segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Justiça determina instalação de banheiros para os funcionários das estações-tubo de Curitiba

07/12/2015 - G1

Responsáveis têm 30 dias para fazer adaptações, mas cabe recurso. Motoristas e cobradores não têm acesso a banheiro durante expediente

Cobradores, como Valdir de Freitas, não têm banhei
Cobradores, como Valdir de Freitas, não têm banheiro
créditos: Reprodução/ G1

A Justiça do Trabalho determinou à Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), responsáveis pela gestão do transporte público da capital paranaense e região metropolitana, a instalação banheiros nas estações-tubo para motoristas e cobradores.

Pela decisão, Urbs e Comec têm 30 dias para fazer as adaptações. A Justiça também fixou indenização de R$ 500 mil por danos morais. Os dois órgãos podem recorrer.

Estas reivindicações dos profissionais são antigas. Em 2014, inclusive, o Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) avaliou a condição como situação de risco à saúde.

Durante a jornada de trabalho de seis horas, cada cobrador tem direito de ir ao banheiro uma vez, no intervalo de 15 minutos.Porém, em várias estações-tubo não há sanitário nem comércio por perto. Por essa razão, os cobradores acabam fazendo as necessidades até no mato.

“Quando um quer ir ao banheiro, tem que outro cuidar para gente ir (...). Vou debaixo da escadinha”, contou o cobrador Valdir de Freitas.

A Urbs informou que está analisando cada ponto da decisão e que as alterações podem impactar no custo da passagem. Das 342 estações-tudo, apenas cinco têm banheiros.

Já a Comec garante que está providenciando banheiros nas três estações sob responsabilidade da Coordenação. De qualquer forma, informou que irá recorrer da decisão por causa da indenização estipulada. As empresas também foram notificadas a oferecer água potável para os funcionários.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Cobradores de estações-tubo têm que apelar para o mato na hora do aperto

04/12/2015 - Paraná Online

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) encaminhou à Urbs, ontem, um ofício pedindo detalhes sobre custos e planos pra instalação de 80 banheiros químicos próximos a estações-tubo, para serem utilizados pelos cobradores. A situação se arrasta há anos e em 2015 foi considerada pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) como risco à saúde. Na semana passada, o Sindicato das Empresas de ânibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) anunciou que não irá mais gerenciar esta medida, com custos previstos na tarifa técnica. A responsabilidade ficaria então pra Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), que afirmou estar "procurando alternativas de projetos pra realizar melhorias significativas no transporte”.

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informou que das dez estações-tubo na RMC, cinco são atendidas com sanitários dos terminais e duas foram desativadas. "Pra outras três, duas em Pinhais e uma em Campo Largo, estão sendo tomadas as providências pra que seja atendida a determinação judicial”.

"Queremos saber detalhes sobre os valores e como o dinheiro será empregado, pra ver se de repente o próprio sindicato fique responsável”, afirma o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

Desconfiança

Enquanto a solução não se resolve, os cobradores continuam sem estrutura mínima de trabalho - que dura de seis a sete horas diárias. A situação é mais crítica em regiões sem comércio próximo e durante os finais de semana. Trabalhadores dos tubos das rotas em que trafegam as linhas Circular Sul, Centenário-Campo Comprido e Pinhais-Campo Comprido são os que mais sofrem com a falta de sanitários. A desconfiança de que os banheiros virão é grande. "São tantos anos que a gente nem acredita mais”, comenta um cobrador.

Passando aperto

Com medo de represálias por parte das empresas, os cobradores preferem não se identificar, mas contaram à Tribuna como se viram para conseguir ir ao banheiro durante o horário de trabalho. A alternativa encontrada é contar com a ajuda dos colegas que atendem os passageiros que chegam, e apelar para terrenos baldios próximos às estações tubo (fotos abaixo). Para as mulheres a situação fica ainda mais complicada. Elas são obrigadas a pegar um ônibus e ir até o terminal para utilizar o banheiro público. Outros utilizam o próprio carro para ir a supermercados ou postos de gasolina próximos das estações.

Humilhante

"Nosso banheiro é o mato. Como não dá pra sair do tubo, a gente segura ao máximo e reveza entre os tubos. Passamos muito aperto”, diz um cobrador que está há 15 anos na função. "A gente se sente humilhado”, lamenta.

Para a cobradora, a situação já rendeu uma infecção na bexiga. "Tive que ficar o dia inteiro no tubo e no dia seguinte fui parar no hospital”, lembra. Ela conta que já precisou contar com a ajuda de um passageiro para conseguir ir ao banheiro. "Não tinha outro tubo por perto pra pedir pro cobrador me render, fiquei um tempão me segurando até que um passageiro me ajudou. Mas não deu tempo, não consegui segurar e fiz xixi na calça. É horrível. Evito tomar água pra não ficar com vontade de ir ao banheiro”. Na Avenida Presidente Affonso Camargo, o trilho do trem serve de banheiro. "Tem um buraco no trilho do trem e a gente vai lá. Ainda bem que não tenho problema de intestino”, diz o cobrador que não gosta de "incomodar” os comerciantes da região.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Região Metropolitana de Curitiba terá 3 mil abrigos de ônibus

25/11/2015 - Bem Paraná

Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) discutiram ontem a compra conjunta de abrigos de ônibus por meio de programa da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Urbano, Paranacidade, Fomento Paraná e Secretaria Estadual da Administração e Previdência. O assunto foi tratado durante a 2ª reunião conjunta dos Conselhos Deliberativo e Consultivo da RMC, realizada em Curitiba.

"Em muitos pontos a população fica ao desabrigo. Por meio de um Registro de Preços, juntos, podemos colocar até 3.000 novos abrigos de ônibus na RMC”, disse o secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior. "Os serviços têm de ser melhorados e as soluções devem ser encontradas em conjunto, algumas são complexas e outras bem simples”, afirmou o secretário, que participou da reunião de prefeitos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Corredores de ônibus serão construídos em avenidas de Maringá (PR)

No projeto, avenidas Kakogawa e Morangueira passarão a ter três pistas. Obras estão orçadas em R$ 20 milhões e devem ficar prontas em 2016

23/11/2015 - G1 PR

Kakogawa, uma das principais avenidas de Maringá
Kakogawa, uma das principais avenidas de Maringá
créditos: Reprodução/G1

As avenidas Kakogawa e Morangueira, duas das mais movimentadas de Maringá, no norte do Paraná, devem ganhar corredores exclusivos para ônibus. As licitações para as obras já estão abertas. Os vencedores devem ser conhecidos em 21 de dezembro.

As obras terão duas licitações. Uma para a construção das estações de bairro e outra para as obras nas pistas. Os dois processos serão abertos simultaneamente e a previsão de conclusão é de sete meses, ou seja, em agosto de 2016.

Além do grande movimento de carros, a Avenida Morangueira é rota do transporte coletivo, assim como a Avenida Kakogawa. Ligam a Zona Norte ao centro. Com a construção de corredores exclusivos para ônibus, as duas avenidas ficarão com três pistas de cada lado.

As vagas de estacionamento serão mantidas ao longo das duas avenidas. Para construir mais uma pista, o tamanho do canteiro central será reduzido.

O projeto que prevê também a drenagem e novo asfalto deve mudar a imagem das duas avenidas de ponta a ponta. Ao longo das avenidas também serão construídas três estações de embarque e desembarque para os usuários do transporte coletivo.

Segundo a Secretaria de Planejamento Urbano, ônibus menores serão utilizados para levar passageiros dos bairros até as estações. Dali eles seguem em outros ônibus até o terminal do centro.

O projeto de mais de R$ 20 milhões é considerado piloto e deve ser implantado em várias outras avenidas de Maringá. Para o município, a grande vantagem, além da mobilidade urbana, é a redução de tempo de deslocamento dos ônibus. A previsão é de que o trecho entre a zona Norte e Central demore 15 minutos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Materiais de conforto térmico serão implantados em todas as estações-tubo

02/11/2015 - Prefeitura de Curitiba

Aprovados em testes feitos pela Urbs a partir de outubro do ano passado, novos materiais e medidas de redução de calor e melhoria do conforto térmico serão implantados, a partir do ano que vem, em todas as estações-tubo da cidade.

O projeto-piloto mostrou uma melhora da sensação térmica de 32%, redução de 99% na incidência raios UV e de 40% de raios infravermelhos.

"São resultados muito positivos e que vão embasar o projeto executivo para implantação de melhorias nas estações,” afirma o gestor de Tecnologias do Transporte da Urbs, Elcio Karas.

O projeto executivo para implantação do novo sistema está em elaboração e foi viabilizado dentro do programa de melhoria da qualidade do ar no transporte coletivo - previsto em convênio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) com o Banco Mundial. A partir de um termo de referência feito pela Urbs e aprovado pelo Banco Mundial, a ANTP licitou o projeto para escolha da melhor proposta, que já foi contratada.

O projeto-piloto foi feito na Estação Araucária, que fica no meio de duas outras estações, na Rua Desembargador Westphalen, na Praça Rui Barbosa.

Sensores de medição foram instalados tanto na estação em teste quanto na ao lado que têm, portanto, as mesmas condições de ventilação, relevo e incidência de raios solares, além de uma movimentação de passageiros semelhante.

Na estação Araucária foi instalado forro interno de fibra de vidro e, entre este forro e o teto da estação foi aplicada uma manta térmica -  produzida a partir de garrafas PET. Isso reduz a entrada do calor através da placa de aço.

Também foi utilizado um vidro especial com um material (KNT) que reduziu a incidência dos raios solares de forma efetiva.

Para proteger o cobrador da incidência solar, os vidros do posto de trabalho receberam além do vidro KNT uma proteção extra com uma pintura pontilhada (serigrafia), voltada a proteger sem tirar totalmente a transparência do vidro.  Nesta estação também foram instalados ventiladores elétricos para melhorar a renovação do ar no interior das estações.

Os estudos, explica Elcio Karas, foram minuciosos, com análises comparativas em diferentes horários e em diferentes temperaturas. Os dados estão sendo agora utilizados como base para elaboração do projeto executivo. A partir da conclusão do projeto, a Urbs vai licitar as obras, o que está previsto para o ano que vem.

Estudos

O projeto que vai melhorar o conforto em todas as estações-tubo é resultado de processo de estudos e experiências que vêm sendo feitas pela Urbs em várias estações. Ventiladores, circuladores de ar placas térmicas e insufilme, entre outros materiais, vêm sendo testados ao longo do tempo.

No ano passado, por exemplo, a Urbs instalou uma manta térmica sobre a placa de aço externa da estação Osternack. Embora a temperatura interna tenha melhorado em dias muito quentes, constatou-se a necessidade de novas experiências.

Em maio deste ano, entrou em operação a nova Estação PUC que, além de diferenciais no espaço interno e acessibilidade, também trouxe novidades de conforto térmico. Formada por dois tubos (um em cada sentido) unidos por uma estrutura que garante um espaço interno de mais de 100 metros quadrados, a nova estação tem o teto dos dois tubos revestido com manta térmica. O teto da estrutura que une os dois lados é reto e tem um vão de quase 20 centímetros em toda sua extensão, permitindo livre passagem do ar. Nas laterais e em parte da cobertura, o vidro é coberto por breezes, sistema que lembra antigas persianas, também reduzindo o calor interno.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cidade do Paraná não cobrará mais pelo transporte público

29/10/2015 - Paraná Online

Em Tijucas do Sul, a menos de 60 km de Curitiba, prefeitura decide pela gratuidade do transporte a partir de dezembro

Ônibus que serve a cidade de Tijucas do Sul (PR)
Ônibus que serve a cidade de Tijucas do Sul (PR)
créditos: John Berata

A Prefeitura de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, anunciou nesta semana que o seu transporte público será gratuito a partir de dezembro.

A administração da cidade destacou que não vale a pena pagar uma empresa terceirizada para manter o transporte no município. Com isso, a decisão beneficia a população.

Com 16 mil habitantes, Tijucas do Sul cobra atualmente tarifas entre R$ 3,50 e R$ 5 para a utilização do transporte público da cidade. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Londrina substituirá BRT por BHLS (Bus with High Level of Service)

20/10/2015 - Bonde News

Na proposta, a prefeitura substitui BRT por BHLS (Bus with High Level of Service): "O princípio do BHLS é baseado nas melhorias de qualidade típicas de um sistema BRT, tais como rapidez, conforto regularidade e imagem, mas sem construção de canaletas exclusivas segregadas e dispensando obras de infraestrutura pesada. O conceito europeu de BHLS associa este modo de transporte à frequência, velocidade, qualidade e integração com o ambiente urbano, através da articulação coerente de três características fundamentais: a infraestrutura, os veículos e as condições operacionais", argumenta o Executivo na justificativa anexada ao projeto de lei. 

Em Londrina, conforme a prefeitura, a implantação do novo sistema, voltado para demandas entre 20 mil e 30 mil passageiros por dia, "fará uso principalmente da infraestrutura de avenidas (já) existentes, em corredores dispostos nos principais eixos que cruzam a cidade". "Desta forma é possível dotar o transporte regular de um serviço de elevada qualidade, com prioridade, redução do tempo de viagem, flexibilidade, capacidade de resposta e custos mais econômicos ajustados às condições urbanas", observa o Executivo no projeto. 

Na avaliação da prefeitura, o projeto antigo de mobilidade urbana, que tinha o BRT no epicentro, poderia aumentar ainda mais os custos do município com a manutenção do sistema. Já o modelo atual, ainda conforme o Executivo, poderá modernizar o transporte coletivo, aumentar a qualidade do serviço oferecido e, consequentemente, atrair mais usuários. 

As mudanças também diminuíram os custos previstos para a execução de obras. O sistema BRT, por exemplo, previa a construção de sete viadutos em Londrina. Já o BHLS, por meio do Superbus, aponta para a necessidade de apenas três viadutos. 

As alterações, conclui a prefeitura, também já foram autorizadas pelo próprio Ministério das Cidades, órgão responsável pela liberação dos recursos necessários para as obras, e que não constatou nenhum "óbice quanto à revisão do escopo do empreendimento, visto que a proposta preserva o mesmo modo de transporte (por ônibus) e atende a mesma área de intervenção da proposta inicialmente selecionada (promovendo as ligações das regiões Leste/Oeste e Norte/Sul), inclusive com ampliação do número de pessoas beneficiadas (de 80 mil para 130 mil passageiros por dia". 

As obras do Superbus estão orçadas em R$ 125 milhões.

Por Guilherme Batista
Informações: Bonde News

sábado, 8 de agosto de 2015

Curitiba implanta validadores do cartão transporte com reconhecimento facial

06/08/2015 - URBS

A Urbs iniciou a implantação de validadores do cartão transporte que fazem reconhecimento facial. Os equipamentos permitem a conferência dos dados de usuários que possuem isenção no pagamento da passagem, contribuindo para evitar fraudes. Sempre que houver diferença entre a imagem do usuário registrada no banco de dados da Urbs e a imagem captada pelo aparelho, o cartão será bloqueado.



São 270 equipamentos que serão instalados em terminais e estações tubo com maior índice de utilização do cartão transporte isento. Os testes para implantação do novo sistema começaram a ser feitos em julho, com a instalação de validadores nas estações Morretes, Carlos Dietzsch e Vital Brasil, na República Argentina, todas no sentido Centro. Até o fim deste mês, todos devem estar instalados.

Ao contrário de equipamentos similares já existentes no mercado, os novos validadores com reconhecimento facial são compactos, com câmera embutida. Aparentemente têm pouca diferença com os demais usados em Curitiba.

O cartão de isento de Curitiba tem fotografia do usuário, feita no sistema da Urbs no momento da emissão do cartão. O reconhecimento facial vai além de características como cor e corte de cabelo ou uso de maquiagem, por exemplo. Ele estabelece a identidade pelo sistema biométrico, que leva em conta medidas específicas de características individuais.

De acordo com estimativa da Urbs, baseada no resultado obtido em outras cidades que instalaram sistemas similares, de 20% a 25% dos cartões de isentos podem estar sendo usados por outras pessoas.

"Não sabia que existia isso, mas acho muito bom porque dá segurança, pois ninguém vai poder usar meu cartão", afirma a aposentada Maria Lydia Baptista da Silva, de 72 anos. Ela conta que utiliza o transporte coletivo o tempo todo. "Faço tudo de ônibus, vou e volto sem problema".

O aposentado Rinaldo Scheer, de 82 anos, também aprova o novo equipamento. "Se ajudar a trazer mais segurança, impedir fraudes, é bem-vindo", diz Scheer, que também se desloca várias vezes por dia, sempre de ônibus.

O cobrador Celson José Pasquale nota a diferença. "Fica muito mais tranquilo, o próprio validador faz a confirmação da identidade, o que é muito melhor", afirma.

Além do reconhecimento facial, o equipamento mantém todas as outras funcionalidades, a começar pela validação dos créditos. Funcionando em um computador embarcado e compacto, o sistema faz a gestão financeira e de frota, controle online do status de cada linha, a telemetria do ônibus, avisos de situações de emergência e de comboio, horário de ônibus atrasado e adiantado, informação ao usuário do tempo de chegada e saída dos próximos ônibus nos terminais e ponto (com a mesma precisão dos metrôs) e integração com o sistema de prioridade seletiva para interseção semafórica inteligente, entre outros.

Isenção

O sistema de transporte de Curitiba tem, atualmente, 215.134 isentos cadastrados o que significa que eles se deslocam de ônibus gratuitamente utilizando cartão transporte emitido pela Urbs.  São pessoas com mais de 65 anos, pessoas com deficiência, acompanhantes, aposentados por invalidez e fiscais e operadores do transporte que, somados, utilizam o cartão transporte 700 mil vezes por mês, em média.

Se acrescentadas as categorias que têm direito à isenção sem cadastro  - oficiais de Justiça, carteiros, policiais militares, guardas municipais e estudantes do passe escolar -  o número de passagens isentas chega a 2,9 milhões por mês. Definidas por legislação específica, as isenções representam 14% do custo do transporte coletivo

O cartão isento é emitido pela Urbs desde que o usuário atenda as condições exigidas por lei - informações disponíveis em http://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/utilidades/tarifas. Neste mesmo espaço é possível confirmar horário e locais de atendimento.

O reconhecimento facial é mais um passo do processo de modernização do cartão transporte iniciado em agosto do ano passado, com a criação do cartão avulso e de 25 pontos credenciados pela Urbs para carga do cartão.

Há pouco tempo o cartão transporte passou a ter mais uma funcionalidade: a de ampliar o tempo do sinal verde para travessia segura de idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, sistema já instalado pela Prefeitura em  13 cruzamentos.

A participação do cartão transporte passou da média de 50% dos usuários em 2012 para 62% em junho deste ano, o maior índice desde a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica, há mais de uma década. Isso significa que do total de passagens pagas em junho, 62% foram com cartão transporte.

O cartão transporte é a principal ferramenta de melhoria da segurança no sistema porque reduz o volume de dinheiro em espécie nos ônibus, estações e terminais. Outros benefícios são a praticidade, a agilidade na hora de passar na catraca e a possibilidade de manter o cartão à mão sem necessidade abrir bolsas e carteiras dentro do ônibus.

Informações: URBS

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Mudanças nas linhas metropolitanas de Curitiba entram em vigor

06/08/2015 - G1 PR

Os vales-transporte de papel deixam de ser comercializados a partir desta quinta-feira (6) nas linhas metropolitanas de Curitiba. Com a mudança, o pagamento da tarifa poderá ser feito com o cartão eletromagnético metropolitano ou dinheiro. Os bilhetes adquiridos antes deste prazo ainda poderão ser utilizados nas linhas até o fim de 2015. Também a partir desta sexta, os cartões da Urbs, não poderão mais ser utilizados nas linhas da região metropolitana.

Já em Curitiba, os cartões da Urbs continuam sendo aceitos normalmente em todos os 21 terminais urbanos e nas estações tubo onde passam linhas urbanas.

De acordo com Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), os custos para a mudança para o cartão eletromagnético são arcados pelas empresas operadoras do sistema. O primeiro cartão é oferecido gratuitamente para os usuários.

As pessoas físicas poderão fazer o cartão, nos terminais metropolitanos ou na Metrocard, a partir desta quinta. Para isso, é preciso ter em mãos cópia do RG, CPF e comprovante de residência.

Para os usuários que têm direito à gratuidade, o novo sistema oferece ainda a biometria facial, que é o reconhecimento do passageiro por meio de uma imagem. O mecanismo verifica as proporções faciais do usuário e as compara com as de um banco de dados. Neste caso, com as características dos passageiros cadastrados.

"Isso é importante para a diminuição de fraudes no sistema e coibir a má utilização para aqueles que têm o direito, pela lei, de gratuidade do sistema", disse Lessandro Zen,  que é presidente da Metrocard – associação que representa as empresas operadoras do transporte público na Região Metropolitana de Curitiba.

Os usuários também poderão acompanhar, por meio de um aplicativo do celular, a localização e horário de chegada dos ônibus. Conforme divulgado pela Comec, até o mês de setembro, os 500 ônibus da frota estarão equipados com GPS.

Na avaliação do presidente da Comec, Omar Akel, a bilhetagem eletrônica não beneficia apenas os passageiros, auxiliando na fiscalização do sistema de transporte. "Vai controlar carro a carro, linha por linha, todas as características da operação. Com isso vamos poder ajustar muito o transporte".

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Curitiba: Mesmo orientada a retirar ônibus hibridos, Urbs busca solução

27/07/2015 - Paraná Online

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) defendeu a retirada de circulação dos 30 veículos hibribus, para baratear a tarifa de ônibus
 
Magaléa Mazziotti


Veículos que usam energia elétrica comprovaram que
Veículos que usam energia elétrica economizam diesel
créditos: Reprodução
 
Os critérios de sustentabilidade e redução de emissão de gases poluentes seguirão dentro das políticas de mobilidade urbana de Curitiba, mesmo após determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) defender a retirada de circulação dos 30 veículos hibribus, para baratear a tarifa de ônibus. Essa e mais 13 determinações do TCE (acórdão 2143/15) dependem da avaliação da Urbs.
 
Porém, independentemente do futuro dessas discussões, no que depender dos convênios já estabelecidos pela prefeitura e diversas entidades envolvidas com eletromobilidade, a tendência é que a experiência com ônibus híbrido, que entrou na frota em outubro de 2012, seja ampliada nos próximos anos.
 
Flex
Atualmente são 20 mil passageiros por dia transportados pelos 30 ônibus híbridos em circulação, nas linhas Interbairros I, Detran/Vicente Machado, Água Verde/Abranches, Juvevê/Água Verde e Jardim Mercês/Guanabara. Dos 30 modelos, dois mesclam motor elétrico com biocombustível (B100). Os demais utilizam diesel e motor elétrico.
 
A Comissão de Análise Tarifária constituída em 2013 já havia apontado para a retirada da taxa de risco da adoção do ônibus híbrido, a fim de resguardar eventuais despesas por conta de perda de eficiência da nova tecnologia não se confirmaram. Segundo a Urbs, somente em diesel, esses veículos em operação representaram uma economia de 35% em relação ao ônibus convencional.
 
Os trabalhos da Comissão de Análise Tarifária, constituída em 2013, já haviam recomendado a retirada da taxa de risco da adoção do ônibus híbrido, porque as eventuais despesas por conta da nova tecnologia não se confirmaram.
 
Só na luz
O projeto do ônibus movido à eletricidade, testado em Curitiba por três meses, na linha Barreirinha, no fim do ano passado, não foi totalmente descartado.
 
O veículo, produzido pela empresa chinesa BYD, foi aprovado em itens, como consumo de energia 75% menor que um veículo similar movido a diesel, silencioso, não poluente e confortável para o usuário. Comporta 80 passageiros, 22 sentados e 58 em pé, além do espaço para cadeirantes.
 
Porém, o veículo é mais pesado, recomenda pistas mais resistentes, além de estudos de viabilidade econômica. A prefeitura, com outras entidades, continua desenvolvendo um veículo biarticulado também elétrico para ser usado nas linhas.

Menos poluentes
Com relação à emissão de poluentes, os veículos em circulação registram redução de 35% na emissão de gás carbônico, de 80% no de óxido de nitrogênio e de 89% no material particulado (fumaça).
 
O motor elétrico é acionado na partida (arranque) do ônibus e para acelerá-lo até cerca de 20 quilômetros por hora. O equipamento permite que cada frenagem recarrega a parte elétrica e é indicado para linhas com muitos pontos. Para o ligeirão, por exemplo, essa tecnologia ainda não é a indicada por depender do outro motor movido a diesel ou biodiesel, que é usada para alcançar velocidades mais altas.
 
Segundo a Volvo do Brasil, fabricante do híbrido, essa opção por mesclar os dois motores tem a ver com a viabilidade comercial. Se fosse 100% elétrico, o ônibus necessitaria de recargas rápidas por meio de plug-in, o que ainda torna a operação extremamente cara.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Micro-ônibus montado na Itaipu se soma ao Curitiba Ecoelétrico

07/06/2015 - O Paraná

Um miniônibus elétrico passará a integrar a frota do projeto-piloto Curitiba Ecoelétrico, que completou um ano de operação dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. Desenvolvido em parceria entre Itaipu Binacional, Prefeitura de Curitiba, Aliança Renault-Nissan e Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel, de Portugal, o projeto já conta com uma frota de 12 veículos elétricos e dez eletropostos, conectados a um centro de MONITORAMENTO e controle.

Montado na usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, o miniônibus elétrico tem capacidade para 16 pessoas sentadas. Com chassi Agralle e carroceria Mascarello, o veículo deve seguir viagem para Curitiba nos próximos dias. O elétrico deverá ser usado pela Secretaria de Turismo do município. A entrada em operação deve acontecer ainda este mês.

Segundo a diretora financeira executiva de Itaipu, Margaret Groff, apesar de não ser incorporado ao transporte coletivo da capital, "a utilização do miniônibus na frota do Ecolétrico trará insumos importantes para o desenvolvimento tecnológico da plataforma, que tem como finalidade a interação entre os diferentes modais e o compartilhamento de veículos, entre outros benefícios", diz ela.

Em Curitiba, os elétricos são utilizados pela Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Trânsito, Departamento de Proteção Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pelos gabinetes do prefeito Gustavo Fruet e da vice-prefeita, Mirian Gonçalves.

sábado, 6 de junho de 2015

Faixa exclusiva na Rua XV faz um ano e se consolida como medida eficaz para o transporte coletivo

05/06/2015 - Bem Paraná

Um ano depois de implantada, a faixa exclusiva para ônibus na Rua XV de Novembro confirmou a vantagem dessa medida para o transporte coletivo e seus usuários. Por dia, 57,5 mil passageiros utilizam as 13 linhas de ônibus que passam pela via e, graças à faixa exclusiva, têm conseguido chegar no horário.

Implantada no início de junho do ano passado, a primeira faixa exclusiva da cidade tem 2,5 quilômetros, no trecho entre a Avenida Nossa Senhora da Luz e a Rua João Negrão. Depois dela, foram implantadas, neste ano, faixas exclusivas na Avenida Marechal Deodoro e na Rua Desembargador Westphalen, beneficiando mais 100 mil passageiros por dia.

Iara de Fátima Moreira, que trabalha em clínica odontológica no Centro da cidade, usa a linha Detran/Vicente Machado há 30 anos e afirma que a faixa exclusiva melhorou sua vida. "Antes eu trabalhava numa clínica na Carlos de Carvalho e demorava, conforme o dia, de 40 minutos a uma hora e meia para chegar. O ônibus demorava prá passar e depois demorava prá chegar. Agora, o ônibus chega muito mais rápido e, como agora desembarco na Zacarias, em 20 ou 30 minutos no máximo estou no meu destino", conta.

O motorista do ônibus Paulo Lopes confirma a informação de Iara: "É uma diferença muito grande. Agora estou cumprindo o horário e isso melhora até o ambiente dentro do ônibus porque as pessoas têm horários e quando o ônibus atrasa parece que a culpa é da gente. Quando implantaram essa faixa pensei que agora, finalmente, estão pensando no motorista". O trajeto total – entre o Detran e o final da Avenida Vicente Machado - é feito em 55 minutos, de acordo com a tabela horária.

A cobradora Jucelma Pereira acrescenta que a faixa da Marechal Floriano melhora ainda mais a viagem do Detran/Vicente Machado: "Antes, até o Centro era uns 40 minutos no horário de pico. Agora, em dez minutos chega lá. É muito melhor para todo mundo. E essa linha passa por muitas clínicas e hospitais, tem muitas pessoas que vão de uma ponta a outra, idosos, pessoas em tratamento. Essa faixa melhorou demais mesmo. Agora com a faixa da Marechal ficou melhor ainda porque é justamente nesses dois trechos que o ônibus ficava mais tempo parado".

As faixas exclusivas levam para vias compartilhadas a prioridade que o transporte coletivo tem nas canaletas que são estruturas fechadas, concebidas para atender linhas específicas com trajeto único. No caso das faixas exclusivas, a prioridade beneficia várias linhas que têm trajetos para diferentes pontos da cidade e ganham prioridade em trechos de trânsito mais congestionado.

O projeto iniciado com a faixa da XV de Novembro prevê em torno de 20 quilômetros de faixas exclusivas em várias ruas e avenidas, entre elas Iguaçu, Getúlio Vargas, João Negrão e Conselheiro Laurindo.

Atualmente, os quase quatro quilômetros de faixas exclusivas beneficiam por dia 160 mil passageiros de 46 das 242 linhas de ônibus da cidade que trafegam em vias compartilhadas. Outras oito linhas são feitas pelos biarticulados que trafegam nas canaletas exclusivas.

Confira as linhas de ônibus beneficiadas com as faixas exclusivas:

XV de Novembro

Trecho: Entre Nossa Senhora da Luz e Praça Santos Andrade

Passageiros: 57,5 mil

Linhas: 13

Jardim Social/Batel;

Rua XV/Barigui;

Detran/Vicente Machado;

Capão da Imbuia/Parque Barigui;

Higienópolis;

Tarumã;

Alto Tarumã;

Sagrado Coração;

Pinhais/Guadalupe;

Interhospitais;

Curitiba/Piraquara (parador) e Curitiba/Piraquara (direto);

Hugo Lange;

Augusto Stresser.

Marechal Deodoro

Trecho: Entre João Negrão e Praça Zacarias

Passageiros: 30 mil (destes 13 mil usam linhas que passam na Rua XV)

Linhas: 13

Canal da Música/Vista Alegre

Novena

Jardim Social/Batel

Itupava/Hospital Militar

Rua XV/Barigui

Detran/Vicente Machado

Cristo Rei

Cajuru

Capão Imbuia/Parque Barigui

Alcidez Munhoz/Jardim Botânico

Fazendinha

Caiuá

Executivo/Aeroporto.

Desembargador Westphalen

Trecho: Entre Visconde de Guarapuava e Getúlio Vargas

Passageiros: 70 mil

Linhas: 20

Jardim Mercês/Guanabara

Universidades

Bom Retiro/PUC

Vila Macedo

Jardim CENTAURO

Guabirotuba

Vila São Paulo

Uberaba

Jardim Itiberê

Canal Belém

Alferes Poli

Guilhermina

Menonita

Vila Izabel

Vila Rosinha

Carmela Dutra

Vila Velha

Cotolengo

Ligeirinho Bairro Novo

Ligeirinho CIC/Cabral.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Aumento da tarifa em quatro municípios gera protesto de usuários

28/05/2015 - Paraná Extra

Os usuários de ônibus da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) encontraram mais um anúncio de aumento da tarifa: dessa vez, as passagens para as linhas integradas de Bocaiúva do Sul, Itaperuçu, Contenda e Rio Branco do Sul passarão de R$ 3,30 a R$ 4,40 para quem vem a Curitiba. Para o retorno às suas cidades de origem, os usuários continuarão pagando tarifa de R$ 3,30. O novo preço deve valer a partir do dia 1º de junho, de acordo com comunicado da Coordenação da RMC (Comec).

 "Que absurdo é esse? As pessoas não andam de ônibus porque querem, mas sim porque precisam, e as empresas fornecem uma tarifa com esse valor? Vocês estão tirando dinheiro de quem não tem", protestou uma usuária em uma página na rede social Facebook.

A justificativa para o aumento, segundo a Comec é a implantação do chamado degrau tarifário nos quatro municípios para manter a integração com o sistema de transporte metropolitano. Segundo a Comec, a adoção do degrau tarifário foi necessária para garantir o equilíbrio financeiro, a integração da Rede e, também, para permitir melhorias no sistema. "Este modelo é adotado, com bons resultados, em outras regiões metropolitanas do Brasil e do exterior", disse o diretor-presidente da Comec, Omar Akel. Ele explicou que o cálculo da tarifa leva em conta o índice de passageiros por quilômetro. O deslocamento desses quatro municípios até Curitiba é de cerca de 40 quilômetros.

Integração

Com a implantação do degrau tarifário, os usuários dos quatro municípios vão pagar uma tarifa de R$ 4,40 (em dinheiro ou vale transporte em papel) e vão se deslocar até o terminal do município mais próximo, como já ocorre atualmente.

Os ônibus que vêm de Itaperuçu e Rio Branco do Sul desembarcam dentro do Terminal Tamandaré (em Almirante Tamandaré), os de Bocaiúva do Sul se integram no Terminal Guaraituba (em COLOMBO) e os de Contenda no Terminal Central (em Araucária). Nestes terminais os usuários podem se integrar com as demais linhas para chegar até Curitiba, sem pagar uma nova passagem.

No retorno, os usuários vão embarcar em Curitiba, pagar uma tarifa de R$ 3,30 (ou R$ 3,15 com o cartão da Urbs) e se integrar nos terminais, sem pagar uma nova passagem, para chegar até sua cidade de origem.

Cartão

O usuário que carregou crédito no cartão da Urbs até a zero hora de 6 de fevereiro (no valor de R$ 2,85) poderá utilizar até 6 de agosto, em todas as catracas urbanas e metropolitanas integradas (tanto para ir para a Região Metropolitana quanto para voltar).

Ônibus biarticulado

A partir do dia 01 de junho, entram em operação ônibus articulados em Itaperuçu e Rio Branco do Sul. Inicialmente será colocado um ônibus articulado em cada município e, até o final do mês de junho, deverão ser implantados mais um ônibus em cada município.

Os ônibus convencionais comportam em média 80 pessoas, enquanto os articulados têm capacidade para atender 150 usuários. Os novos ônibus serão ofertados apenas nos horários de pico, quando a demanda de passageiros é maior.

domingo, 10 de maio de 2015

Transporte coletivo: aberta licitação para o corredor Leste-Oeste

09/05/2015 - Prefeitura de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba abriu processo de licitação para executar a primeira etapa das obras de readequação no Corredor Leste-Oeste do BRT (Bus Rapid Transit), que vai permitir a operação de uma nova linha de Ligeirão na cidade.

A empresa ou consórcio vencedor vai ser responsável por realocar estações-tubo e alargar a canaleta dos ônibus, com o objetivo de criar espaços de ultrapassagem, além de construir o Terminal CIC Norte/Eduardo Sprada. Também deverá ser implantada uma nova estação-tubo, próxima ao campus Ecoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na Cidade Industrial.

As intervenções desta primeira fase ocorrerão ao longo da Rua Deputado Heitor de Alencar Furtado, entre as ruas Eduardo Sprada e General Mário Tourinho, em um trecho de 5,7 quilômetros, nos bairros CIC, Campo Comprido, Mossunguê e Campina do Siqueira.

Com financiamento da Caixa Econômica Federal, a execução dessa etapa representa um INVESTIMENTO de R$ 27,2 milhões. Para todo o eixo Leste-Oeste, está previsto um aporte de R$ 194,5 milhões, custeados pelo Município e pelo governo federal.

O recebimento das propostas está marcado para o dia 1º de junho, e a abertura dos envelopes ocorrerá no dia 2 de junho. A licitação das obras, que será feita por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, do governo federal.

As obras marcam o início da implantação do Ligeirão Leste-Oeste, que vai fazer a ligação entre a CIC Norte e o Centenário (Cajuru), com previsão de carregamento de 80 mil passageiros por dia.

Diferentemente da solução aplicada nos eixos Norte e Boqueirão, em que as estações foram desalinhadas, a maioria dos tubos vai continuar frente a frente no eixo Leste-Oeste. Na nova concepção, elas serão apenas afastadas, com alargamento da via dos ônibus, permitindo a criação de espaços de ultrapassagem para o Ligeirão. Desta forma, fica garantida a integração entre os dois lados, e a circulação de pedestres torna-se mais segura e confortável.

Nos trechos próximos às estações-tubo, as pistas de trânsito lento, que margeiam as canaletas, serão transformadas em faixas elevadas, ao nível da calçada. Iluminação, paisagismo, bancos, áreas de descanso e paraciclos completam o projeto, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), em parceria com a Urbs.

Além da Rua Deputado Heitor de Alencar Furtado, o eixo Leste-Oeste também é formado principalmente pelas avenidas Padre Anchieta, Sete de Setembro e Affonso Camargo. Por ele passam os ônibus do BRT Centenário-Campo Comprido que transportam, por dia, 100 mil passageiros e o Ligeirinho Pinhais-Campo Comprido.

O Leste-Oeste será a terceira linha do Expresso Ligeirão, já implantado nos eixos Boqueirão e Linha Verde Sul.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Prefeituras de Curitiba e Araucária devem fazer integração própria

16/04/2015 - Gazeta do Povo

Após as tentativas frustradas da Comec – vinculada ao governo do estado – de resolver os problemas causados em Araucária com a desintegração do transporte coletivo, as prefeituras de Araucária e Curitiba começaram uma negociação, nesta quarta-feira (15) , para tentar fazer uma integração própria. Com iniciativa da cidade metropolitana, o diálogo entre a capital e o município vizinho pretende chegar a soluções para o problema que os usuários do transporte coletivo enfrentam – como o pagamento de duas passagens pelos araucarienses que se deslocam a Curitiba. Também visa uma possível volta de linhas que deixaram de circular recentemente. Nesta semana, esses problemas, somados ao fato de o cartão da Urbs ter deixado de ser aceito nos terminais da RMC, causou a revolta dos passageiros Na segunda, houve protestos e depredação de ônibus em Araucária.

O prefeito de Araucária, Olizandro José Ferreira (PMDB), relatou que determinou à Companhia Municipal de Transporte Coletivo Araucária (CTMC) – o equivalente à Urbs em Curitiba – que seja feita rapidamente uma proposta para reintegrar o sistema de transporte entre as duas cidades. O político diz que ainda é cedo para dizer qual será o modelo, mas, para ele, a alternativa sai até o fim da semana. "O povo não tem e não deve mesmo ter mais paciência. Enquanto a Urbs e a Comec mantiverem o distanciamento, quem vai pagar são os municípios metropolitanos. Agora sou eu, mas daqui a pouco vai ser Campo Largo, Fazenda Rio Grande [etc]. Precisamos de uma proposta verdadeira de integração metropolitana", reclama.

Olizandro explica que a proposta a ser construída entre CTMC e Urbs pode não ser nos moldes do que era antes, mas garante que se chegará a um ponto comum. "Posso fazer um acordo, chegar lá e dizer: 'eu, prefeito de araucária, com a aprovação dos vereadores da cidade, vou bancar a reintegração em linhas especiais'. Posso fazer isso e estou estudando essa possibilidade. Agora, é duro saber que tem que bancar o subsídio para manter a integração." Segundo o prefeito, o papel de gerenciar linhas metropolitanas é da Comec, tanto que no caso de costurar um acordo com a prefeitura de Curitiba, será necessário ter autorização do órgão estadual.

O secretário de assuntos metropolitanos de Curitiba, Valfrido Eduardo Prado, confirmou que a prefeitura de Araucária procurou a prefeitura de Curitiba. "Eles pretendem, nos próximos dias, chegar a uma solução de integração entre os dois municípios. Nos colocamos à disposição para o diálogo e tudo o que puder ser feito nesse sentido", disse. Prado cita que o contato ainda é muito recente e não há detalhes sobre o possível acordo. Mas ele concorda com o prefeito de Araucária com o fato de que possivelmente será necessário uma anuência da Comec para operar linhas entre os dois municípios.

Mais um dia de confusão

Nesta quarta-feira (15), a briga entre Comec e Urbs teve mais um capítulo. Motivada pelos protestos recentes em Araucária, a Comec criou uma linha para levar passageiros da cidade metropolitana até o terminal da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). No entanto, o ônibus começou a circular sem a autorização da Urbs – responsável pelo Terminal CIC. Esta última disse que não há condições de mais um ônibus parar na CIC, além de não haver ligeirinhos ou biarticulados para levar grande número de usuários. A Urbs diz que tinha oferecido o terminal Pinheirinho para a Comec operar a linha, onde há condições físicas para receber a demanda extra. A Comec retirou de circulação o ônibus horas depois do início da operação. O diretor da Comec Omar Akel disse então que a negociação agora ocorre entre prefeituras para chegar a uma "integração direta" e que a Comec só vai intervir no caso de fracasso das conversas entre os dois municípios.


Após tumultos, Omar Akel põe cargo a disposição – 15/04

Omar Akel, número dois dentro da estrutura da Comec, colocou nesta quarta-feira o cargo à disposição de Beto Richa  e de Ratinho Jr., seu chefe imediato. Em reunião no Palácio Iguaçu, Akel disse que caso seu nome esteja causando dificuldades na negociação com a prefeitura de Curitiba, no caso do ônibus, está pronto a se retirar.

 "Meu cargo sempre está à disposição. O que informei hoje foi que dados os fatos dos últimos dias eu deixo para que eles decidam sobre a situação", disse Akel. O governador não aceitou a substituição de Akel pelo momento.

A tensão entre a Comec e a Urbs subiu nos últimos dias, depois de passageiros de Araucária terem se rebelado no terminal Vila Angélica. Eles reclamam que o governo do estado, depois de ter assumido a gestão do sistema na região metropolitana, não ter feito divulgação suficiente da mudança de cartão para pagamento das passagens.

Nesta quarta, uma nova linha criada entre Araucária e Curitiba pela Comec, para contornar o problema, gerou novo problema já que a prefeitura não permitiu que os ônibus parassem no terminal da CIC.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Superbus deve ser licitado até o fim do primeiro semestre

07/04/2015 - Folha de Londrina

Londrina – O projeto Superbus é um sistema de transporte coletivo que a Prefeitura de Londrina pretende implantar na cidade nos próximos anos. O modelo inicial previsto era o Bus Rapid Transit (BRT), mas a administração municipal optou por simplificá-lo e adotou o Bus With High Level of Service (BHLS).

Pelo projeto remodelado, o Superbus passará por 37 ruas e avenidas de Londrina, que receberão faixas exclusivas para ônibus e pontos personalizados, com coberturas e assentos. Do total, 24 vias serão contempladas com ciclovias. O sistema prevê que os coletivos passem por vias como a Duque de Caxias, Winston Churchill, Higienópolis, Leste-Oeste e Rio Branco, entre outras.

O município dividiu o novo sistema em duas fases. Na primeira serão construídos 26,9 quilômetros de vias com faixas exclusivas (45,82 km de corredor por sentido) e 82 paradas para embarque e desembarque. Já na segunda etapa vão ser implantados 42,6 quilômetros de vias com as canaletas para os ônibus (79,79 km de corredor por sentido) e 143 novos pontos. Estão previstos ainda a construção de três viadutos, reforma e ampliação de quatro terminais de integração e construção de um novo.

A licitação do novo sistema deve ser entregue pelo município até o final do primeiro semestre. Para sair do papel, o Superbus deve custar mais de R$ 124 milhões, com recursos financiados junto ao Ministério das Cidades, além de contrapartida do município de R$ 19 milhões.(L.F.C.)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Em Curitiba, rua Marechal Deodoro ganha faixa exclusiva nesta quarta

25/03/2015 - Gazeta do Povo


A partir das 10 horas desta quarta-feira (25) começa a funcionar a terceira faixa exclusiva para ônibus no trânsito de Curitiba. O trecho será inaugurado na Rua Marechal Deodoro, no centro de Curitiba, entre as ruas João Negrão e Alameda Doutor Muricy. No último dia 17 de março, a prefeitura da capital inaugurou a faixa exclusiva da Rua Desembargador Westphalen.

Na Marechal Deodoro, vão passar pelo trecho 13 linhas de ônibus: Canal da Música/Vista Alegre, Novena, Jardim Social/Batel, Itupava/Hospital Militar, Rua XV/Barigui, Detran/Vicente Machado, Cristo Rei, Cajuru, Capão Imbuia/Parque Barigui, Alcidez Munhoz/Jardim Botânico, Fazendinha, Caiuá e Executivo/Aeroporto. Essas linhas transportam, segundo a prefeitura, 30 mil passageiros. A velocidade máxima permitida na faixa será de 40 km/h.

Com a alteração na via, os demais veículos poderão circular somente nas outras três faixas. Os motoristas que precisarem fazer a conversão à direita na Rua Marechal Deodoro para acessar a Rua Barão do Rio Branco e a Avenida Marechal Floriano Peixoto poderão entrar na faixa exclusiva nos trechos pintados com linhas pontilhadas no chão.

Outras faixas

Na Rua Desembargador Westphalen, são 700 metros da pista que ficam para uso somente dos ônibus. De acordo com a prefeitura, 20 linhas passam pela via e transportam 70 mil passageiros: Jardim Mercês/Guanabara, Universidades, Bom Retiro/PUC, Vila Macedo, Jardim Centauro, Guabirotuba, Vila São Paulo, Uberaba, Jardim Itiberê, Canal Belém, Alferes Poli, Guilhermina, Menonita, Vila Izabel, Vila Rosinha, Carmela Dutra, Vila Velha, Cotolengo, Ligeirinho Bairro Novo e Ligeirinho CIC/Cabral.

A primeira faixa exclusiva foi inaugurada em julho de 2014, na Rua XV de Novembro. Em entrevista durante a inauguração da faixa na Rua Desembargador Westphalen, o prefeito Gustavo Fruet disse que a prefeitura tem a intenção de implantar novos trechos de circulação restrita para ônibus nos próximos meses.

terça-feira, 3 de março de 2015

Prefeitura de Londrina anuncia novas mudanças no Superbus

03/03/2015 - Folha de Londrina

Londrina - A Prefeitura de Londrina anunciou novas mudanças no projeto do chamado Superbus, sistema de transporte coletivo que deve ser implantado na cidade nos próximos anos. As principais modificações são em relação ao trajeto. O modelo previsto na época do lançamento, em 2013, era o Bus Rapid Transit (BRT). No final de 2014, foi feita a opção pelo Bus with High Level of Service (BHLS). O município ficou com receio de implementar uma iniciativa cara e com baixa demanda e optou por simplificá-la. O novo projeto está sendo discutido com a ONG Embarq Brasil, especializada em iniciativas de mobilidade urbana, e foi apresentado ao Ministério das Cidades pelo prefeito Alexandre Kireeff na última quinta-feira.

A administração municipal precisa de dinheiro federal para tirar o Superbus do papel. Financiamento já obtido pelo Executivo prevê investimento de R$ 124.705.100,00, com contrapartida de R$ 19 milhões. "Apresentamos a nossa ideia e os representantes do ministério ficaram bastante animados. Agora temos que terminar os estudos para começar a licitar as obras", destacou o responsável pelos projetos estratégicos da Prefeitura, Carlos Alberto Geirinhas.

Pelo projeto remodelado, o Superbus passará por 37 ruas e avenidas de Londrina, que receberão faixas exclusivas para ônibus e pontos personalizados, com coberturas e assentos. Ainda conforme o novo projeto, 24 das 37 vias serão contempladas com ciclovias, sem contar as quatro que já possuem as canaletas aos ciclistas. "Tiramos o foco da avenida Dez de Dezembro para dar atenção às duas artérias mais carregadas da cidade de acordo com os nossos estudos", explicou Geirinhas, citando as avenidas Winston Churchill e Duque de Caxias. "Descobrimos que são as duas vias que mais têm tráfego de ônibus depois de avaliarmos as origens e os destinos dos passageiros", completou. O projeto prevê ainda que os coletivos passem por vias como a Higienópolis, Leste-Oeste e Rio Branco, entre outras.

O município dividiu o novo sistema em duas fases. Na primeira serão construídos 26,9 quilômetros de vias com faixas exclusivas (45,82 km de corredor por sentido) e 82 paradas para embarque e desembarque. Já na segunda etapa vão ser implantados 42,6 quilômetros de vias com as canaletas para os ônibus (79,79 km de corredor por sentido) e 143 novos pontos.

O projeto remodelado prevê ainda a construção de três viadutos, reforma e ampliação de quatro terminais de integração e construção de um novo. A licitação do novo sistema deve ser entregue pelo município até o final do primeiro semestre. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Fim da tarifa única da RIT dificulta vida de usuários

20/02/2015 - Gazeta do Povo

As mudanças no sistema de transporte da região metropolitana de Curitiba devido ao fim da tarifa integrada causaram protestos ontem. Em Araucária, um grupo de 500 pessoas invadiu o terminal no fim da tarde para protestar contra o aumento de custos no trajeto até a capital. Com o fim da integração da tarifa, o trecho entre Araucária e Curitiba passou a custar R$ 5,80. Isso ocorre porque a desintegração afetou também o transporte municipal da cidade vizinha.

Desde ontem, não há mais integração entre os ônibus do Transporte Integrado de Araucária (Triar) com os terminais que fazem a integração com Curitiba. Ou seja: o usuário paga R$ 2,50 para uma linha alimentadora e precisa desembolsar mais R$ 3,30 para entrar no terminal e pegar um ônibus até a capital. Por enquanto, permanecem integrados o ligeirinho Curitiba/Araucária, que para no Terminal Capão Raso, e o troncal Araucária/Pinheirinho, que vai até o Terminal Pinheirinho.

Na prática, quem vai de Araucária a Curitiba paga R$ 11,60 para ir e voltar. Em nota, a prefeitura de Araucária se exime da responsabilidade pela alta no custo do transporte. O município alega não ter sido consultado sobre a mudança e põe o reajuste na conta da Urbs e da Comec.

Tempo

Para os moradores de Colombo que precisam se deslocar por Curitiba, a desintegração também gera perda de tempo. A linha Colombo/CIC foi substituída pela CIC/Cabral e não vai mais até o Terminal Maracanã. Agora, quem sai de Colombo tem duas opções de ônibus ligeirinho para fazer a integração no Cabral: o Colombo/Guaraituba ou Maracanã/Cabral. Com isso, o usuário que conseguia praticamente cruzar Curitiba no Colombo/CIC agora precisa descer no Cabral e fazer mais uma baldeação para ir a outro ponto da cidade.

O promotor de vendas Edson dos Santos, 43 anos, foi um dos prejudicados. Ele sai do terminal Guaraituba e precisa chegar ao Capão Raso todos os dias. Para ele, a integração com Curitiba já acontecia no Maracanã, ainda em Colombo. "Fico aqui esperando enquanto já poderia estar no centro se fosse um ônibus só."

A assistente administrativa Edineia de Freitas, 37 anos, engrossa o coro dos descontentes. "Eu levava uma hora para chegar ao trabalho. Agora já demora uma hora e meia". Para ela, o pior é pegar o ônibus em Colombo, porque a frequência das linhas é ruim.

A vendedora Maria Carolina Bertoncello, 18 anos, mora em Araucária e sempre dependeu de ônibus para chegar ao trabalho, no Portão, em Curitiba. Antes, com uma passagem ela saía de Araucária com um ônibus municipal e, com a integração, chegava sem problemas na capital. Mas, anteontem, ela foi surpreendida com a notícia de que tinha sido demitida. "Minha chefe disse que não ia pagar quatro passagens para mim por dia sendo que poderia pagar apenas duas para outra pessoa que mora perto. Foi ridículo o que fizeram com a população, sem contar que agora somos tratados como animais, com uma 'cela' separando a gente nos terminais."

Cleusa Alves, 53 anos, trabalha em uma indústria na CIC e viu seu tempo livre com a família se esvair com as mudanças nos ônibus. Antes, ela pegava um ônibus municipal e com o ligeirinho Araucária chegava ao Terminal CIC, de onde pegava um alimentador até o trabalho. Gastava 30 minutos. Com as mudanças, passou a gastar duas horas para chegar ao mesmo lugar. Agora ela precisa pegar um ônibus até o Capão Raso para só então chegar ao terminal CIC e pegar o mesmo alimentador de antes. "Moro há 30 anos aqui em Araucária e para mim nunca foi tão difícil e caro chegar a Curitiba."

Tribunal retoma julgamento de relatório da tarifa

O Tribunal de Contas do Paraná vai retomar na próxima quinta-feira o julgamento do relatório da auditoria que apontou irregularidades na tarifa de ônibus cobrada em Curitiba e região metropolitana. Segundo o TC, há a possibilidade de o relatório ser ampliado porque a desintegração parcial da Rede Integrada de Transporte (RIT) deveria ter provocado redução na tarifa da capital, não um aumento. Neste mês, a prefeitura aumentou a tarifa em 16% para pagamento em dinheiro, de R$ 2,85 para R$ 3,30.

Conforme o TC, desde a publicação do relatório, em 2013, a Urbs impetrou dois recursos de agravo, dois de declaração e dois de revisão. Todos eles são protelatórios porque precisam ser analisados antes de serem devolvidos ao relator, neste caso, o conselheiro Nestor Baptista.

O relatório da auditoria do TC mostrou que a tarifa deveria ser 16,7% menor do que a praticada na época (R$ 2,70). Desde então, a prefeitura já realizou dois reajustes – o primeiro em novembro de 2014, quando passou a custar R$ 2,85, e o segundo neste mês: R$ 3,30 para pagamento em dinheiro e R$ 3,15 para quem usa cartão transporte.

Segundo os auditores do tribunal, foram constatados problemas na composição tarifária. Entre os itens irregulares estão indícios de cartelização do sistema, anomalias na composição de custos e concessão de gratuidades e fragilidade da fiscalização do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, que afere os passageiros transportados por dia.

Às escuras

Falta de informação irritou passageiros

Além das questões dinheiro e tempo, a falta de informação sobre as mudanças no sistema também irritou os usuários do sistema de transporte. No Terminal do Cabral, alguns cartazes alertavam os passageiros sobre a substituição da linha Colombo/CIC pela CIC/Cabral. Mesmo assim, muitos usuários tinham dúvidas sobre os ônibus que passariam a usar e quantas tarifas pagariam.

A assessoria de comunicação da Comec afirma que foram distribuídos folhetos e feitos telefonemas pré-gravados para residências dos municípios da região metropolitana. Além de mensagens nas redes sociais e informação via imprensa.

O esforço, porém, parece não ter sido suficiente. Procurada ontem, nem mesmo a Urbs sabia informar todas as alterações realizadas nos últimos dias nas linhas metropolitanas. Entre os motoristas também havia sinais de desinformação. Ontem de manhã, ônibus da linha Araucária/Portão (troncal, de cor laranja) não pararam dentro do Terminal Portão. Em entrevista ao jornal Paraná TV 1ª Edição, da RPCTV, o presidente da Comec, Omar Akel, afirmou que isso foi um erro causado por uma falha de comunicação. Segundo ele, hoje a situação deverá estar normalizada.

Motoristas e cobradores

Vale de fevereiro depende do governo, prefeitura e empresas

Para evitar atrasos como o do mês passado, uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) teve de ser realizada na véspera do pagamento do adiantamento salarial de motoristas e cobradores de ônibus, previsto para hoje. No encontro, a desembargadora Ana Carolina Zaina determinou que a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), a Urbs e o sindicato patronal se responsabilizassem com os R$ 7,5 milhões necessários para pagar o vale. A maior parte (R$ 4,5 milhões) deve ser depositada pela Comec até às 13h30 de hoje, com multa de R$ 1 milhão se não depositar. Já a Urbs e o sindicato patronal são responsáveis por R$ 1,5 milhão cada.

A audiência de ontem faz parte do dissídio coletivo da categoria, mas os porcentuais de reajuste nos salários de motoristas e cobradores têm ficado em segundo plano por causa da dificuldade das empresas. Elas alegam que Urbs e Comec têm atrasado o repasse dos valores devidos pela prestação do serviço. O Sindimoc, que representa os trabalhadores, pede reposição da inflação e aumento real de 6%.

Hoje, às 13h30, Urbs, Comec, empresas e trabalhadores voltam a se encontrar no TRT-PR. Antes, as partes devem se reunir para discutir possibilidades de manutenção da integração operacional e financeira do transporte.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Linhas de ônibus metropolitanas são 'encurtadas' em Curitiba

12/02/2015 - Gazeta do Povo

Os passageiros que usam os ônibus das linhas metropolitanas integradas foram surpreendidos ontem com um folheto que informava sobre mudanças no vale-transporte do sistema e alterações de linhas a partir de sábado. Segundo o informativo, por causa da separação tarifária entre as linhas urbanas, geridas pela Urbs (prefeitura de Curitiba), e as metropolitanas integradas, que são de responsabilidade da Comec (governo do estado), o vale-transporte será diferente para os dois sistemas, sem que isso comprometa a integração.

No entanto, a Comec optou por "encurtar" o itinerário de quatro ligeirinhos. Para não prejudicar os usuários dessas linhas, a Urbs optou por criar duas linhas urbanas novas como compensação (leia mais nesta página).

A bilhetagem eletrônica das metropolitanas ficará a cargo da Metrocard, empresa que faz o mesmo serviço para as linhas metropolitanas não integradas e é de propriedade das empresas de ônibus. Para o período de transição, os usuários das linhas metropolitanas integradas devem adquirir um vale-transporte de papel ou pagar em dinheiro. Ônibus, estações-tubo e terminais identificados com "M" só aceitarão o pagamento dessa forma. Em São José dos Pinhais, poderá ser usado o cartão Vem, que é o sistema do município.

Esse vale-transporte de papel já poderia ser adquirido desde ontem, na sede da Metrocard, que fica no centro de Curitiba. Como é um instrumento temporário, estará impresso em cada vale a data de validade. Quem adquiriu créditos do cartão-transporte via Urbs ou recebe o benefício no trabalho não poderá usar o cartão nessas linhas metropolitanas.

Ainda de acordo com o folheto, algumas linhas sofrerão alterações de trajeto, o que será informado com antecedência pela Comec e empresas. A Comec informou, via nota, que a partir de sábado haverá mudança no local de integração de quatro linhas metropolitanas integradas de ligeirinhos. A Colombo/CIC terá seu ponto de integração no terminal do Cabral; Araucária/Curitiba, no terminal do Capão Raso; São José/Barreirinha, no terminal do Boqueirão; e Campo Largo/Curitiba, no Campina do Siqueira.

Segundo o diretor presidente da Comec, Omar Akel, quando a prefeitura de Curitiba editou a nova tarifa só para a capital, deixou claro que a Urbs estava responsável apenas pela administração e pagamento das linhas urbanas e que a linhas metropolitanas seriam de responsabilidade do governo do estado, através da Comec. "Rapidamente estruturamos uma forma de deixar o sistema operando, com administração eficiente, que garantisse a continuidade da atividade e com forma de viabilizar seu custeio. Essas linhas que operam tem de ser pagas", diz. Com o encerramento do convênio entre os dois órgãos, a Urbs passou a reter o dinheiro da bilhetagem eletrônica correspondente às empresas metropolitanas para abater a dívida que a Comec tem com o atraso dos repasses do subsídio.

Durante o dia, muitos usuários do sistema reclamaram da mudança na bilhetagem no meio do mês, pois já teriam comprado os créditos para o mês inteiro ou recebido de seus empregadores. "A partir das reações que estão acontecendo hoje, estamos estudando se há alguma outra alternativa para resolver o problema dessas pessoas", disse Akel. A previsão é de que o novo projeto do sistema de bilhetagem, estrutura de fibra ótica e leitores de cartão sejam desenvolvidos em 90 dias.

A reportagem tentou contato com a Metrocard, no telefone informado no folheto e site, mas não obteve sucesso.

Manifestantes são recebidos por secretário

O secretário de municipal de Governo, Ricardo Mac Donald Ghisi, recebeu ontem de manhã representantes da Frente de Luta pelo Transporte, que acamparam na noite de terça-feira em frente da prefeitura pedindo a redução da tarifa. O secretário apresentou as medidas que o Executivo vem tomando para reduzir o custo do sistema de transporte, como a retirada de itens da planilha e um subsídio de R$ 2 milhões por mês destinado a evitar uma tarifa maior para o usuário. Também colocou a Urbs à disposição para apresentar todos os dados disponíveis sobre o assunto.

Via Facebook, a Frente informou que nas duas reuniões houve a mesma resposta, de que não haveria "disposição real de negociar com o movimento a redução da tarifa". O grupo desmontou o acampamento e se juntou à movimentação de servidores estaduais na Alep.

Urbs cria dois ligeirinhos para compensar mudanças

A Urbs optou pela criação de duas novas linhas de ônibus ligeirinho em Curitiba depois de a Comec anunciar que vai adotar um novo vale-transporte para as linhas metropolitanas integradas e a modificação no itinerário de quatro ligeirinhos (Colombo/CIC, Barreirinha/São José, Curitiba/Araucária e Curitiba/Campo Largo).

A partir de sábado, mesmo dia em que as linhas metropolitanas terão o itinerário "encurtado", passam a operar as linhas CIC/Cabral e Barreirinha/Guadalupe, que vão atender os usuários que vêm de Colombo e São José dos Pinhais. Apesar de a integração com uma passagem apenas estar garantida, passageiros que pegavam apenas um ônibus terão de fazer três trocas em alguns casos.

Por essas quatro linhas, circulam diariamente 82 mil passageiros e cada viagem (ida e volta) desses ônibus somam 195,9 quilômetros. As mudanças estão sendo informadas aos usuários por meio de cartazes e mensagens nos painéis eletrônicos nos terminais, estações e ônibus de Curitiba.

Quem usava a linha Colombo/CIC, saindo da região metropolitana, agora terá o terminal Cabral como ponto de integração. Para que os passageiros possam chegar até a Cidade Industrial pagando apenas uma passagem, passará a operar a linha CIC/Cabral, que passará pelo mesmo trajeto.

Mudança maior vai atingir os usuários do ligeirinho Barreirinha/São José. A partir de sábado, a linha fará o trecho São José/Boqueirão. A opção da Urbs para compensar essa linha encurtada foi a de criar o novo Barreirinha/Guadalupe e utilizar o já existente Boqueirão/Centro Cívico para fazer a baldeação. Dessa forma, quem saía de São José dos Pinhais e queria chegar até o Barreirinha, terá de pegar três ônibus pagando uma passagem. Esse passageiro deve ir até o terminal Boqueirão e pegar a linha Boqueirão/Centro Cívico. Será possível fazer a baldeação para o novo Barreirinha/Guadalupe nas estações-tubo Prefeitura, Comendador Fontana e Círculo Militar.

Os usuários do ligeirinho Araucária/Curitiba não virão mais ao centro da cidade, pois o ônibus vai parar no terminal Capão Raso, onde os usuários deverão optar por algum dos alimentadores da região. Com isso, a estação Rui Barbosa, que fica na Rua Desembargador Westphalen, será desativada.

Já os passageiros da linha Campo Largo/Curitiba agora desembarcarão no terminal Campina do Siqueira e não mais na estação tubo Hospital Militar, que será desativada pois esse era o único ônibus que parava no local.

Nova gestora da bilhetagem da RMC é das empresas de ônibus

A mudança para a Metrocard vai colocar o serviço de bilhetagem eletrônica de todas as linhas metropolitanas – integradas ou não – na mão das empresas de ônibus. A Metrocard é de propriedade dessas empresas, que já fazem a gestão da bilhetagem nas metropolitanas não integradas. Dessa forma, todo o dinheiro que é arrecadado com a venda de passagens já cai diretamente na conta das empresas, sem passar pelo poder público, como ocorre no sistema gerido pela Urbs. Em Curitiba, os valores arrecadados pelo cartão-transporte vão para o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC) e depois são repassados para as empresas.

A tecnologia implantada no sistema de bilhetagem é apresentada no site como "uma das mais modernas existentes no Brasil" e é fornecida pela Dataprom, mesma empresa que desenvolveu o sistema adotado pela Urbs e que era alvo constante de reclamações por parte das operadoras.

Segundo Omar Akel, diretor presidente da Comec, a Metrocard vai funcionar num primeiro momento como a câmara de compensação da rede metropolitana. "Ali entram os recursos que serão distribuídos para as empresas", explica. A tendência é de que ela seja a empresa responsável pelos cartões.

As quatro linhas que serão encurtadas pela Comec transportavam diariamente 82 mil passageiros e rodavam a cada viagem 195,9 quilômetros. Conheça cada uma e veja as alternativas:

• Colombo/CIC transportava por dia 35,8 mil passageiros e tinha um trajeto, ida e volta, de 43,2 quilômetros. Agora, a linha para no terminal Cabral e quem quiser seguir viagem usará a nova CIC/Cabral.

• Barreirinha/São José transportava por dia 17,5 mil passageiros e fazia um trajeto total de 43,1 quilômetros. Agora, será desmembrada em duas novas linhas: a metropolitana São José/Boqueirão e a urbana Barreirinha/Guadalupe. Quem quiser usar as duas terá de pegar ainda o Boqueirão/Centro Cívico.

• Curitiba/Araucária atendia 19,9 mil passageiros por dia, com um trajeto total de 54,9 quilômetros. Agora, irá até o terminal Capão Raso, e não mais o centro da cidade.

• Campo Largo/Curitiba atendia 8,1 mil passageiros com um trajeto de 54,7 quilômetros. Agora, irá até o terminal Campina do Siqueira, e não mais ao centro da cidade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sistema de transporte sofre colapso anunciado em Curitiba

01/02/2015 - Gazeta do Povo

O sistema de transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana, a Rede Integrada de Transporte (RIT), sofre de um colapso anunciado. Os quatro dias de greve dos motoristas e cobradores por causa de atrasos sistemáticos no depósito dos salários, são apenas mais um sintoma de um projeto que vem se deteriorando financeira e estruturalmente nos últimos anos e que culminou, na última sexta-feira, com o anúncio feito pelo diretor-presidente da Comec, Omar Akel, de que o fim da tarifa integrada é um caminho sem volta. Horas após a declaração, o governo estadual informou que ainda nutria a esperança de negociar com a prefeitura de Curitiba a continuidade da integração.

No caso da greve dos trabalhadores, o estopim foi um atraso de R$ 16,5 milhões no repasse do subsídio do governo estadual. O montante é pequeno se comparado ao total movimentado por ano cerca de R$ 1 bilhão. Um aceno de R$ 5 milhões resolveu o impasse temporariamente. Mas a cada data de pagamento salarial há a insegurança de uma nova paralisação.

E fevereiro é um mês chave para o transporte: além da definição do reajuste salarial dos trabalhadores, um dos componentes que mais pesam, é o mês de revisão da tarifa de remuneração das empresas, estabelecidas por contrato.

Entenda quais os principais entraves do sistema:

Peso no bolso

Em 2013, a população saiu às ruas em todo o país bradando que não era só por R$ 0,20. Foi o suficiente para reverter o reajuste tarifário nas principais capitais. Em Curitiba, a passagem tinha subido de R$ 2,60 para R$ 2,85, em março. Quatro meses depois, caiu para R$ 2,70, valor vigente até novembro de 2014, quando voltou para R$ 2,85. A redução da tarifa aumentou a necessidade de dinheiro da prefeitura ou do estado no sistema. Sem acordo entre as partes, a solução é aumentar a tarifa do usuário para continuar bancando o sistema. A expectativa é que a tarifa deste ano fique em torno de R$ 3.

Sem dinheiro

A Rede Integrada de Transporte (RIT) tem 356 linhas em 14 municípios, todas com uma única tarifa e integração em terminais da capital e de cidades vizinhas. Mas só Curitiba e o governo do estado colocam dinheiro no sistema. Dos prefeitos das cidades beneficiadas pelo sistema, a maioria não está disposta a arcar com as despesas, alegando falta de orçamento. Como a prefeitura de Curitiba e o governo do estado sinalizam que não podem aportar mais verbas, o impasse está formado. Dos 13 municípios metropolitanos integrados, sete (incluindo Colombo e Almirante Tamandaré) dependem da RIT também para o transporte urbano dos passageiros. O fim da integração vai prejudicá-los.

Data base

Fevereiro é a data base dos motoristas e cobradores da RIT. A definição do reajuste salarial é crucial para estabelecer a tarifa, já que os gastos com pessoal e encargos sociais representam quase metade dos custos do sistema. Desde que o sistema foi licitado, em 2010, só naquele ano houve reposição da inflação. De 2011 para cá, a média de reajuste salarial é de 10% ao ano. Nos últimos anos, o aumento só foi definido em audiências na Justiça do Trabalho e a falta de acordo entre empregados e patrões já causou a paralisação total do sistema mais de uma vez. Para 2015, segundo a prefeitura, a categoria vai pedir reajuste de 15%, mais reposição da inflação (medido pelo INPC) a partir de 1º de fevereiro, 33% no vale alimentação e 50% na assistência médica. As negociações devem começar nesta semana.

Remuneração das empresas

Os anúncios de reajuste tarifário não ocorrem em fevereiro por acaso. O contrato da licitação definiu o mês como a data para o reajuste na remuneração das empresas, que é a tarifa técnica multiplicada pela quantidade de passageiros pagantes equivalentes (considerando quem paga integralmente a tarifa, as passagens de estudante e gratuidades). É a partir da definição da tarifa técnica que o prefeito estabelece o valor que será desembolsado pelos passageiros. Em 2010, essa tarifa técnica era de R$ 2,35 e o usuário pagava R$ 2,20. A evolução continuou desigual nos anos seguintes. A diferença entre o que era arrecadado com a passagem e o que deveria ser repassado para as empresas saltou de R$ 0,06 em 2011 para R$ 0,33 atualmente. O prefeito Gustavo Fruet (PDT) já anunciou que a nova tarifa técnica da RIT deve ficar entre R$ 3,60 e R$ 3,80 mais possivelmente em R$ 3,75. Esse seria o valor que teria sido pedido pelas empresas para a Urbs. A partir da definição e de negociações com o governo estadual é que será anunciada a tarifa para o usuário.

Subsídio público

O déficit do sistema, que vem desde 2010, foi bancado por dois anos integralmente pela prefeitura de Curitiba. Gestora da Rede Integrada de Transporte (RIT), a Urbs administrava os três consórcios que foram licitados pelo município e, via convênio, as linhas metropolitanas integradas, que são contratadas pelo governo do estado. Esse convênio é um instrumento muito antigo na administração pública, mas só em 2012 o governo do estado anunciou a criação de um subsídio, correspondente aos passageiros transportados dos municípios metropolitanos. Nesse ano, foram repassados R$ 64 milhões. A medida de Beto Richa (PSDB) foi considerada eleitoreira, com o objetivo de cacifar o então prefeito Luciano Ducci, seu aliado político, na disputa pela reeleição. O plano não funcionou e, desde então, prefeitura e estado travam uma queda de braços para ver quem dá mais dinheiro pelo sistema. Aparentemente, a briga chegou ao fim com a decisão da Comec em administrar as próprias linhas e tocar o transporte metropolitano por conta.