quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Rodoferroviária de curitiba completa 40 anos

13/11/2012 - Prefeitura de Ciritiba

Ao completar 40 anos, o terminal passa pela sua primeira grande revitalização.

A Estação Rodoferroviária de Curitiba completa 40 anos de funcionamento nesta terça-feira (13), e é a principal referência para quem chega à cidade em um dos ônibus das 35 empresas que atendem linhas intermunicipais, interestaduais e internacionais, e que também partem do terminal com área de 72.160 metros quadrados 25,6 mil deles de área construída -, além dos 10 mil metros quadrados de área verde.

Desde sua instalação, conforme os decretos 184, de 1972, e 90, de 1976, a Prefeitura de Curitiba delegou à Urbs Urbanização de Curitiba S/A, as atribuições de operar e administrar o terminal rodoviário.

Projetado pelo já falecido arquiteto Rubens Meister, o complexo foi construído às margens da avenida Presidente Affonso Camargo pela Construtora Pussoli Ltda, dividido em três alas interestadual, estadual e ferroviária, além do prédio central, em formato de cubo, hoje ocupado pela direção da Urbs. A primeira saída de um ônibus rodoviário do novo terminal foi numa quinta-feira, 26 de outubro de 1972, mas a inauguração oficial foi numa quarta-feira, 13 de novembro do mesmo ano.

Até então, o Terminal Guadalupe, na rua João Negrão, inaugurado em 1958 pelo então prefeito Ney Aminthas de Barros Braga, era o ponto de chegada e saída de ônibus rodoviários. O novo complexo então construído no antigo bairro Capanema, hoje Jardim Botânico, dispunha de uma completa infraestrutura então inédita na cidade, dispondo de um total de 50 plataformas 25 na ala interestadual, e outras 25 na ala estadual, além de lanchonetes, restaurantes e serviços casa lotérica, posto da Polícia Militar, bancas de revistas, lojas de artigos para presentes e lembranças.

Ao completar 40 anos, o terminal passa pela sua primeira grande revitalização. Considerado pela Urbs uma pequena cidade que precisa ser bem administrada 24 horas por dia para atender as cerca de dez mil pessoas que diariamente circulam embarcam em aproximadamente 350 ônibus com direção aos mais diversos destinos, diz o diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Urbs, Fabiano Braga Côrtes Júnior. Os trabalhos, que fazem parte da preparação para a Copa do Mundo da FIFA 2014, devem estar concluídos em setembro de 2013.

O que muda A revitalização da Rodoferroviária de Curitiba será feita a partir da adequação do sistema viário do entorno e da mudança de uso e melhor aproveitamento de espaços. O passo inicial foi dado em 21 de junho deste ano, quando, em Brasília, a ministra Miriam Belchior, do Planejamento, e o prefeito Luciano Ducci assinaram o termo de cessão do terreno da Rodoferroviária ao Município de Curitiba. O projeto de revitalização do terminal é do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), preservando-se, porém, o projeto original de Rubens Meister.

Quando concluídos os trabalhos, os usuários contarão com 16 conjuntos sanitários (oito masculinos e oito femininos, além de mais oito entre deficientes físicos e fraldário), 560 assentos na área de embarque, praça de alimentação climatizada com 142 metros quadrados, novos estacionamentos, além de um restaurante para 56 pessoas. As salas de espera, conforme projeto do Ippuc, serão climatizadas, oferecendo completo conforto e comodidade aos passageiros.

A sala de embarque será na parte interna do piso térreo, e terá acesso exclusivo e climatizada, controlada por catracas com leitura por código de barras. Atualmente esses embarques ficam acumulados perto dos ônibus e a aglomeração de pessoas é muito grande na véspera de feriados ou no período de férias.

Na parte térrea externa, hoje ocupada pelos guichês das empresas de ônibus, serão instalados pontos de comércio e serviços. A venda de bilhetes passa a ser feita no piso superior. Quando os trabalhos de revitalização estiverem concluídos, os usuários poderão contar com quatro elevadores capazes de transportar os passageiros e suas bagagens, bem como quatro escadas rolantes e uma nova passarela com plataforma elevatória que será para uso de pessoas com deficiência.

Outras mudanças Além da sala de embarque separada, haverá uma área exclusiva para desembarque com plataforma para 10 ônibus, sem acesso aos que se dirigem ao embarque. Além de uma central telefônica concentrada e de espaço exclusivo em que serão instalados 10 caixas eletrônicos, acompanhantes dos que viajam ou chegam contarão com espaços exclusivos de estar fora da área de embarque.

Além de uma nova central de informações, a Rodoferroviária revitalizada contará também com cafeteria e revistaria instaladas tanto em espaços exclusivos de embarque como fora deles. O espaço comercial englobará uma farmácia e mais sete espaços com cerca de 35 metros quadrados cada, no pavimento térreo.

A administração do terminal também ganha espaço novo, devendo ser readequados os espaços a serem ocupados pela Polícia Militar, o Juizado de Menores, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e organismos afins.

Área externa Dentro do programa de revitalização da Rodoferroviária está também a área externa repaginada, com estacionamento dotado de 278 vagas, além de outras nove para deficientes e 63 vagas rotativas. Os táxis ocuparão um espaço mais separado da entrada dos carros. Todo o paisagismo do terminal também será revitalizado, enquanto um novo estacionamento, subterrâneo, sob a avenida Presidente Affonso Camargo, contará com 450 vagas. O projeto prevê ainda a criação de uma ciclovia defronte ao terminal, e a instalação de um bicicletário no complexo rodoviário.

Infraestrutura A grande revitalização que ocorre quando a Rodoferroviária completa 40 anos, prevê, conforme o projeto do Ippuc, várias intervenções na infraestrutura, como a cobertura, substituindo-se as atuais telhas de amianto por um novo material com isolamento térmico e acústico. Até o término dos trabalhos já terão sido reformadas as instalações elétricas, hidráulicas, de sonorização, da rede de fiação, com troca também das caixas de som e da iluminação em geral. Outro benefício será o do reaproveitmento das águas pluviais.

Em todo o complexo serão instaladas telas e monitores, nas áreas comuns, a exemplo dos aeroportos, para divulgação dos horários de saída e chegada dos ônibus. Esse serviço será interligado ao já existente sistema de operação de plataformas. As mensagens e serviços, futuramente, serão repassadas aos passageiros e demais usuários em diversas línguas.

Eventuais quedas de energia elétrica serão contornadas com a instalação de um moderno grupo de geradores capaz de atender todo o terminal. Além da nova e moderna comunicação visual, que permitirá ao viajante encontrar rapidamente os serviços disponíveis, os novos relógios instalados nas plataformas serão digitais.

Números A Rodoferroviária de Curitiba ocupa endereço estratégico, porque o acesso ao terminal é feito fácil e rapidamente por intermédio do Sistema Integrado de Transporte. Quem desembarca no Aeroporto Internacional Affonso Pena, no vizinho município de São José dos Pinhais, chega à rodoviária com ajuda de ônibus executivos que ligam os dois terminais, ou com o ônibus Linha Direta Aeroporto o popular Ligeirinho -, que sai do terminal aeroviário e para na estação-tubo Rodoferroviária, que fica na esquina da avenida Sete de Setembro e a rua Mariano Torres, a 100 metros dos ônibus rodoviários. Da rodoviária também não há qualquer dificuldade em chegar ao centro da cidade e à vasta rede hoteleira.

As empresas interestaduais atendem 62 linhas; as intermunicipais, ou seja, as que operam exclusivamente dentro do Paraná, 85 linhas, e as internacionais, cinco linhas com seis horários/dia de forma alternada. Há ainda outras 36 linhas em trânsito.

Em novembro de 1972, quando a Rodoferroviária foi inaugurada, dando início às operações em substituição ao velho Terminal Guadalupe, o movimento, de 13 a 30 daquele mês, somou 22.007 saídas, 18.717 chegadas, 361 ônibus em trânsito, totalizando 41.085 coletivos. No mesmo período houve 403.640 embarques, 459.627 desembarques, 8.009 pessoas em trânsito, totalizando 961.276 passageiros. Em 40 anos de funcionamento, o maior movimento de ônibus na Rodoferroviária verificou-se em 1987, quando 394.045 coletivos chegaram e saíram do terminal. O movimento recorde de embarques, desembarques e pessoas em trânsito também foi apurado em 1987, contabilizando 11,5 milhões de passageiros.



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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

BRT da Linha Verde de Curitiba é eleito a melhor obra de infraestrutura do Prêmio PINI

BRT da Linha Verde de Curitiba é eleito a melhor obra de infraestrutura do Prêmio PINI

07/11/2012 -
A rodovia BR-116, também conhecida como Régis Bittencourt no trecho entre Curitiba e São Paulo, cortava a capital paranaense de Norte a Sul da cidade, rumo a Porto Alegre. A convivência do perímetro rodoviário com a mancha urbana curitibana trazia diversos conflitos ao município e seus cidadãos, como alto risco de acidentes, difícil travessia da rodovia e tráfego intenso.


Mas o que antes era foco de problemas urbanísticos hoje é a matéria-prima para a criação de um novo eixo de desenvolvimento da cidade: a Linha Verde, obra em andamento e que está transformando o trecho urbano da BR-116 em Curitiba na maior avenida da cidade, com 18 km de extensão. Ao final das empreitadas em 2016, 20 bairros que antes ficavam separados pela rodovia serão interligados pela nova via municipal com sistemas integrados de transporte público.

O perfil de ocupação ao longo da avenida (agora antiga BR-116) também será expressivamente modificado a partir da mudança de zoneamento das áreas que a permeiam e da implantação de: transposições em desnível (viadutos e mergulhões), novas edificações comerciais e habitacionais, áreas verdes e espaços públicos, vias locais marginais, ciclovias, além de melhorias na infraestrutura viária, considerando pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação pública, paisagismo, canteiros e calçadas padronizadas.

BRT da Linha Verde
A avenida Linha Verde terá dez pistas de rolamento, sendo seis para o sistema viário (três em cada sentido), duas vias locais de passagem (uma em cada sentido) e duas exclusivas para a circulação rápida de ônibus biarticulados - o sexto eixo de Bus Rapid Transit (BRT) de Curitiba.

Esse modelo de transporte, criado pelos curitibanos na década de 1970 e que serviu de modelo para países como Estados Unidos, França, México e Colômbia, aumentou em 47% a capacidade de transporte de passageiros em Curitiba, segundo a prefeitura. Apenas na Linha Verde, circularão três novas linhas do Sistema Expresso Ligeirão - ônibus curitibanos que transitam nos corredores expressos e fazem paradas a cada 1 km em média. Com isso, o novo eixo de BRT será integrado à rede de transportes local, que atualmente já conecta 13 dos 29 municípios da região metropolitana de Curitiba, e também à primeira linha de metrô da cidade, que está em processo inicial de licitação.

"A intenção é que a Linha Verde seja expandida tanto ao Norte, na direção do município de Colombo, quanto ao Sul, chegando até a cidade Fazenda Rio Grande, onde a duplicação da BR 116, no trecho entre Curitiba e Mandirituba, já está em curso", comenta Cléver de Almeida, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curituba (IPPUC).

O novo corredor de BRT terá pistas separadas por canteiros, sinalização específica, 13 estações para embarque e desembarque de passageiros, gradis no entorno das estações, ilhas de descanso e semáforos, além dos próprios ônibus biarticulados, com 28 m de comprimento e capacidade para 250 passageiros.

Devido ao solo de turfa e à necessidade de suportar o tráfego intenso, a base da pavimentação do BRT da Linha Verde foi executada em concreto com acabamento em asfalto. O pavimento está sendo restaurado nos pontos de coincidência do traçado da rodovia com a nova linha.

As calçadas da linha serão amplas, antiderrapantes e em cores diferenciadas, com faixas e placas indicando o trajeto mais seguro a ser feito pelos pedestres. Em vias marginais à grande avenida, ao longo de toda sua extensão, serão implantadas ciclorrotas com trechos de uso exclusivo dos ciclistas e outros compartilhados com transeuntes.

Nos pontos de travessia de pedestres, as pistas têm 10,5 m e são intercaladas com canteiros, rampas no meio-fio, calçadas amplas, praças para estações-tubo, gradis, semáforos e sinalização adequada para o conforto e segurança dos usuários. Já nos trechos de travessia de veículos, serão implantados binários e trinários na avenida, permitindo o cruzamento em mão única e por ruas largas. Até então, nos bolsões da antiga BR a circulação era restrita a um veículo por vez, sendo a conversão feita na pista da própria rodovia.

O projeto de iluminação da Linha Verde e do corredor do BRT prevê a instalação de 352 superpostes de 16 m de altura (que iluminam áreas maiores e dificultam atos de vandalismo), 480 postes comuns ornamentais, 608 luminárias de alto rendimento de 400 W e 460 luminárias de 250 W, além de 40 mil m de cabos de iluminação e 26 mil m de fiação. Os antigos postes serão reaproveitados em outras áreas da cidade.

Dados do empreendimento

Iniciadas em 2007, as obras de implantação da Linha Verde têm previsão de término para 2016 e foram divididas em dois trechos: Sul e Norte. O primeiro, entregue em 2009, liga o bairro do Pinheirinho ao Jardim Botânico e foi construído em dois lotes pelos consórcios Rendram/Delta e Camargo Correa/Empo. Já a linha Norte vai do Jardim Botânico ao Atuba, somando 10 km de extensão, e foi dividida em quatro lotes. Numa terceira etapa, a Linha Verde Sul será ampliada até o município vizinho de Fazenda Rio Grande. Veja detalhamento das obras:

LINHA VERDE SUL (ENTREGUE EM MAIO/2009)
Trecho: 9,4 km, do Pinheirinho ao Jardim Botânico
Investimento: R$ 121 milhões
Bairros: Pinheirinho, Xaxim, Capão Raso, Fanny, Parolin, Novo Mundo, Hauer, Guabirotuba, Prado Velho e Jardim Botânico
Vias urbanas: 30 ruas dos bairros foram reformadas para formar quatro binários e completar o sistema trinário da Marechal Floriano
Estações: são seis no total (Vila São Pedro, Xaxim, Santa Bernadethe, Fanny, Marechal Floriano, Avenida das Torres)
População atendida pelos ônibus: 37 mil passageiros por dia
Ciclovia: 10 km (6 km de ciclovia exclusiva e 4 km de ciclovia compartilhada)
Parques: está pronto o Parque Linear da Linha Verde, com área total de 21 mil m² distribuídos ao longo do trecho entre Pinheirinho e Hauer. Será implantado ainda o Horto-Parque, área do Horto Municipal do Guabirotuba
Viadutos: melhorias nos viadutos Xaxim e Hauer
Zoneamento: a região deixou de ser enquadrada como "setor de serviços" e passou a "setor especial", de acordo com a lei de zoneamento de janeiro de 2000. Com isso, já é possível a construção de prédios (antes proibida) e a implantação de comércio em geral na região

LINHA VERDE NORTE
Etapas: serão feitas no total quatro licitações para todo o trecho de quase 9 km entre o bairro Jardim Botânico, sob a passarela do Centro Politécnico, até o extremo norte de Curitiba, no Atuba, passando por 11 bairros que hoje são separados pela antiga rodovia
● Primeiro trecho: 2,3 km entre os bairros Jardim Botânico e Tarumã (R$ 52 milhões)
● Segundo trecho: Viaduto da Victor Ferreira do Amaral (R$ 36,700 milhões)
● Terceiro trecho: Victor Ferreira do Amaral - Solar (R$ 37,100 milhões)
● Quarto trecho: Solar - Atuba (R$ 66,500 milhões)
Construtora do trecho em obras: Consórcio Empo/Marc
Bairros envolvidos na primeira etapa das obras: Jardim Botânico, Jardim das Américas, Cajuru, Cristo Rei, Capão da Imbuia e Tarumã
Obras em andamento: drenagem, canaletas para ônibus, pistas marginais e locais, sinalização, iluminação, ciclovia e calçada, trincheiras e a Estação Jardim Botânico
Bairros por onde a Linha Verde Norte passará: Jardim Botânico, Jardim das Américas, Cajuru, Cristo Rei, Capão da Imbuia, Tarumã, Jardim Social, Bairro Alto, Bacacheri, Tingui e Atuba
Mergulhões: serão sete ao todo (dois no binário Agamenon Magalhães/Roberto Cichon, ligando os bairros Cristo Rei e Cajuru; um na Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã; três no Atuba e um entre os bairros Bacacheri e Bairro Alto
Viadutos: ampliação das obras de arte da Avenida Victor Ferreira do Amaral e da Avenida Affonso Camargo
Estações: são nove no total (Atuba, Solar, Fagundes Varela, Vila Olímpica, Tarumã, Jardim Botânico, Avenida das Torres, Universidade Federal do Paraná e Pontifícia Universidade Católica)
Binários: nas ruas Agamenon Magalhães e Roberto Cichon
Financiamento: Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)

Por Mirian Blanco / Revista Construção Mercado



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