sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Região Metropolitana de Curitiba terá 3 mil abrigos de ônibus

25/11/2015 - Bem Paraná

Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) discutiram ontem a compra conjunta de abrigos de ônibus por meio de programa da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Urbano, Paranacidade, Fomento Paraná e Secretaria Estadual da Administração e Previdência. O assunto foi tratado durante a 2ª reunião conjunta dos Conselhos Deliberativo e Consultivo da RMC, realizada em Curitiba.

"Em muitos pontos a população fica ao desabrigo. Por meio de um Registro de Preços, juntos, podemos colocar até 3.000 novos abrigos de ônibus na RMC”, disse o secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior. "Os serviços têm de ser melhorados e as soluções devem ser encontradas em conjunto, algumas são complexas e outras bem simples”, afirmou o secretário, que participou da reunião de prefeitos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Corredores de ônibus serão construídos em avenidas de Maringá (PR)

No projeto, avenidas Kakogawa e Morangueira passarão a ter três pistas. Obras estão orçadas em R$ 20 milhões e devem ficar prontas em 2016

23/11/2015 - G1 PR

Kakogawa, uma das principais avenidas de Maringá
Kakogawa, uma das principais avenidas de Maringá
créditos: Reprodução/G1

As avenidas Kakogawa e Morangueira, duas das mais movimentadas de Maringá, no norte do Paraná, devem ganhar corredores exclusivos para ônibus. As licitações para as obras já estão abertas. Os vencedores devem ser conhecidos em 21 de dezembro.

As obras terão duas licitações. Uma para a construção das estações de bairro e outra para as obras nas pistas. Os dois processos serão abertos simultaneamente e a previsão de conclusão é de sete meses, ou seja, em agosto de 2016.

Além do grande movimento de carros, a Avenida Morangueira é rota do transporte coletivo, assim como a Avenida Kakogawa. Ligam a Zona Norte ao centro. Com a construção de corredores exclusivos para ônibus, as duas avenidas ficarão com três pistas de cada lado.

As vagas de estacionamento serão mantidas ao longo das duas avenidas. Para construir mais uma pista, o tamanho do canteiro central será reduzido.

O projeto que prevê também a drenagem e novo asfalto deve mudar a imagem das duas avenidas de ponta a ponta. Ao longo das avenidas também serão construídas três estações de embarque e desembarque para os usuários do transporte coletivo.

Segundo a Secretaria de Planejamento Urbano, ônibus menores serão utilizados para levar passageiros dos bairros até as estações. Dali eles seguem em outros ônibus até o terminal do centro.

O projeto de mais de R$ 20 milhões é considerado piloto e deve ser implantado em várias outras avenidas de Maringá. Para o município, a grande vantagem, além da mobilidade urbana, é a redução de tempo de deslocamento dos ônibus. A previsão é de que o trecho entre a zona Norte e Central demore 15 minutos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Materiais de conforto térmico serão implantados em todas as estações-tubo

02/11/2015 - Prefeitura de Curitiba

Aprovados em testes feitos pela Urbs a partir de outubro do ano passado, novos materiais e medidas de redução de calor e melhoria do conforto térmico serão implantados, a partir do ano que vem, em todas as estações-tubo da cidade.

O projeto-piloto mostrou uma melhora da sensação térmica de 32%, redução de 99% na incidência raios UV e de 40% de raios infravermelhos.

"São resultados muito positivos e que vão embasar o projeto executivo para implantação de melhorias nas estações,” afirma o gestor de Tecnologias do Transporte da Urbs, Elcio Karas.

O projeto executivo para implantação do novo sistema está em elaboração e foi viabilizado dentro do programa de melhoria da qualidade do ar no transporte coletivo - previsto em convênio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) com o Banco Mundial. A partir de um termo de referência feito pela Urbs e aprovado pelo Banco Mundial, a ANTP licitou o projeto para escolha da melhor proposta, que já foi contratada.

O projeto-piloto foi feito na Estação Araucária, que fica no meio de duas outras estações, na Rua Desembargador Westphalen, na Praça Rui Barbosa.

Sensores de medição foram instalados tanto na estação em teste quanto na ao lado que têm, portanto, as mesmas condições de ventilação, relevo e incidência de raios solares, além de uma movimentação de passageiros semelhante.

Na estação Araucária foi instalado forro interno de fibra de vidro e, entre este forro e o teto da estação foi aplicada uma manta térmica -  produzida a partir de garrafas PET. Isso reduz a entrada do calor através da placa de aço.

Também foi utilizado um vidro especial com um material (KNT) que reduziu a incidência dos raios solares de forma efetiva.

Para proteger o cobrador da incidência solar, os vidros do posto de trabalho receberam além do vidro KNT uma proteção extra com uma pintura pontilhada (serigrafia), voltada a proteger sem tirar totalmente a transparência do vidro.  Nesta estação também foram instalados ventiladores elétricos para melhorar a renovação do ar no interior das estações.

Os estudos, explica Elcio Karas, foram minuciosos, com análises comparativas em diferentes horários e em diferentes temperaturas. Os dados estão sendo agora utilizados como base para elaboração do projeto executivo. A partir da conclusão do projeto, a Urbs vai licitar as obras, o que está previsto para o ano que vem.

Estudos

O projeto que vai melhorar o conforto em todas as estações-tubo é resultado de processo de estudos e experiências que vêm sendo feitas pela Urbs em várias estações. Ventiladores, circuladores de ar placas térmicas e insufilme, entre outros materiais, vêm sendo testados ao longo do tempo.

No ano passado, por exemplo, a Urbs instalou uma manta térmica sobre a placa de aço externa da estação Osternack. Embora a temperatura interna tenha melhorado em dias muito quentes, constatou-se a necessidade de novas experiências.

Em maio deste ano, entrou em operação a nova Estação PUC que, além de diferenciais no espaço interno e acessibilidade, também trouxe novidades de conforto térmico. Formada por dois tubos (um em cada sentido) unidos por uma estrutura que garante um espaço interno de mais de 100 metros quadrados, a nova estação tem o teto dos dois tubos revestido com manta térmica. O teto da estrutura que une os dois lados é reto e tem um vão de quase 20 centímetros em toda sua extensão, permitindo livre passagem do ar. Nas laterais e em parte da cobertura, o vidro é coberto por breezes, sistema que lembra antigas persianas, também reduzindo o calor interno.