sexta-feira, 8 de março de 2013

Londrina terá sistema rápido de transporte até 2018

08/03/2013 - Jornal de Londrina

Até 2018, Londrina deve contar com dois eixos de ônibus em canaletas – o BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus) –, sistema de transporte criado em Curitiba, na década de 70, e exportado para 35 países do mundo. O projeto é um dos quatro aprovados pelo Município junto ao Plano de Aceleração do Crescimento – PAC 2 Mobilidade Urbana, do governo federal, num valor total de R$ 174 milhões.

De acordo com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD), somente a implantação de dois corredores de BRT, que cruzarão a cidade – um norte-sul, com 13 km, pela Avenida Dez de Dezembro, e um leste-oeste, com 11 km, pela Avenida Leste-Oeste –, custará R$ 124 milhões. Além da construção das canaletas, a verba custeará a implantação de dois terminais e 25 estações, ainda sem localizações definidas, com distância de cerca de 700 metros cada uma. A Prefeitura calcula que 25,5 mil pessoas – 32% dos londrinenses que usam o transporte público – vão usar diariamente o BRT.

Para permitir que os ônibus trafeguem rapidamente, também está prevista a construção de sete viadutos, ao longo das duas avenidas, desafogando o tráfego em rotatórias e cruzamentos. Um deles será na rotatória do Marco Zero. O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul) promete fazer um levantamento entre os usuários do transporte coletivo para saber em quais regiões será necessária a utilização de ônibus articulados, biarticulados e simples. A Prefeitura também vai estudar em quais trechos deverá construir o canteiro central para o tráfego dos veículos.

A liberação das verbas do PAC será feita em etapas e dependerá de contrapartidas da Prefeitura, que tem dois anos para iniciar a construção e outros três para finalizar as obras. "Temos consciência que isso gera um desafio operacional gigantesco. A Prefeitura trabalha com uma única possibilidade: a do cumprimento desses prazos", disse Kireeff.

Os quatro projetos foram elaborados durante a gestão passada e adaptados ao cronograma do PAC 2 durante o mandato atual. "Os projetos estão prontos, mas falta o elaborar o plano de viabilização, que trará todos os detalhes", disse o presidente do Ippul, Robinson Borba. Ele admitiu que a equipe de seis engenheiros e arquitetos do Instituto não será suficiente para realizar todos os estudos e dependerá da contratação de empresas de consultoria.

O cumprimento do cronograma também depende da aprovação do Plano Diretor, que regulamenta o sistema viário da cidade. "Nós podemos garantir que existe harmonia entre o cronograma do PAC 2 e a aprovação do Plano Diretor", afirmou Kireeff.

A Transportes Coletivos Grandes Londrina (TCGL) e Londrisul continuarão responsáveis por operar o sistema e atualizar a frota. "Sabemos da necessidade de aumento de frota e contratação de motoristas, mas ainda não programamos o impacto das mudanças", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Metrolon), Gildalmo Mendonça.

Três projetos de pavimentação

Os demais R$ 50 milhões dos recursos do PAC 2 serão destinados à viabilização de outros três projetos: a pavimentação das vias marginais do trecho urbano da BR-369; a recuperação e pavimentação da Rua Antônio Carvalho Lage, na região oeste, e da Avenida Angelina Ricci Vezozzo, na região leste; além da construção do Arco Leste, que prevê novo acesso pavimentado entre Londrina e Ibiporã, por meio da interligação da Waldemar Spranger e a BR-369, passando pelas avenidas Duque de Caxias, Portugal, das Américas e Salgado Filho.

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