quarta-feira, 22 de maio de 2013

Painéis informam usuários sobre horário do próximo ônibus em Curitiba

22/05/2013 -Bem Paraná


Painéis no terminal do Cabral: até o fim do ano equipamento estará em outras estações (foto: Valquir Aureliano)

Usuários de 30 linhas de ônibus que passam nos terminais Boa Vista, Cabral, Centenário e Vila Oficinas (Curitiba) contam com painéis eletrônicos que indicam os horários de saída dos ônibus. Os painéis também estão ligados em pontos de parada nos terminais Campina do Siqueira e Carmo, ainda em fase de ajustes.

Serão, até o fim do ano, 694 painéis luminosos instalados nas estações tubo e em todos os pontos de parada nos 21 terminais urbanos de Curitiba. Os painéis informam o nome da linha e trazem as três próximas previsões de saída, permitindo que o usuário saiba em quanto tempo o ônibus estará no ponto.

"É bem interessante, ajuda muito”, disse a bancária Andressa Romankiv que, pela manhã, esperava um ônibus na plataforma onde param os alimentadores, no terminal Cabral. "Posso pegar qualquer um deles, então fico de olho nos painéis e já sei qual chegará primeiro. Não tem erro”, afirmou.

Ana Paula Teodora e o marido, Raul, levavam a filha ao médico e aprovaram a ideia.  "Hoje estamos com tempo, mas é muito bom saber o próximo horário. Aí você já sabe se acabou de perder o ônibus e em quanto tempo ele vai chegar”, disse Ana.

A instalação dos painéis faz parte do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) que inclui 622 câmeras de fiscalização da operação do transporte, 89 câmeras de monitoramento do trânsito, 14 painéis de mensagens de trânsito, além do Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs (Curitiba).

As informações de horários que chegam aos painéis fazem parte do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE) que gerencia e concentra os dados do transporte coletivo, como números de passageiros, quilometragem, operações do cartão transporte, cumprimentos de horários dos ônibus, velocidade, número efetivo de veículos em operação, rotas, controle de isenções, etc.

Equipados com computadores de bordo, GPS e dispositivos na parte elétrica, os ônibus são acompanhados em tempo real no CCO que, entre outras informações, recebe a velocidade desenvolvida e o cálculo do tempo necessário para chegar até a próxima parada. Nos painéis, os usuários são informados dos horários previstos na tabela horária, tendo condições de saber quando o ônibus chega atrasado.


sábado, 18 de maio de 2013

Só moradores do Rio e Curitiba têm ônibus “top de linha"

18/05/2013 - Exame Abril

Mas apenas aqueles que usam as linhas BRT (Bus Rapid Transit) dessas cidades, cujos sistemas estão entre os melhores do mundo, segundo instituto internacional
Passageiros embarcam em ônibus articulado BRT de Curitiba: Linha Verde foi considerada umas das melhores do mundo
Os moradores de Curitiba e Rio de Janeiro talvez não saibam, mas têm o privilégio de usar um dos melhores sistemas de ônibus rápido do mundo, segundo o Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento, sediado em Nova York e com representação no país. As linhas BRT (Bus Rapid Transit) da TransOeste, na capital carioca, e Linha Verde, na cidade paranaense, foram considerados da categoria "ouro" em estudo que pontua mundialmente os melhores BRTs, um sistema de ônibus que pretende ser sobre superfície o que o metrô é abaixo dela.

São Paulo conseguiu prata, com o Expresso Tiradentes.
O problema, claro, é que esses ônibus especiais estão longe de ser regra no transporte público dessas cidades. No Rio, mais três linhas deverão ser inauguradas até as Olimpíadas, mas hoje só existe a TransOeste, que liga os bairros da Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande desde meados de 2012.
Já na pioneira Curitiba, onde o sistema é largamente adotado, o selo de "ouro" foi dado apenas a uma linha específica, a Verde. As demais ficaram com prata.
Criação brasileira, o primeiro BRT foi inaugurado nos anos 70 na capital paranaense, imaginado pelo prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Depois, ganhou o mundo.
Hoje, são mais de 130 cidades com algum nível de corredores rápidos nos quatro cantos do globo, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

O mínimo para que um sistema seja considerado BRT, segundo o instituto, é que haja cobrança da passagem fora do ônibus, faixa segregada com prioridade, embarque do passageiro no mesmo nível do piso do coletivo e alinhamento das vias, isto é, estar no canteiro central para não sofrer interferência dos demais veículos em curvas.
O reconhecimento das linhas BRT nacionais mostra que, apesar do pioneirismo, o Brasil ficou comendo poeira. Bogotá, na Colômbia - uma das cinco cidades de outros países que também ficaram com o selo máximo - soube aproveitar melhor a criação tupiniquim: cravou seis linhas do famoso TransMilenio na categoria. Medellin também está na lista. Veja a tabela completa do selo ouro:
Cidade e país Linha
Rio de Janeiro, Brasil TransOeste
Curitiba, Brasil Linha Verde
Guangzhou, China Avenida Zhongshan, GBRT
Bogotá, Colombia Americas, TransMilenio
Calle 80, TransMilenio
NQS (Norte-Quito-Sur), TransMilenio
SUBA, TransMilenio
Calle 26, TransMilenio
El Dorado, TransMilenio
Lima, Peru Metropolitano
Guadalajara, Mexico Macrobús
Medellin, Colombia Metroplús
"Esses sistemas (ouro) alcançam o mais alto nível de desempenho e eficiência operacional, ao mesmo tempo em que oferecem um serviço de alta qualidade", segundo o relatório (completo ao final da matéria).
Qualidade
Além dos critérios mínimos, a avaliação incluiu também a frequência dos ônibus (que devem ser constantes, similar ao metrô), existência de serviços expressos, número de linhas, integração com outros meios de transporte, qualidade das estações, entre outros.
O BRT é visto hoje como uma forma mais barata e rápida de implantar sistemas de transporte coletivo de massa, mas com capacidade inferior a do metrô. Seu uso vem sendo adotado de acordo com a pressa dos governantes, já que o transporte subterrâneo pode levar anos até ficar pronto e é até dez vezes mais caro.
Segundo a NTU, 9 das 12 cidades-sede da Copa estão implantando o sistema.
Veja abaixo os critérios do estudo "Padrão de Qualidade de BRT 2013".
BRT Standard 2013, em português
Fonte: Exame Abril