terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ligeirão dá fôlego ao transporte coletivo

29/03/2010 - Gazeta do Povo - Paola Carriel

Rogério Machado/SMCS / Apresentada em 2006, a linha direta expressa estreia ligando o Boqueirão ao Centro com menor número de paradas

Apresentada em 2006, a linha direta expressa estreia ligando o Boqueirão ao Centro com menor número de paradas

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

Nova linha, que chega com 3 anos de atraso, garante sobrevida ao sistema até a conclusão do metrô

O transporte coletivo de Curitiba ganha, no aniversário da cidade, um novo atrativo. Começa a funcionar hoje a linha direta expressa, o ligeirão, que ligará o bairro do Boqueirão ao Centro com menos paradas. A medida pode ser am­­pliada para outras linhas de biarticulados e dar um fôlego para o sistema até o metrô ficar pronto. Apesar da boa notícia, a inauguração do ligeirão chega com quase três anos de atraso. A previsão inicial da prefeitura era de que o modal já estivesse em funcionamento desde 2007.

A prefeitura afirma que a criação de ligeirões em todos os eixos do transporte coletivo curitibano daria uma sobrevida de 10 anos ao sistema. Isso porque além de criar linhas adicionais ligando os extremos ao centro, o pacote também inclui o desalinhamento das estações-tubo e a implantação de se­­máforos automatizados que dão preferência ao modal. As ações evitariam uma cena muito comum hoje em horários de pico: a existência de verdadeiros comboios de biarticulados.

Nova frota

Inter 2 tem reforço de 40 ônibus

A linha Inter 2 ganhará 40 ônibus articulados que farão parte da nova frota – aumentando a capacidade em 20%. Quem usa o Inter 2 sabe que o trajeto é um dos mais movimentados da cidade. A linha é a mais procurada fora dos eixos que abrigam os biarticulados e chega a levar quase 80 mil passageiros por dia. A linha dava sinais de esgotamento e não conseguia suportar esse vaivém. A partir de hoje, 40 dos 70 veículos serão articulados, com aumento de 20% da capacidade e mais 1,6 mil lugares nos horários de pico. Modificadas, as estações-tubo possibilitarão a abertura de três portas. A linha percorre 38 km por dia e passa por 12 bairros. Já havia 11 ônibus articulados rodando na linha, mas sem possibilidade de abertura da terceira porta.

A prefeitura diz que em um primeiro momento o objetivo foi garantir a melhoria da capacidade de deslocamento dos veículos. Agora, há estudos em andamento para verificar a possibilidade de deixar a linha com uma pista exclusiva, a exemplo do que ocorre com os biarticulados. “É uma ação em médio prazo, mas o prognóstico é positivo”, diz Fernando Ghignone.

O diretor de transportes da Urbs lembra, no entanto, que a prefeitura faz esforços para garantir mais qualidade ao sistema, mas encontra o trânsito cheio de carros, como ocorre nas principais vias do trajeto do Inter 2. “É uma concorrência desleal”, alega. “Faltam do outro lado políticas de incentivo dos governos estadual e federal para reduzir o preço da passagem.”

A grande discussão é sobre a validade desta medida para aliviar efetivamente o horário de pico e também os custos. A Urbs prevê que sejam desembolsados mais R$ 17 milhões somente no eixo norte-sul. O problema é que justamente este trecho vai receber daqui a al­­guns anos o metrô. Ape­­sar disso, para Fernando Guig­­none, diretor de transporte do órgão, a transformação vale a pena. “A cidade sempre p recisa de investimentos”, ar­­gumenta. “Isso daria um upgrade no sistema e garantiria qualidade aos usuários até a conclusão do metrô.”

A dúvida é se as obras paliativas ficariam prontas a tempo, já que o trajeto Boqueirão-Centro teve um atraso de três anos. Guignone diz que este trecho foi um piloto. “Temos o conhecimento, as fontes de financiamento, projetos e uma ampla discussão”, garante. “Nos outros eixos a implantação será muito mais rápida.”

Especialistas

Para o professor Carlos Hardt, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontíficia Univer-sidade Católica do Paraná, a criação dos ligeirões é uma boa alternativa para dar sobrevida ao sistema de transporte curitibano. “Para quem tem interesse de chegar ao destino mais rapidamente é interessante: a velocidade média pode aumentar bastante, não vai haver parada para desembarque, o que deixa o trajeto mais lento”, avalia. Outro benefício é que isso pode incentivar a população a deixar o carro em casa, já que, na relação tempo/gasto, o ligeirão pode levar vantagem.

Tempo para as obras há, de acordo com Hardt, resta saber co­­mo ficam as questões burocráticas. Mesmo assim, o ponto central é que os prefeitos curitibanos deveriam ter agido antes. “Houve muito debate sobre o que fazer para me­­lhorar o transporte durante toda a década de 90”, lembra. “Fo­­ram discutidas muitas alternativas, mas faltou ação. Por outro la­­do, não havia como prever que o nú­­mero de carros aumentaria tanto.”

O professor Eduardo Ratton, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que não vê evolução na situação do metrô, por isso dar sobrevida ao sistema é essencial. “Não sabemos se a obra do modal ficará pronta em 2018 ou 2025”, lembra. Ele argumenta que o transporte coletivo de Curitiba deixou de ter a capacidade de resolver problemas e que isso tende a se agravar com o aumento da população na região metropolitana. “Primeiro de tudo: o metrô deveria ser concebido por um órgão metropolitano, para pensar a cidade e sua região”, afirma.

Contra

A largura das vias, de um prédio ao outro, é diferente na Marechal Floriano e na República Argentina. Isso pode impedir que haja o desalinhamento dos tubos e a implantação dos ligeirões na linha Santa Cândida-Capão Raso. Esta é a opinião do arquiteto e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná Luis Henrique Cavalcanti. Para ele, a Floriano tem mais espaço de calçadas e ruas e não tem muitos cruzamentos, o que possibilita a ampliação da via estendida para o ligeirão. Esse quadro é diferente do eixo norte-sul. “O ligeirão tem uma velocidade maior”, lembra. “A República Argentina, por exemplo, é cheia de cruzamentos. Pode faltar segurança, como ficam os pedestres?”, questiona.

O ligeirão

O ligeirão foi anunciado em 2006 com o objetivo de encurtar em até 15 minutos o tempo percorrido do Boqueirão ao Centro. A nova linha fará o trajeto em toda a Marechal Floriano e haverá apenas três paradas: nos terminais Hauer e Carmo e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), antigo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet). Há espaço para fazer ultrapassagens enquanto o ônibus normal esteja parado para desembarque. A linha regular faz 17 paradas e leva 35 minutos. A previsão é que o ligeirão faça o mesmo trajeto entre 18 e 20 minutos. A estimativa é que cerca de 70 mil passageiros sejam beneficiados. Desses, 30 mil deverão migrar para o ligeirão.

A demora ocorreu porque a prefeitura optou por fazer uma reforma em todo o trajeto e não apenas desalinhar as estações-tubo para que fosse possível a ultrapassagem. O trecho da Marechal entre a BR-476 e o centro foi todo revitalizado e custou R$ 13 milhões. A verba foi rearranjada dentro do pacote financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A prefeitura afirma que a implantação do ligeirão amplia em pelo menos 50% a capacidade da canaleta. Se antes passavam dois ônibus, agora serão três. Além disso, a canaleta que há um ano tinha somente uma linha agora tem três: o ligeirão, o Boqueirão-Centro regular e o Pinheirinho-Carlos Gomes.

Integração por cartão em teste

Também começa a funcionar hoje um projeto piloto para integração por cartão-transporte. A iniciativa será testada na linha Vila Velha-Buriti, possibilitando que passageiros desçam de um ônibus e possam entrar em uma estação-tubo sem pagar nova passagem. Os usuários da linha passarão a testar uma solução para uma demanda antiga do transporte coletivo da cidade. Para a integração há tolerância de uma hora. Esta linha não faz parte da Rede Integrada de Transportes (RIT) e quem a utiliza não tem outra saída senão desembolsar mais R$ 2,20.

Quem descrer da linha Vila Velha-Buriti poderá fazer a integração com os ligeirinhos Inter 2 e Fazendinha – Tamandaré. Só será possível fazer a integração com o cartão-transporte e não com di­­nheiro, já que o sistema que libera a conta do usuário é acionado somente pelo cartão, que é pessoal. Haverá um validador exclusivo nesses locais para a liberação.

A medida já é utilizada em São Paulo e é válida tanto para integração com o ônibus quanto com o metrô. Em Curitiba, o objetivo é integrar pessoas que estão fora da RIT porque no local não há infraestrutura de terminais, como no bairro do Pilar­­zinho. Da­­dos da prefeitura mostram que 93% dos passageiros pegam linhas integradas. A grande maioria de 7% restantes pega linhas com destinos diretos, como a Ahú-Los Angeles, e não precisa de integração.

O objetivo é testar o funcionamento do programa. Na linha testada, os beneficiados são, em sua maior parte, estudantes do Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade). Com o tempo, a prefeitura pensa levar a novidade para os 7% sem integração direta.

Fernando Guignone argumenta que a integração poderá ser estendida a pessoas que vão utilizar algum serviço público. Por exemplo, um usuário que necessite ir ao Posto de Saúde ou a uma Rua da Cidadania, ficaria isento de pagar a volta.

Para Carlos Hardt, coordenador do curso de Arquitetura e Urba­­nismo da PUCPR, a integração por cartão seria favorável e poderia ser estendida a todos, mas é preciso ficar atento ao aumento dos custos. A medida reduz a arrecadação e pode pesar no bolso do usuário. “É preciso pensar a política de transportes de uma forma geral”, defende. “Elas não dizem respeito só ao deslocamento e sim à administração da cidade.”

Richa e Ducci inauguram o Ligeirão, novo ônibus expresso que liga o Boqueirão ao Centro

29/03/2010 - Prefeitura Municipal de Curitiba

O prefeito Beto Richa e o vice-prefeito Luciano Ducci inauguraram nesta segunda-feira, 29, aniversário de 317 anos de Curitina, a nova linha de ônibus Ligeirão Boqueirão. Com o novo ônibus, será possível encurtar o tempo de viagem, entre o Boqueirão e o Centro, em pelo menos 15 minutos.

Richa e Ducci fizeram a viagem inaugural do Ligeirão, que tem apenas três paradas: nos terminais Hauer e Carmo e na Estação Cefet. Depois da viagem inaugural, o prefeito almoçou no Restaurante Popular Matriz, na praça Rui Barbosa.

"Este é mais um avanço do transporte coletivo, que procura oferecer mais conforto e agilidade no transporte de passageiros. É um presente da Prefeitura no dia do aniversario de 317 anos da cidade", disse Richa, acompanhado da presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa. 

O Ligeirão é um ônibus expresso articulado que terá capacidade de transportar até 40 mil pessoas por dia útil. Estimativas da Urbanização de Curitiba (Urbs) é que, em média, passe um Ligeirão a cada quatro minutos nos horários de pico.

Para tornar a viagem mais rápida, foram deslocadas as estações-tubos, permitindo a ultrapassagem nas paradas. "A viagem é muito mais rápida, o que permite que os passageiros ganhem tempo para outras atividades", afirmou Ducci.

O novo ônibus tem como pontos de chegada e saída o terminal Boqueirão e a praça Carlos Gomes, os mesmos pontos de chegada e saída do expresso Boqueirão convencional, que faz 17 paradas. A estimativa da Urbs é que parte dos usuários do expresso Boqueirão migre para o Ligeirão. A previsão é que pelo menos 40 mil dos 70 mil passageiros usem o novo ônibus.

O Ligeirão também será uma excelente opção para quem se desloca neste trajeto pelos ligeirinhos Sítio Cercado e Boqueirão-Centro Cívico. É que os ligeirinhos compartilham seus trajetos - paralelos aos eixos - com o trânsito em geral, enquanto o Expresso, que é o caso do Ligeirão, segue pelas canaletas.

O Ligeirão Boqueirão fará 15 viagens por hora o que significa um ônibus chegando a cada quatro minutos, com aumento de 10,4% na oferta de ônibus nos horários de maior movimento - início da manhã e fim da tarde. A linha estará em observação permanente para adequações e aumento de frota que se fizerem necessários, levando em consideração, por exemplo, a migração de passageiros dos ligeirinhos.

Os passageiros aprovaram a nova linha de ônibus. Para o mecânico Thiago Cerqueira Silva, o Ligeirão vai facilitar sua vida. "Tenho que pagar muitas contas no Centro e agora vou fazer isto bem rápido", disse. Outra pessoa contente é aposentada Ana Medeiros. "Quando perder um ônibus vou ter outra opção para chegar ao Centro", afirmou.

Maior capacidade - A entrada do Ligeirão em operação representa um aumento de pelo menos 50% na capacidade da canaleta. Onde antes poderiam passar dois ônibus em sentido contrário, agora podem passar três. Para que isso fosse possível foi preciso reformar toda a avenida Marechal Floriano Peixoto que, desde o ano passado, passou a abrigar também a linha expressa Pinheirinho-Carlos Gomes, da Linha Verde Sul.

A partir da reforma, as canaletas ganharam trechos de ultrapassagem, o que foi possível com o desalinhamento das estações que antes ficavam frente a frente nos dois lados da canaleta e agora ficam alguns metros adiante. Assim, mesmo que um ônibus - Boqueirão ou Pinheirinho-Carlos Gomes - esteja parado na estação, o Ligeirão poderá seguir em frente, fazendo a ultrapassagem, sistema que poderá futuramente ser levado a outros eixos. Além do Boqueirão e Linha Verde, Curitiba tem mais quatro eixos de transporte Norte (formado pelas avenidas Paraná e João Gualberto); Sul (Winston Churchill, República Argentina e Sete de Setembro); Oeste (Padre Anchieta) e Leste (Affonso Camargo).

A implantação do Ligeirão é um novo avanço no sistema de corredores exclusivos implantado em 1974, à época inédito no mundo. Atualmente existem, em todo o mundo, 60 sistemas semelhantes, 13 deles na América Latina.

A evolução do sistema em Curitiba permitiu, nos anos seguintes, a integração do transporte (permitindo o uso de mais de um ônibus com uma única passagem); da tarifa única e a inclusão de 13 municípios da Região Metropolitana no Sistema Integrado.

No início da década de 90 entraram em operação os Ligeirinhos (Linha Direta) com trajetos paralelos às canaletas e os ônibus biarticulados, ampliando a oferta de lugares. No ano passado, o prefeito Beto Richa ampliou o sistema de canaletas com a inauguração, na Linha Verde Sul, da linha Pinheirinho-Carlos Gomes, a primeira linha do Expresso desde a implantação do Circular Sul em 1999. A novidade agora é o aumento da capacidade das canaletas, o que permite a operação de linhas diretas em corredores exclusivos.

Restaurante Popular - Após a inauguração do Ligeirão, Beto Richa e Luciano Ducci almoçaram no Restaurante Popular Matriz, na praça Rui Barbosa, no Centro. No almoço, Richa comunicou aos usuários da abertura do novo Restaurante Popular Bairro Novo, que tem capacidade de servir mil almoços por dia. "Em breve, Curitiba ganhará mais dois restaurantes populares, nos bairros CIC e Pinheirinho, oferecendo comida de qualidade para os curitbanos", afirmou Richa.

No almoço, foi servido arroz, feijão, estrogonofe, saladas e maçã. Para a aposentada Elci Woiski, a comida é tão boa, que atrai uma monte de pessoas no restaurante. "A comida é de qualidade e vir comer aqui é uma mão na roda, pois como bem e não preciso cozinhar", disse.

Participaram da inauguração do ônibus e almoçaram no Restaurante Popular o deputado federal, Gustavo Fruet e os vereadores Fernardo Garcez, Tico Kuzma, Felipe Braga Cortes e Denilson Pires.

Novas empresas assumem transporte coletivo em Foz

20/12/2010 - RPCTV

Empresas estavam operando com um contrato prorrogado sem licitação desde 2008

Por enquanto, mudanças são apenas burocráticas. Novo consórcio de empresas que venceu a licitação do transporte feita esse ano começa a assumir a administração das linhas. Em 14 de janeiro, empresas começam a operar. E o prefeito de Foz, Paulo Mac Donald, não compareceu à Câmara de Vereadores para explicar prorrogação de contrato das empresas de ônibus, sem licitação, em 2008. Já é a segunda convocação que ele falta.

http://www.rpctv.com.br/parana-tv/2010/12/novas-empresas-assumem-transporte-de-onibus-em-foz/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Técnicos percorrem Linha Verde Norte

10/12/2010 - Prefeitura de Curitiba

Uma missão formada por três especialistas da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) esteve em Curitiba nesta sexta-feira (10) para percorrer regiões que passarão por obras previstas dentro do financiamento da AFD, como a Linha Verde Norte. “Queremos dar início às obras da Linha Verde o mais rápido possível”, afirmou o prefeito Luciano Ducci, durante encontro com o grupo.

Além de percorrer os locais que passarão por obras com recursos do financiamento, a visita faz parte de uma auditoria interna da Agência, que acompanha o trabalho dos especialistas da AFD junto às cidades participantes, como é o caso de Curitiba. O financiamento da AFD garantirá recursos para projetos de recuperação ambiental e ampliação da Rede Integrada de Transporte.

Antes de visitarem os locais que passarão por obras, o auditor Phillippe Claquin, a coordenadora geográfica para o Brasil, Christelle Josselin, e o coordenador de projetos urbanos de Curitiba, Foulques Chombart de Lauwem, participaram de uma reunião com especialistas da Secretaria Municipal de Finanças e da Unidade de Gerenciamento de Programa (UGP), responsável pelo financiamento da AFD.

Os técnicos percorreram a Linha Verde Norte e conheceram o que foi feito na Linha Verde Sul – que teve obras financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Isso porque o conceito da Linha Verde aplicado no trecho sul da avenida será adotado na parte norte. Os especialistas da AFD se surpreenderam com a transformação que aconteceu no trecho sul.

A missão esteve ainda em dois trechos que farão parte do parque que será implantado na Bacia do Barigui, localizados no Moradias Barigui, na Cidade Industrial, e Vila Rigoni, na Fazendinha. Estas obras serão as próximas a ser licitadas dentro do financiamento da AFD. O programa inclui ações como a recuperação da bacia do rio Barigui, com a relocação de famílias residentes em áreas de risco e recuperação dessas áreas, ações de desenvolvimento ambiental.

A AFD é o braço financeiro da política estrangeira de ajuda pública da França. A agência é submetida aos ministros de Economia e Finanças e de Relações Exteriores. Graças a um amplo leque de instrumentos financeiros que desenvolveu e enriqueceu, a agência apóia os poderes públicos, o setor privado e as redes associativas locais na implementação de diversos projetos econômicos e sociais.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PAC da Copa: Prefeitura investirá R$ 222 milhões em obras de mobilidade

23/09/2010 - Prefeitura de Curitiba



O prefeito Luciano Ducci e o ministro das Cidades, Marcio Fortes, assinaram nesta quinta-feira (23) contratos para investimento de R$ 222 milhões em obras de mobilidade urbana em Curitiba, para a Copa do Mundo FIFA de 2014. Os recursos virão para a Prefeitura como empréstimo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Daqui a dois anos a cidade estará bem diferente, e ainda melhor. Assinamos contratos para obras importantes e estruturantes que ficarão para a cidade, como legado da Copa", disse o prefeito Luciano Ducci.

"Aproveitamos a Copa para investir na área da mobilidade nas cidades-sede. É fundamental darmos condições para os brasileiros e estrangeiros se deslocarem para assistirem às partidas do Mundial", definiu Marcio Fortes.

Os contratos foram assinados com a Caixa Econômica Federal, representada pelo vice-presidente, Jorge Hereda, o superintendente regional, Hermínio Basso, e do gerente regional de Governo, Adriano Borges Resende.

Os contratos assinados são para as seguintes obras: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida.

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador João Claudio Derosso, falou sobre a importância dos contratos assinados. "A Copa é importante para a cidade e traz grandes obras para a população", disse. Secretários municipais e vereadores acompanharam a solenidade.

Obras para a Copa de 2014

- Corredor Aeroporto/Rodoferroviária
investimento: R$ 65.789.473,68
Financiamento R$ 62.500.000,00
Recursos Prefeitura R$ 3.289.473,68
As obras terão uma extensão de 10 mil metros na Avenida das Torres, entre a rua Engenheiros Rebouças até a divisa com São José dos Pinhais.

- Corredor avenida Cândido de Abreu
investimento: R$ 5.157.894,74
Financiamento R$ 4.900.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 257.894,74
A obra consiste numa intervenção total na via, refazendo-se os passeios laterais, mais a criação de um calçadão central para pedestres com largura média de 17 metros, onde serão implantadas as estações de embarque e desembarque de passageiros e equipamentos públicos.

- BRT extensão da Linha Verde Sul
investimento: R$ 19.473.684,21
Financiamento R$ 18.500.000,00
Recursos Prefeitura R$ 973.684,95
A obra proposta consiste em estender a Linha Verde Sul, do Pinheirinho, até o Contorno Sul, com as mesmas características.

- Requalificação do corredor Marechal Floriano -
investimento: R$ 21.052.631,58
Financiamento R$ 20.000.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 1.052.631,58
A obra proposta consiste na recuperação do eixo no trecho entre o Terminal do Carmo e a Rua Pastor Antônio Polito (2.350,00 metros), e a duplicação, com implantação de canaleta exclusiva para ônibus, até a divisa com São José dos Pinhais (1.650,00 metros). Também será alargado o viaduto que cruza a estrada férrea.

- Requalificação da Rodoferroviária e seus acessos
Investimento: R$ 36.842.105,26
Financiamento R$ 35.000.000,00
Recursos prefeitura municipal R$ 1.842.105,26
A obra proposta consiste na reforma e ampliação do prédio (subsolo, térreo, pavimento superior e cobertura), áreas de estacionamento, acesso de veículos e pedestres e um viaduto ligando Av. Affonso Camargo à Av. Comendador Franco.

- Reforma e ampliação do Terminal Santa Cândida
Investimento: R$ 12.631.578,95
Financiamento R$ 12.000.000,00
Recursos da Prefeitura R$ 631.578,95
A obra consiste na ampliação do terminal, na recuperação da cobertura, substituição dos pisos das plataformas e na melhora das condições de acesso e segurança dos usuários entre outros.

- Sistema Integrado de Mobilidade - SIM
Investimento: R$ 61.263.157,89
Financiamento: R$ 58.200.000,00
Recursos da Prefeitura: R$ 3.063.157,89
As obras consistem em ações e atividades de planejamento, operação, fiscalização, controle e coleta de dados, além de informações aos usuários, através de sistemas e equipamentos diversos, com prioridade para o transporte coletivo.