira para estacionamento. “O ideal é tentar manter duas faixas de rolamentos para veículos particulares e uma para ônibus”, avaliou Jesus.

Por enquanto, não há definição de ruas a serem implantadas as faixas exclusivas. “Serão as que nós temos mais complicação [de engarrafamento e congestionamento]”, disse. Wilson de Jesus ressaltou, entretanto, que melhorar o tráfego não significa oportunidade de motoristas correrem mais. “Quando a gente fala em melhorar a velocidade não falamos em excesso de velocidade. O que se espera é diminuir os engarrafamentos”, explicou.

Atualmente, segundo o diretor, os ônibus têm uma velocidade média de 16 quilômetros por hora nas ruas do centro em horários de congestionamento. “Em 2006 e 2007 essa velocidade era de 22 quilômetros por hora, mas caiu para 16”, disse. Segundo ele, não há uma meta de velocidade para que os ônibus possam atingir com a reserva de uma faixa exclusiva. “O resultado vai ser consequência.” Sem falar em valores, Jesus calculou possível diminuição no custo do transporte coletivo. “Diminui porque essas paradas constantes com motor ligado ajudam na emissão de gases.” Gazeta do Povo

Equipe Fenatracoop

Faixa exclusiva para ônibus é implantada em Londrina

04/08/2010 - Gazetinha LPR

Auber Silva/Equipe Bonde

Motoristas que não querem pagar multa, fiquem atentos às placas de sinalização nas avenidas João Cândido e Duque de Caxias, no centro de Londrina. As duas ruas já possuem faixa exclusiva para ônibus e táxis com passageiros.

O objetivo é dar maior fluidez ao tráfego de veículos no quadrilátero central. Para virar à direita, o motorista precisa ficar atento à sinalização do chão, que indica quando pode ser utilizado a faixa de ônibus.

A faixa exclusiva funciona das 7h às 19h. Após esse horário os carros podem utilizar as faixas exclusivas e estacionar na faixa da esquerda. A próxima rua a ser implantada a faixa exclusiva deverá ser a Sergipe.

O motorista que for pego trafegando pela faixa exclusiva será multado em R$ 53 e terá 3 pontos na carteira; parar e estacionar na faixa, R$ 85 e 4 pontos; e conversão em local proibido, R$ 127 e 5 pontos.
Radar móvel é reativado em Londrina

A CMTU reativou os radares móveis na cidade de Londrina. As ruas que estão com monitoramento dos agentes de trânsito são Leste-Oeste, 10 de Dezembro, JK e Tiradentes.

Faixa exclusiva é aprovada em Londrina

22/08/2010 - Band Repórter - Paulo Ferreira

Foto: ACIL
Foto: ACIL
Faixa foi implantada em Abril


Domingo, 22 de Agosto de 2010 - 11h07 - Segundo a Companhia Municipal de Transito e Urbanismo (CMTU), pesquisa aponta alto índice de satisfação dos londrinenses sobre a faixa exclusiva para ônibus implementada a fim de agilizar o fluxo de veículos no trânsito. A mudança foi realizada na Rua Professor João Cândido, uma das vias mais movimentadas de Londrina. Procurada pela reportagem, a CMTU, por meio do diretor de trânsito, Wilson Santos de Jesus. “Vários veículos de comunicação se propuseram para fazer as pesquisas. Logo na primeira semana, indicaram 67% de aprovação e na segunda, 82%. Nós esperávamos no mínimo 51%”, afirma o diretor.

“Priorizamos a maioria da população que utiliza o transporte coletivo. Sem desconsiderar a minoria, evidentemente”, disse Santos. “Hoje o centro está mais leve e Londrina respira o ar de cidade grande”, comemora. A mudança foi rápida, e mesmo com aprovação inicial do londrinense, houve certa resistência por partes de comerciantes e motoristas, pela falta de vagas para estacionar seus carros, “mas isso já era quase impossível”, esclarece Santos. De fato, muitos dos comércios utilizam estacionamento próprio, enquanto que outros são mais visitados pelos pedestres. Por essas razões, os lojistas não sentiram muito a diferença na freqüência do cliente, sendo importante que “o fluxo de carros melhorou, pois antes era muito travado”, conta um comerciante da região.

Os proprietários de estacionamento comemoram a medida, para eles, o uso dos espaços particulares para carros cresceu, “creio que a partir de agora o movimento vai aumentar”, disse o dono de um estacionamento no quadrilátero central. Os usuários do transporte coletivo gostaram da mudança. Para muitos, a faixa facilitou ao cidadão chegar mais cedo em casa ou no trabalho. A única restrição é que “o último ponto fica em frente à Sercomtel e fica muito longe de quem trabalha no calçadão e precisa pegar o ônibus, por isso necessita de mais pontos”, declara uma funcionária de farmácia.

“Para mim ficou ótimo, está mais rápido para atender o cliente”, comenta um taxista. Embora a maioria aprove, há, ainda, quem critique a implementação pelo fato de proibir o estacionamento das motos e carros em toda a rua. “Estragou, agora a gente não pode mais parar aqui”, aponta um motoqueiro. Por sua vez, um problema se encontra em alguns motoristas que não respeitam o limite de velocidade. O espaço ganho dá uma falsa impressão de liberdade, e os condutores “Precisam tomar consciência: a via não é pista de corrida”, afirma um agente de trânsito da CMTU, que não quis se identificar. “Os motoristas, principalmente de ônibus, passam por aqui a 70 km/h, quando o permitido é 40 km/h”, complementou.

A instalação de radares ajudaria para intimar os motoristas. “Nós não podemos fazer nada, e só assim há como multar os infratores”, falou o agente. Os motoristas de ônibus negam a acusação, pois “respeitamos a velocidade, é tudo mentira”, segundo um motorista. “Antes, os ônibus andavam atrás dos carros e, agora, como andam livres, parece que estão mais velozes. Se for analisar, a velocidade está normal”, declarou outro. “Há quem exagere, mas isso sempre será antes, agora e depois. Também não é a maioria que faz. O Hoje é totalmente diferente a sensação, mas o carro está dentro da velocidade permitida pela lei”, argumenta Wilson Santos. “O veículo está mais rápido? Sim, acontece que antes estava bem abaixo da velocidade que deveria. A CMTU requisitou um radar móvel para agir contra os reais infratores”, completa.

Além da Rua João Cândido, a operação de faixa exclusiva contempla cerca de 1,3 km da Avenida Duque de Caxias, “onde o resultado deve melhorar”, segundo Santos. “Estudamos a implementação também nos sentido leste-oeste (Benjamin Constant, Goiás, Pará e Sergipe) e norte-sul (Rio Branco e Winston Churchill)”, acrescenta. Para melhorar o fluxo, a CMTU ainda projeta a mudança dos controladores semafóricos, de mecânicos para eletrônicos, “a fim de melhorar a sincronia dos semáforos e criar a onda verde”, indica o diretor Onda verde ocorre quando todas as luzes verdes estão acesas numa mesma via. O orçamento para essas alterações deve ficar em torno de R$ 6 milhões, sendo, a previsão operacional a partir deste ano.

Ônibus terão faixa exclusiva na Duque a partir de segunda

18/07/2010 - Jornal de Londrina - Douglas Lopes

Mudança repete reformulação adotada há três meses na rua Professor João Cândido; veículos não podem mais estacionar em trecho de pouco mais de um quilômetro

Começa a funcionar nesta segunda-feira a faixa exclusiva para ônibus e táxis em um trecho de 1.300 metros da Avenida Duque de Caxias (região central). A faixa começa no cruzamento com a Via Leste-Oeste e segue até um quarteirão após a Avenida Juscelino Kubitschek, no cruzamento com Rua Raposo Tavares. Assim como ocorreu com a Rua Professor João Cândido, em abril, a Duque de Caxias vai substituir a faixa da esquerda, então usada para o estacionamento de veículos e motos, para o tráfego de veículos, assim como a faixa central, enquanto a faixa da direita fica exclusiva para ônibus e táxis.

Entre 7 e 19 horas, de segunda a sexta, e entre 7 e 14 horas aos sábados, horário de maior tráfego, os motoristas deverão respeitar as novas regras. Após esse horário, a faixa da esquerda volta a ser usada para o estacionamento de veículos. Para suprir a perda da faixa de estacionamento, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) aumentou o número de vagas para veículos nas ruas laterais à Duque de Caxias. “Hoje temos 31 vagas nas vias laterais. Com a eliminação de uma faixa da Duque no horário de maior movimento, esse número vai saltar para 63 vagas nas ruas que cruzam a avenida”, explica Wilson Santos 
de Jesus, diretor de Trânsito da CMTU.

Além dessas mudanças, a companhia vai disponibilizar quatro vagas para idosos e quatro para deficientes que hoje não existem. O tempo de carga e descarga das ruas laterais foi esticado e funcionará durante o todo o horário comercial (das 7 às 18 horas) e não mais até meio-dia como ocorre atualmente.

Nem todos os donos de lojas na avenida concordam com a mudança. Olinda Celli, gerente de uma casa de massas, afirma que sua clientela utiliza as vagas apenas para pegar encomendas e não gasta mais do que “alguns minutinhos”. “Temos convênio com dois estacionamentos próximos, mas mesmo assim nossos clientes reclamam da distância, agora com essa mudança, as reclamações tendem a aumentar”, protesta Celli, que acha que vai ter o ponto prejudicado. “Acredito que para o comércio vai ser muito ruim, porque já é difícil estacionar na Duque de Caxias, agora então ficará pior”, diz Gislaine Ramos Moreira, dona de uma loja de móveis usados.

Outros disseram estar indiferentes à mudança. “Quase todas as vagas disponíveis hoje na Duque têm ‘donos’. Alguns comerciantes se consideram proprietários das vagas e caso algum outro comerciante ou até mesmo cliente estacione, eles pedem para que o veículo seja retirado imediatamente”, revela uma comerciante que preferiu ter seu nome preservado.

CMTU estuda expansão do serviço

O diretor de Trânsito da CMTU, Wilson Santos de Jesus, afirma que o órgão está fazendo um levantamento para que as faixas exclusivas sejam implantadas em outras vias de Londrina. “Hoje temos a Rua Professor João Cândido ligando a região sul à norte. A partir de segunda teremos a Avenida Duque de Caxias que vai ligar a região norte à sul. Agora estamos estudando a possibilidade de encontrar ruas e avenidas que possam fazer a ligação leste oeste”, afirma.

Entre algumas opções para a faixa exclusiva ele aponta as ruas Pará, Benjamin Constant e a Via Leste Oeste. Fora do eixo central a CMTU já estuda também a possibilidade de implantar faixas exclusivas na região norte de Londrina e em seguida nas demais regiões da cidade.

Comerciantes encontram alternativas para estacionar

A implantação da faixa exclusiva na Rua João Cândido gerou o protesto de muitos comerciantes, preocupados com o fim da faixa de estacionamento. Três meses depois a reclamação já é menor e ajudou a gerar alternativas para os comerciantes da Duque de Caxias. Entre elas está a criação de vagas de estacionamento dentro das lojas.

O comerciante Valdenir Turini viu nas mudanças a oportunidade de agregar um novo serviço e mais lucro para seu negócio. Dono de uma loja de material de construção, seu espaço era grande e comporta um estacionamento para até 15 vagas. “Agora vou ter meu estacionamento para clientes e também para quem vem até a Duque de Caxias.” Por hora/carro ele deve ganhar R$ 2,5.

Ainda conforme o comerciante, as vagas na Duque de Caxias eram consideradas até uma dor de cabeça. Ele lembra que depois do final da Zona Azul, os motoristas estacionavam de manhã e só voltavam no final do dia. “Assim, o cliente que procurava uma vaga não achava nunca e desistia de comprar algo na Duque de Caxias.”

Quem também já procura alternativa é a dona de uma loja de peças de motocicletas, Cristina Célia Andretta. Ela planeja acabar com a sala de recepção e a cozinha da loja para atender os motociclistas que chegam. Ao contrário de Turini, ela não está feliz com a mudança e até mesmo assinou um documento pedindo a interrupção da instalação. “Mas parece que não seremos atendidos então o jeito é se adaptar.”

Descarga ainda é problema na João Cândido

Três meses após a implementação da faixa exclusiva para ônibus e táxis na Rua Professor João Cândido e de muitas reclamações, principalmente por parte dos comerciantes, alguns donos de estabelecimentos entrevistados pelo JL afirmam que não perderam clientes. “O movimento para mim continua o mesmo de antes. A única dificuldade é quando precisamos descarregar mercadorias. Agora precisamos parar nas ruas próximas daqui e trazer tudo nas costas”, conta Luiz Carlos de Melo, dono de uma loja de bijuterias. Em outro comércio a reclamação foi a mesma: “Não temos onde estacionar o carro para descarregar nossas roupas”, reclama Camila Fága, gerente de uma loja de confecções na João Cândido. Se de um lado os comerciantes ainda têm do que reclamar, de outro os motoristas aprovam a modificação. “O trânsito agora flui, Antes era horrível, demorado”, conta Gisele Sanchez, comerciante.

Tráfego ágil e fim da competição com carros

O diretor do Metrolon (sindicato das empresas de transporte coletivo), Gildalmo Mendonça, afirma que o tempo do trajeto dos motoristas que trafegam pela Rua Professor João Cândido caiu até dez minutos em determinados horários. “O fluxo nessa via é muito intenso. Por dia 375 ônibus com 18 mil passageiros e 12 mil veículos com 14 mil passageiros passam pela João Cândido. Era uma necessidade que tínhamos de desafogar o trânsito ali.” O diretor de Trânsito da CMTU, Wilson de Jesus, defende a faixa exclusiva como uma solução para tráfego urbano. “É uma melhoria significativa que priorizou o sistema público de transporte coletivo utilizado por 150 mil pessoas”. E completa: “O resultado é superior à expectativa da época da implantação”. O diretor de Tráfego da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Daniel Martins, também elogia a iniciativa na Rua João Cândido. Ele salienta que, agora, os motoristas têm mais tranquilidade em trafegar. “Agora não tem competição com os carros e eles trabalham com mais calma na hora de parar.”

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Obras serão o legado da Copa 2014 para Curitiba

17/10/2010 - Paraná Online


A Prefeitura de Curitiba investirá mais R$ 222 milhões em obras de mobilidade urbana para a Copa 2014. Os recursos virão de empréstimos pelo PAC da Copa, cujos contratos foram assinados em setembro por Prefeitura, Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal. São obras importantes e estruturantes que ficarão para a cidade, como legado da Copa.

Os contratos assinados são para as seguintes obras: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente
de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do Terminal Santa Cândida.
As obras do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) melhoram o trânsito e terão investimento de R$ 61 milhões. Consistem em ações e atividades de planejamento, operação, fiscalização, controle e coleta de dados, além de informações aos usuários, através de sistemas e equipamentos eletrônicos diversos, com prioridade para o transporte coletivo.

Nova Avenida das Torres


Avenida das Torres será revitalizada para melhorar acesso ao aeroporto.
Uma das principais obras do PAC da Copa será a revitalização da Avenida das Torres, melhorando o corredor de acesso entre Aeroporto Afonso Pena e Rodoferroviária. O investimento será de R$ 65.789.473,68.

As obras da Prefeitura terão uma extensão de 10 mil metros na Avenida das Torres, entre a rua Engenheiros Rebouças até a divisa com São José dos Pinhais. De São José até o aeroporto Afonso Pena, a obra será feita pelo Governo do Estado.

Um dos projetos é também abrir o acesso da Avenida das Torres até a Rodoferroviária, no bairro Rebouças, com abertura de um novo trecho de rua, para quem vem do aeroporto. Para isso, será preciso reduzir o tamanho da subestação da Copel junto a Rodoferroviária. Este estudo está sendo feito para definir a viabilidade do projeto.

Ciclofaixa na Marechal Floriano


Avenida Marechal Floriano terá ciclofaixa e asfalto novo.
A Marechal Floriano será revitalizada, e ganhará ciclofaixa. O investimento da Prefeitura será de R$ 21 milhões. A obra proposta consiste na recuperação do eixo no trecho entre o Terminal do Carmo e a Rua Pastor Antônio Polito (2.350,00 metros), e a duplicação, com implantação de canaleta exclusiva para ônibus, até a divisa com São José dos Pinhais (1.650,00 metros).
Também será alargado o viaduto que cruza a estrada férrea. A ciclofaixa conectará ciclovias da cidade, criando uma rota ligando diferentes partes da cidade.
No trecho da simulação, quem usar a ciclofaixa pode seguir do terminal do Hauer até o parque São Lourenço, passando pela ciclovia das ruas Aloizio Finseto, João Negrão, avenida Mariano Torres, Passeio Público o parque São Lourenço. A ciclofaixa também ligará à ciclovia da Linha Verde.

Reforma no terminal Santa Cândida

Outra obra garantida pelo Programa de Aceleração do Crescimento da Copa é a reforma e ampliação do Terminal Santa Cândida, na Regional Boa Vista, um dos principais da cidade.
O investimento da Prefeitura de Curitiba será de R$ 12 milhões, com recursos de empréstimo do PAC. A obra consiste na ampliação do Terminal Santa Cândida, na recuperação da cobertura, substituição dos pisos das plataformas e na melhora das condições de acesso e segurança dos usuários entre outros. Nos últimos dois anos, a Prefeitura tem feito obras de recuperação de todos os outros terminais da cidade.

Como vai ficar a Avenida Cândido de Abreu após a revitalização?


Cândido de Abreu será o novo calçadão de Curitiba.
A Avenida Cândido de Abreu será o novo calçadão de Curitiba. O calçadão será implantado no canteiro central da avenida, desde o Shopping Mueller até a Prefeitura.
A obra consiste numa intervenção total na via, refazendo-se as calçadas laterais, mais a criação de calçadão central para pedestres com largura média de 17 metros, onde serão implantadas as estações de embarque e desembarque de passageiros e equipamentos públicos. Os ônibus passarão ao lado do calçadão. O investimento será de R$ 5,1 milhões.

Obras na Rodoviária

A revitalização da Rodoferroviária vai ser feita pela Prefeitura. A obra consiste na reforma e ampliação do prédio (subsolo, térreo, pavimento superior e cobertura), áreas de estacionamento, acesso de veículos e pedestres e um viaduto ligando Av. Affonso Camargo à Av. Comendador Franco.

R$ 45 milhões em obras

Curitiba terá mais R$ 45 milhões para obras, que serão a parte da adequação financeira do governo estadual repassada à Prefeitura de Curitiba, a fundo perdido, como investimento em obras na cidade para a Copa.
Entre essas obras estão a ligação Capão da Imbuia/Cabral; obras na rua Raul Pompéia; na avenida Salgado Filho; no entorno da Arena e melhorias na micro e macro drenagem perto do estádio.

Mais Linha Verde

A Prefeitura vai ampliar a Linha Verde na região sul, com investimento de R$ 19 milhões. A obra proposta consiste em estender a Linha Verde Sul, do Pinheirinho, até o Contorno Sul, com as mesmas características, pistas amplas e novo asfalto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

População ganhará um novo sistema de transporte coletivo em Foz do Iguaçu

14.10.2010 - Aqui e Agora

A previsão para o término dos trabalhos é de no máximo 75 dias

Além da inovações nos ônibus, os veículos contarão com aparelhos de GPS.  Foto: Roger Meireles
Além da inovações nos ônibus, os veículos contarão com aparelhos de GPS. Foto: Roger Meireles

O prefeito Paulo Mac Donald Ghisi e os responsáveis pelo Consórcio Sorriso, vencedor do processo licitatório para a concessão de operação do serviço de transporte coletivo em Foz do Iguaçu, assinaram na última sexta-feira o contrato que irá modernizar todo o sistema de transporte público no município. A partir da assinatura do contrato, a previsão é que os trabalhos desta etapa sejam concluídos em no máximo 75 dias.

Entre as novidades previstas a partir do novo sistema está a mudança na idade média da frota dos ônibus em circulação, que deverá ser inferior a um ano, menor que a prevista no edital de licitação que é de quatro anos. Já o prazo para a renovação da frota não deverá ser superior a quatro anos. Também será implantado um novo projeto de linhas que irá otimizar todo o sistema, diminuindo o tempo de espera dos passageiros nos pontos de ônibus. Outro problema a ser sanado, segundo os gestores, é a superlotação.

De acordo com o diretor-superintendente do Foztrans, Ailton José de Farias a modernização conta ainda com implantação de aparelhos de GPS nos ônibus para ajudar na fiscalização do instituto. "Com isso, por meio de um programa de computação, a gente pode verificar o horário da passagem dos ônibus em cada ponto", afirmou.

De acordo com Farias estão previstas ainda melhorias nos pontos de ônibus, com o intuito de se proporcionar mais conforto e comodidade aos usuários. Os ônibus, além de integrarem uma frota nova em cerca de 80%, deverão ser dotados de acessibilidade a pessoas com necessidades especiais.

Mais investimentos

Nas próximas semanas o município vai priorizar a construção de novos terminais de ônibus. No total, serão quatro disponibilizados à população nas principais regiões da cidade. "Além do TTU no centro, será construído o Terminal de Integração Leste, na Avenida João Ricieri Maran com Avenida Araucária, em Três Lagoas; o Terminal Norte, na Avenida Tancredo Neves, região da Vila C e Terminal Sul, na Avenida das Cataratas, próximo ao trevo que dá acesso à Argentina", conclui. Farias explica que a construção dos terminais deve ser rápida, em torno de 30 dias. "Já temos o projeto pronto, só iremos executá-lo", afirma.

O diretor-superintendente destaca que a operação do sistema de bilhetagem eletrônica atualmente em curso continua por ser um modelo moderno. "Neste sentido, tudo deve permanecer como está".

Consórcio

Um dos administradores de empresa integrante do consórcio vencedor Juliano Bonin Ribeiro explica como funcionará o serviço. "O Consórcio Sorriso é composto por cinco operadoras que vão atuar com um corpo único, tendo a submissão direta da prefeitura. 
Ou seja, nós somos operadores do sistema, de acordo com as predefinições da prefeitura", detalha.

Para o consultor da empresa Logistrans Sacha Reck o novo sistema resultará na melhoria da qualidade do serviço prestado à população. "Além de o processo licitatório ter sido conduzido com a maior transparência possível, obedecendo a todos os dispositivos legais, houve a preocupação por parte do prefeito, Paulo, de pensar um projeto para Foz do Iguaçu baseado num estudo voltado à modernização do transporte na cidade, visando à diminuição do tempo de espera pela população, a inovação da frota e a eficiência do sistema", afirmou.

Divulgação

O superintendente do Foztrans Ailton Farias avisa aos usuários do transporte coletivo em Foz que todas as mudanças serão amplamente divulgadas pela mídia para que a mudança transcorra de forma tranqüila. "A intenção é que estejamos divulgando essas alterações aos usuários no início de novembro, pela imprensa local", anunciou.

sábado, 2 de outubro de 2010

Empresa apresenta novo ônibus que vai operar a linha do Jardim Morumbi

Diário do Noroeste - 28/09/2010



O veículo é contemplado com todos os conceitos de acessibilidade e conta com um elevador mais moderno para acesso de cadeirantes e carrinhos de bebê

A Viação Cidade Paranavaí (VCP) apresentou ontem ao prefeito Rogério Lorenzetti o ônibus adquirido para atender os passageiros que utilizam a linha do Jardim Morumbi. O veículo é contemplado com todos os conceitos de acessibilidade e conta com um elevador mais moderno para acesso de cadeirantes e carrinhos de bebê, botoeiras de parada em braile, espaço para cães guias, lanternas e luminárias em LED, balaustres com dispositivo tátil e assentos preferenciais. 

O veículo deve entrar em circulação a partir desta semana. 

A aparência externa do veículo também sofreu alterações e agora é composto pelas cores prata, amarelo e royal. Segundo o gerente da VCP, Alexandre Santiago, o royal (uma mistura de verde e azul) representa a junção das águas e matas da nossa região. Já o prata garante uma manutenção mais simples e barata do que o antigo branco. 

O gerente, que na ocasião realizou uma demonstração do novo elevador, destacou que a empresa se encontra no meio de uma campanha de conscientização pelo uso adequado dos assentos preferenciais por parte dos passageiros. Segundo ele, “ceder os assentos preferenciais é uma questão de cidadania e cordialidade”. 

Lorenzetti parabenizou a empresa e agradeceu pela sua disposição de investir na cidade. “A compra do veículo demonstra a preocupação da VCP de realizar um transporte de qualidade em Paranavaí”, ressaltou Rogério. E completou: “É preciso que a população entenda que o transporte coletivo é o transporte do futuro. Temos que inverter essa equação do transporte individual que, além de caro, é altamente poluente”. 

A apresentação do novo veículo também foi acompanhada pelo vereador Osmar Wessler e pelo secretário de Comunicação Social, Jorge Roberto.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Volvo testa ônibus híbrido no Brasil



Montadora busca criar modelos mais limpos
Testes durarão três meses em Curitiba
 

A Volvo Bus iniciou uma série de testes de seu novo ônibus híbrido, movido a eletricidade e a diesel. Por três semanas, o 7700 Hybrid rodará em uma rota de 42 quilômetros na cidade de Curitiba (PR) e, posteriormente, a montadora estenderá para outras cidades do País.
De acordo com a empresa, o ônibus híbrido surge como uma alternativa limpa para os centros urbanos - pois seu sistema de propulsão reduz as emissões de CO2 na atmosfera - e uma solução para os altos preços de combustíveis de origem fóssil, que devem atingir níveis ainda maiores no futuro em razão do esgotamento das reservas naturais.
O veículo traz dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.
O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.
O sistema híbrido da Volvo proporciona uma redução no consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição das emissões de poluentes que saem do escape pode variar de 80% a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pró-transporte destina R$ 222,2 milhões para sete contratos em Curitiba


24/9/2010 - CNT Informe



Foto: Joel Rocha/SMCS

Marcio Fortes e Luciano Ducci assinam contratos
Referência no país pela qualidade do transporte urbano, a cidade de Curitiba ganhou, nessa quinta, mais um importante investimento: são R$ 222,2 milhões para sete contratos de mobilidade urbana pelo programa Pró-transporte. Os documentos foram assinados em cerimônia com o ministro das Cidades, Marcio Fortes, na prefeitura da cidade, e fazem parte do chamado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa.

"Aproveitamos a Copa para investir na área da mobilidade nas cidades-sede. É fundamental darmos condições para os brasileiros e estrangeiros se deslocarem para assistirem às partidas do Mundial", afirmou Marcio Fortes, que assinou os contratos com a prefeitura da cidade e com a Caixa Econômica Federal. "Daqui a dois anos a cidade estará bem diferente, e ainda melhor. Assinamos contratos para obras importantes e estruturantes que ficarão para a cidade, como legado da Copa", disse o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

O contrato de maior valor é do Bus Rapid Transit (BRT), com R$ 65,789 milhões, que ligará o aeroporto à rodoferroviária. Outros R$ 61,263 milhões serão aplicados no sistema integrado de monitoramento de trânsito e mais R$ 36,842 milhões na requalificação da estação rodoferroviária e acessos.

O quarto contrato assinado nessa quinta-feira (22) destina R$ 21,5 milhões na requalificação do corredor da Avenida Marechal Floriano e o quinto fixa R$ 19,473 milhões para a extensão da Linha Verde Sul. Por último, serão designados R$ 5,157 milhões para o BRT da Avenida Cândido de Abreu.

De acordo com a prefeitura de Curitiba, dos R$ 222,2 milhões investidos na cidade, R$ 11,1 são recursos do próprio município e os R$ 211,1 restantes, do Programa de Aceleração do Crescimento, repassados à prefeitura por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal.


Érica Abe
Redação CNT


http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=fd5e272e-5af1-4c40-9fc7-17fa2d2ba34c