sábado, 14 de abril de 2018

Ônibus Expresso


Arquivo Municipal

No dia 4 de janeiro de 1974, a Comissão de Estudo do Ônibus Expresso, formada pelos engenheiros Tancredo Lombardi, Marcus Valerio Corção (consultor do IPPUC), Rogério Dias Kreling, e pelo arquiteto Carlos Ceneviva, de posse dos projetos solicitados às encarroçadoras, decide pela adoção do veículo proposto pela encarroçadora Marcopolo S/A, sobre chassi de fabricação especial da Cummins Nordeste S/A. No final do mês, o Diretor da Marcopolo, Hairlton Luiz Romani, entrega ao Prefeito Jaime Lerner, a primeira maquete do futuro ônibus expresso.


Marcelo Almirante 
Página lançada em 14 de abril de 2018


terça-feira, 3 de abril de 2018

Novos Omnibus de Curityba

Gazeta do Povo, 27 de janeiro de 1928

segunda-feira, 5 de março de 2018

Preço da passagem de ônibus é congelada em Curitiba, diz Greca

02/03/2018 - Ric Mais

O prefeito Rafael Greca afirmou que o sacrifício de subir a passagem de ônibus aconteceu no ano passado, por isso em 2018 ela ficará congelada


O prefeito Rafael Greca afirmou que o sacrifício de subir a passagem foi realizada no ano passado (Foto: Daniel Castellano/SMCS)

O prefeito Rafael Greca anunciou, nesta sexta-feira (2), que o preço da passagem de ônibus não vai subir neste ano. O valor da tarifa do transporte coletivo da Rede Integrada de Transporte de Curitiba será mantido em R$ 4,25, o mesmo de 2017. "O sacrifício foi feito ano passado, quando tivemos que reajustar a tarifa de ônibus, mantendo a tarifa técnica menor do que o valor pago pelos passageiros. Neste ano não tem aumento”, explicou o prefeito.

“A tarifa ficará estável, desde que não dê prejuízo ao sistema. Vamos buscar a eficiência da gestão compartilhada para combater a evasão de passageiros, que impacta na arrecadação", completou Greca. A decisão foi tomada no mesmo momento em que, tradicionalmente, a Prefeitura anunciava o reajuste anual da tarifa.

O prefeito explicou que o recurso que os usuários pagaram a mais foi provisionado para o Fundo do Transporte Público (Fundo de Urbanização de Curitiba – FUC). "Com ele, foi possível prover a compra da nossa frota, que estava parada desde 2013", explicou Greca. O anúncio que a tarifa do transporte não terá aumento foi feito ao lado do presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, do presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), Mauricio Gulim, do diretor executivo do sindicato, Luiz Alberto Lenz César, da procuradora do Município, Vanessa Volpi, e da primeira-dama Margarita Sansone.

Na reunião os representantes do Setransp apresentaram ao prefeito a programação para a aquisição de novos ônibus em 2018. Até o aniversário de Curitiba, comemorado dia 29 de março, serão 25 novos biarticulados.

Até o fim de abril serão mais 39, outros 38 entre julho e agosto e mais 38 veículos em outubro, totalizando 150 ônibus novos ao longo do ano, já que os dez primeiros ônibus já foram entregues. Os dirigentes do sindicato das empresas confirmaram que, mesmo não havendo reajuste da tarifa para a população, haverá o reajuste dos salários dos motoristas e cobradores.

Tecnologia

Os ônibus novos têm tecnologia inédita. Eles já vêm com câmeras, recurso que oferece mais segurança aos usuários do transporte coletivo, permitem o controle prévio da velocidade, ou seja, a velocidade praticada ao longo do trajeto é programada, e têm motor Euro 5.

O presidente da Setransp, Mauricio Gulim, afirmou que as empresas têm trabalhado em parceria com a Urbs. "Queremos que a população tenha conforto e segurança. Na renovação da frota, todos os ônibus terão câmeras", disse o empresário.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Hauer, Campina do Siqueira e Tatuquara terão novos terminais de ônibus

11/09/2017 - Tribuna


A prefeitura de Curitiba aguarda liberação de R$ 47,7 milhões para as obras de novos terminais no Tatuquara, Campina do Siqueira e Hauer e também para a reforma do terminal da Vila Oficinas. Os recursos são do Orçamento Geral da União e fazem parte do PAC da Mobilidade, gerido pelo Ministério das Cidades.

A Caixa Econômica Federal já validou a Síntese de Projeto Aprovado (SPA) para as obras do terminal do Tatuquara, orçado em R$ 8,10 milhões, e para a reforma do terminal da Vila Oficinas (R$ 1,5 milhão).  A liberação dos recursos depende da programação do Ministério.

Os terminais do Hauer e da Campina do Siqueira serão reconstruídos e os projetos estão em fase final de aprovação pela Caixa. No Hauer serão investidos R$ 19,7 milhões para a reconstrução completa e ampliação do terminal e no Campina do Siqueira, o investimento será de R$ 18,4 milhões.

Já o terminal da Vila Oficinas ganhará pavimentação em concreto e as plataformas de embarque serão adaptadas para atender a novas linhas de ônibus de forma a melhorar a operação do transporte.

Hauer

Com a ampliação, a área do total do Terminal Hauer, incluindo edificação e circulação, será de 15.843,19 m² com capacidade para a parada de 23 linhas simultaneamente. Foto:Ippuc.
Com a ampliação, a área do total do Terminal Hauer, incluindo edificação e circulação, será de 15.843,19 m² com capacidade para a parada de 23 linhas simultaneamente. Foto:Ippuc.

Construído em 1981, o Terminal Hauer ocupa uma área de aproximadamente 12.998,00m² e atende 68 mil passageiros por dia, distribuídos em 13 linhas. “Hoje essas linhas compartilham a mesma plataforma por falta de espaço físico, dificultando a operação do terminal e contribuindo para a redução da velocidade operacional do sistema”, explica o autor do projeto, arquiteto Fabiano Losso, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Conclusão da Linha Verde, novo ligeirão e terminal  do Tatuquara estão mais perto de sair do papel
A proposta é adequar o novo terminal ao perfil do terreno, criando diferentes níveis: térreo, subsolo e um terceiro nível intermediário onde será implantada uma nova plataforma. Os diferentes níveis serão interligados por escada rolantes, escadas fixas e elevadores, facilitando mobilidade aos usuários do transporte coletivo e atendendo à norma de acessibilidade NBR 9050.

Mais capacidade

As obras no Hauer fazem parte do programa de Ampliação da Capacidade da Linha Inter 2. O terminal serve também ao Eixo de BRT Boqueirão que já está em operação. Para atender todas as demandas adequadamente necessita passar por uma total remodelação e ampliação.

O projeto prevê o compartilhamento da plataforma elevada entre os ônibus Expresso e Ligeirinho. Com a ampliação do espaço físico, os ônibus poderão parar nas plataformas sem a necessidade de manobra, aumentando a segurança no interior do terminal e reduzindo os tempos de viagem.

No Hauer também será instalado um bicicletário com capacidade para 108 bicicletas. Nessas instalações estão previstos vestiários, sanitários, guarda-volumes e serviços de reparos para bicicletas. 

O terminal será totalmente monitorado por câmeras de segurança interligadas a CCO.

Sustentável

O projeto prevê cisterna de captação para reaproveitamento das águas da chuva para reutilização na limpeza e serviços de ajardinamento, além de reservatório de retenção das águas pluviais, para contenção de cheias. Também haverá aberturas na cobertura, garantindo a dispersão do CO2 e melhorando a iluminação natural e ventilação.

Lâmpadas de LED vão melhorar a eficiência energética. Jardins com arborização interna vão melhorar a taxa de permeabilidade do solo e serão instalados contêineres e lixeiras para a separação do lixo reciclável. As telhas serão planas e metálicas com isolamento térmico, evitando o calor excessivo e a condensação da umidade e gotejamento.
Campina do Siqueira

O Terminal do Campina do Siqueira também será ampliado com adequação ao perfil do terreno, num projeto similar ao proposto para o Hauer, com ligação por escalas rolantes seguindo as normas de acessibilidade.

O terminal foi construído em agosto de 1981. Ocupa uma área de aproximadamente 10.977,00 m² e atende aproximadamente 49 mil passageiros por dia, distribuídos em 11 linhas. Com a ampliação terá capacidade para receber 19 linhas, simultaneamente, num espaço de 14.121,62 m² monitorado pela CCO.

O projeto também prevê bicicletário para 108 bicicletas e infraestrutura com vestiários, sanitários, guarda-volumes e serviços de reparos para bikes.

A construção será sustentável, com captação de água de chuva e eficiência energética nos mesmos moldes do projeto do terminal Hauer.

Tatuquara

O terminal do Tatuquara, a ser instalado no terreno anexo da Rua da Cidadania da décima administração regional de Curitiba, irá promover a descentralização do transporte na região, hoje concentrado no Terminal Pinheirinho. Foto: Ippuc.
O terminal do Tatuquara, a ser instalado no terreno anexo da Rua da Cidadania da décima administração regional de Curitiba, irá promover a descentralização do transporte na região, hoje concentrado no Terminal Pinheirinho. Foto: Ippuc.

A ser implantado numa área de 3,4 mil m², o novo terminal irá receber dez linhas alimentadoras. De lá sairão linhas troncais que poderão fazer futura integração em estações estratégicas da Linha Verde ou seguir diretamente à região central.

A ligação do Terminal Tatuquara com a Linha Verde será feita, inicialmente, pelas ruas Presidente João Goulart, Antônio Zanon, Delegado Bruno de Almeida até o Viaduto Vila Pompéia, que já tem prontos os projetos das alças de acesso à BR-116.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Greca diz que prefeitura pode comprar ônibus novos e criar linhas com frota pública

02/08/2017 - Diário do Transporte

Segundo Urbs, atualmente são mais de 400 ônibus circulando com idade superior a dez anos

De acordo prefeito de Curitiba, o impasse entre poder público e empresas de ônibus já reúne 35 ações judiciais

ADAMO BAZANI

O prefeito de Curitiba Rafael Greca fez uma visita surpresa na manhã desta quarta-feira, 2 de agosto de 2017, à Câmara Municipal e, entre outros temas, falou sobre o transporte coletivo.

Diante dos impasses para renovação da frota envolvendo inclusive ações judiciais, o prefeito disse que a administração pode ter uma frota pública para operar a ligação entre os terminais Santa Cândida e Pinheirinho. Outras linhas podem ser criadas.

O prefeito disse que, com o plano de recuperação de Curitiba, e a substituição dos débitos do IPSMC – Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba, o Tribunal de Contas concedeu certidão negativa à prefeitura. Com isso, segundo Greca, haverá possibilidade de financiar os ônibus.

“Não me move nenhuma simpatia por ninguém, o que me move é a vontade de servir Curitiba. Se [as empresas] não comprarem os ônibus e a Justiça permitir eu vou comprá-los e vou fazer funcionar essa cidade acima das dificuldades”,  – disse

As companhias de ônibus contestam os repasses por parte da Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., gerenciadora do sistema.

Segundo as viações, a projeção da demanda por parte do poder público é maior do que a realmente apurada nas catracas. Como a fórmula atrela a remuneração a este componente, quanto mais pessoas forem transportadas, menor será o valor repassado por passageiro. Desta forma, as empresas dizem que, por usuário, recebem menos do que deveriam.

O impasse em relação à remuneração é antigo. Por causa da atuação situação, desde 2013, amparadas numa decisão judicial, as empresas de ônibus não renovam a frota.

O sistema tem hoje 426 ônibus com mais de dez anos de idade, o máximo permitido pelo contrato.

Este número aumenta a cada mês e, de acordo com previsão da Urbs, até o final de 2017 devem ser 529 ônibus com mais de 10 anos de operação.

Segundo Rafael Greca, a fonte de custeio para compra dos ônibus será justamente a diferença entre a tarifa técnica, ou seja, o que as empresas recebem por passageiro transportado e o que os usuários pagam na catraca. Esta diferença é de 27 centavos por pagante.

Hoje os passageiros desembolsam R$ 4,25 e as empresas ficam com R$ 3,98.

“Temos dinheiro para comprar ônibus, aguardamos o gravíssimo impasse das 35 ações que os empresários movem contra a prefeitura e a prefeitura contra empresários. Minhas mãos estão amarradas” – comentou

Greca ainda argumentou que se a justiça autorizar, a frota pública vai operar linhas alternativas às concedidas para as empresas.

“Mandei estudar uma linha independente do contrato, que funcione, do Pinheirinho, pela Linha Verde, até a Santa Cândida e de volta ao Pinheirinho, entrando, inclusive no território gerido pelas empresas Gulin” – discursou o prefeito.

Gulin é a família responsável por grande parte das empresas de ônibus que operam na cidade de Curitiba. A família Gulin também possui atuação em algumas companhias da região metropolitana, do interior do Paraná e de outras localidades, como Distrito Federal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Prefeitura retoma projetos e garante R$ 111 milhões para obras de transporte

05/07/17 - Bem Paraná

Em ação integrada do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) com as demais secretarias municipais, a Prefeitura de Curitiba conseguiu liberar R$ 111,5 milhões, do Orçamento Geral da União (OGU), para obras estruturantes de transporte na cidade.

Os recursos, que integram o PAC da Mobilidade, estavam retidos por cláusulas de suspensão da Caixa Econômica Federal, que foram retiradas a partir da retomada de projetos que se encontravam parados em Brasília desde meados do ano passado. A interlocução do prefeito Rafael Greca junto ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, pela retomada de investimentos para Curitiba foi decisiva neste processo.

“O prefeito interveio em favor de Curitiba junto ao banco financiador e a Prefeitura montou uma força-tarefa para que conseguíssemos retomar os projetos e garantir os recursos antes que a cidade perdesse o investimento”, disse o supervisor de Implantação do Ippuc, Sérgio Matheus Rizzardo.

Os investimentos serão para a implantação das três primeiras estações do Ligeirão da linha Norte-Sul, entre a Praça do Japão e o Capão Raso; para as obras do terminal do Tatuquara, que irá receber também a Linha Inter 2 e a continuidade das obras finais dos lotes 4.1 e 4.2 da Linha Verde, desde a Fagundes Varela até a Estação Atuba, incluindo as obras do binário Mucuri-Tietê.

Mais investimentos

O trabalho da equipe técnica da Prefeitura possibilitou ainda a prorrogação, por mais seis meses (até 31 de dezembro de 2017), do prazo de aprovação de outros projetos, como os de complementação de obras da Linha Verde, as reformas dos terminais de transportes do Hauer e Campina do Siqueira, a melhoria da malha viária no trajeto do Inter 2, entre outros, que podem representar um aporte de mais R$ 205,8 milhões de investimentos em obras na cidade.

Com a garantia dos investimentos será possível dar início aos procedimentos licitatórios e aguardar a emissão da Autorização de Início de Obra (AIO) por parte do Ministério das Cidades, responsável pela liberação dos recursos.

A viabilização deste processo só foi possível pela ação do prefeito em Brasília e por conta do empenho da equipe técnica da Prefeitura na retomada de projetos, atualização de orçamentos, emissão e atualização de licenças ambientais, finalização de desapropriações, pareceres jurídicos entre outras ações necessárias para finalizar pendências existentes junto à Caixa Econômica Federal.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Integração entre terminais Roça Grande e Santa Cândida inicia nesta quarta-feira

20/06/2017 - Agência de Notícias do Paraná

A partir desta quarta-feira (21), os usuários do Terminal Roça Grande, em Colombo, terão integração com o Terminal Santa Cândida, na Capital. Para efetivar a integração, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) está implantando uma nova linha de ônibus, a S31-Roça Grande/Santa Cândida. O público poderá embarcar no Terminal Roça Grande, desembarcar dentro do Terminal Santa Cândida e se conectar com as demais linhas de ônibus sem pagar uma nova passagem. Cerca de 3 mil usuários devem ser beneficiados com a mudança. 

“Esta é uma antiga reivindicação da população, que agora se concretiza graças ao trabalho conjunto entre o Governo do Estado e as prefeituras de Curitiba e Colombo”, diz Omar Akel, diretor-presidente da Comec. Ele acrescenta que a iniciativa faz parte da proposta do Governo do Estado de fortalecer o desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Os usuários da região aguardam esta integração desde que o Terminal Roça Grande foi criado, em 2009. Diariamente, cerca de 10 mil pessoas neste terminal e cerca de 30% utilizam a Rede Integrada de Transportes (RIT), pagando uma segunda tarifa. Estes passageiros desembarcavam ao longo do caminho para acessar outros terminais de Curitiba.

LINHA - A operação da S31-Roça Grande/Santa Cândida será diária, com início nesta quarta-feira (21), às 11 horas, saindo do Terminal Roça Grande. No horário de pico, serão ofertados ônibus a cada 20 minutos e, no entrepico, a cada 30 minutos. Nos próximos dias será feito um processo de calibragem operacional da nova linha, que estará em pleno funcionando a partir de segunda-feira (26). 

Para acessar esta linha os usuários deverão ter dois cartões. Para embarcar no Terminal Roça Grande utilizarão o cartão metropolitano Metrocard e, no retorno, o cartão Urbs.

Esta integração é resultado do protocolo de intenções, assinado em 16 de janeiro de 2017, entre a Comec e Urbanização de Curitiba (Urbs) para elaboração de estudos e trabalhos técnicos para a implantação do novo sistema metropolitano de transporte integrado de passageiros. 

GUADALUPE – A ligação direta do Terminal Roça Grande com o Terminal Guadalupe, no Centro de Curitiba, continua através da linha S01-RoçaGrande/Guadalupe.