segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Obras da Marechal Floriano começaram

10/01/2011 - Agência Curitiba

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A Prefeitura de Curitiba começou nesta segunda-feira (10) as obras de revitalização da segunda etapa da avenida Marechal Floriano Peixoto, entre a Linha Verde e a avenida Waldemar Loureiro de Campos. A partir das 8h30, as equipes contratadas pela Secretaria Municipal de Obras Públicas estarão trabalhando em serviços de topografia e marcação da obra.

Na quarta-feira (12), as máquinas estarão retirando as calçadas. A pista terá bloqueio de uma das três faixas. Os motoristas devem prestar atenção nas placas de sinalização.

Serão recuperados 3.846 metros das seis pistas e duas faixas de estacionamentos da avenida Marechal Floriano, no trecho entre a Linha Verde e a rua Waldemar Loureiro de Campos. “Esta obra antecipas as melhorias viárias que estão programadas para a Copa do Mundo de 2014, transformando a Marechal em um corredor para o aeroporto Afonso Pena”, disse Luciano Ducci.

Ao todo, serão investidos R$ 5,5 milhões nas melhorias da avenida Marechal Floriano Peixoto. O maior volume de recursos será na revitalização das calçadas, asfalto e ciclofaixas, cujo investimento é de R$ 4,2 milhões. Também serão aplicados R$ 1,3 milhão implantação de nova iluminação pública, que seguirá as mesmas características da avenida Padre Anchieta, com luminárias especiais para as calçadas e ciclofaixas.

Na reforma viária da Marechal, está previsto a construção da primeira ciclofaixa da cidade. A pista especial, que vai separar ciclistas e veículos, terá cor diferenciada e 3.846 metros.

Outra mudança são as novas calçadas de blocos de concretos (paver), que terão desenhos nas cores cinza e preto. As calçadas serão antiderrapantes, com guias rebaixadas, melhorando a acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos.

A iluminação pública será diferenciada. Postes especiais vão melhorar a iluminação das calçadas e da ciclofaixa. Serão usadas luminárias de alto rendimento direcionando toda a iluminação para baixo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fotos de Curitiba

Em 2010
Mais ônibus e agentes de trânsito nos dias de jogos do Brasil. Foto: Ivan Bueno/SMCS(arquivo)

Curitiba otimizou o transporte em 2010

06/01/2011 - Webtranspo 

Medidas tomadas visam melhorar a qualidade

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189 ônibus foram integrados ao transporte da cidade

Em 2010, os usuários do transporte coletivo de Curitiba (PR) tiveram à disposição algumas melhorias no sistema. Entre os investimentos, o governo local aponta a aquisição de 189 ônibus, bilhetagem eletrônica e a entrada do primeiro ônibus Ligeirão.

De acordo com a secretaria de transportes, as novidades visam atender o contingente de 2,4 milhões de passageiros por dia. Ao todo, o sistema possui 1.915 ônibus que percorrem 500 mil quilômetros em 21 mil viagens diariamente.

Além dessas melhorias, o ano passado reservou outras novidades para o transporte público. Entre as principais esteve a primeira licitação pública para operação do transporte coletivo de Curitiba garantiu contratos que prevêem a melhoria da qualidade dos serviços prestados.

As novas normas passaram a valer em 7 de dezembro e um benefício já foi implantado: cobertura de seguro para passageiros que sofram danos físicos no transporte coletivo – o que é inédito em nível nacional e um dos resultados da licitação.

Os resultados da experiência com biocombustível iniciada em agosto de 2009 na Linha Verde levaram a ANP (Agência Nacional de Petróleo) a autorizar, em 2010, a ampliação do projeto. Outro projeto importante implantado foi o teste do primeiro ônibus híbrido da Volvo, movido com motor elétrico e a diesel/biodiesel.

Os testes com o Hibribus foram feitos durante três semanas em setembro na linha Interbairros II. De acordo com a empresa que realizou os testes, houve economia de combustível de 54,68%. A projeção anual é de redução de 32 toneladas na emissão de monóxido de carbono; 473 quilos de óxido de nitrogênio; e 11,2 quilos de material particulado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Campo Largo ganha terminal de ônibus

23/12/2010 - Webtranspo

Unidade vai atender 20 mil passageiros por dia

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Terminal recebeu R$ 5 milhões em investimentos

O Governo do Paraná inaugurou mais uma obra do Pit (Programa de Integração do Transporte) – o terminal metropolitano de Campo Largo. Conforme previsão da Sedu (Secretaria do Desenvolvimento Urbano), o terminal deverá atender, em média, 20 mil passageiros por dia.

Ao todo, 23 linhas de ônibus funcionarão no local. De acordo com o secretário Wilson Bley Lipski, o terminal foi projetado para atender a demanda de usuários nos próximos 15 anos.

O espaço, com 4.349 metros quadrados, recebeu investimentos de R$ 5 milhões e está equipado com três plataformas para acesso às linhas diretas, urbana e metropolitana, bilheteria, setores administrativos, depósito, sanitários, fraldário, área comercial, bicicletário, guarita e área verde.

“Esta obra é uma das mais importantes porque, associada aos demais terminais metropolitanos, estamos com os municípios ao redor da capital quase completamente cobertos. Isto garantirá à população uma maior qualidade de transporte com conforto e segurança”, observou o governador paranaense Orlando Pessuti.

O novo terminal está localizado no cruzamento da Avenida Clotário Portugal com a Rua Engenheiro Tourinho, na região central de Campo Largo.

Tarifa de ônibus em Curitiba sobe em 2011

04/01/2011 - Gazeta do Povo (PR)

O usuário do transporte coletivo de Curitiba vai pagar mais caro pela passagem em 2011. Há dois anos operando com o mesmo valor - R$ 2,20 -, a expectativa do setor é de que a nova tarifa não fique abaixo de R$ 2,50. De acordo com Marcos Isfer, diretor presidente da Urbanização Curitiba S/A (Urbs) - empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade -, é natural que o preço da passagem aumente. "O valor atual já está defasado. No ano passado nós tivemos uma série de reajustes e nenhum deles foi anexado ao valor da tarifa", diz.

Segundo Isfer, ainda não existe um índice ou uma data oficial para o reajuste, que não deve ocorrer antes de fevereiro. "Nós temos de aguardar o dissídio coletivo dos trabalhadores, que incide sobre o valor da tarifa. Natural­­mente, depois do dissídio, vai haver um equilíbrio da tarifa, é normal", afirma.

Especialistas que trabalham no setor apontam outros fatores que vão contribuir para o reajuste da tarifa ainda neste ano: a nova licitação do transporte coletivo, em vigor desde o ano passado, e o custo de insumos como o diesel, geraram déficits que vêm sendo acumulado ao longo dos dois anos de congelamento da passagem.

Na opinião de Valdir Apa­recido Mestriner, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Urbani­zação do Paraná (Sin­diUrbano), o aumento é inevitável. "Os custos do contrato de licitação serão reavaliados em janeiro. Também tem a revisão dos salários dos trabalhadores do transporte. Uma inflação de aproximadamente 6%, como a de 2010, justificaria um aumento de 3% sobre a passagem. Tudo indica para um reajuste imediato, em fevereiro, e superior a R$ 2,50", explica.

Uma projeção feita pelo Sin­­diUrbano, levando em conta da­­dos fornecidos pelo próprio edital de licitação, mostra que, para co­­brir os custos da operação, a tarifa teria de subir para R$ 2,50. Se­­gundo a Urbs, para que a arrecadação fosse equivalente ao custo total do sistema, a tarifa deveria ser de R$ 2,32 desde agosto de 2009.

De acordo com André Caon, presidente da Sociedad Peatonal (ONG que tentou impugnar o edital de licitação do transporte coletivo), além dos custos, existe a questão do lucro. "O transporte coletivo é um negócio e, como tal, também visa ao lucro. E por questões econômicas, o preço da passagem está defasado. A passagem vai subir e nada menos que R$ 2,50", afirma.

Para João Carlos Cascaes, ex-diretor de Planejamento da Urbs, alguém tem de pagar os custos da licitação, e não serão as empresas de ônibus. "Para a licitação foram cobrados R$10 milhões de cada empresa participante. O edital também previa renovação da frota, custos sociais. As empresas não vão pagar por isso. É a prefeitura ou o usuário. O preço da passagem vai aumentar, sem que a qualidade do transporte aumente", diz.

Trabalhadores
Motoristas e cobradores realizaram ontem uma assembleia para discutir as reivindicações da categoria. O sindicato deve encaminhar um pedido de reajuste salarial de 15%. "O aumento dos salários não vai interferir no preço da tarifa, que deve subir em breve. É claro que as empresas vão usar isso como desculpa, mas o valor atual da tarifa está defasado há muito tempo. Eles vão subir pela defasagem e não pelos trabalhadores. Mas alguém tem de servir de bode expiatório", afirma o presidente Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transportes de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira.

O último reajuste da categoria aconteceu em janeiro de 2009, no mesmo mês em que a passagem aumentou 15,7%, passando de R$ 1,90 para R$ 2,20. Na época, a tarifa estava congelada há cinco anos em R$ 1,90. O fato aumenta a ex­­pectativa de que haja aumento em 2011.

A planilha tarifária do transporte coletivo de Curitiba, de acordo com informações do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), é formada por despesas com mão de obra (40%); custos variáveis, como óleo, diesel e peças (29%); custos de capital, como depreciação e remuneração (12%); custos administrativos (8%); taxas e impostos (5%); taxa da Urbs (4%); e outros, como limpeza de tubos e seguros de vida (2%). A reportagem da Gazeta do Povo tentou entrar em contato com o Setransp, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. A justificativa é que o sindicato está de férias coletivas até o dia 10.