sábado, 8 de outubro de 2011

Vermelho Ferrari do Expresso é tradicional há 37 anos

07/10/2011 - Prefeitura de Curitiba

Em 22 de setembro de 1974 Curitiba implantou o Sistema de Ônibus Expresso. Com a inauguração do primeiro dos seis eixos de transporte existentes, ligando Santa Cândida ao Capão Raso, rodaram pela primeira vez, em canaleta exclusiva, ônibus então com design revolucionário, pintados nas cores vermelho e preto. 

Em 1974, definiu-se que a cor dos ônibus expressos estreantes – vinte, num primeiro momento – seria vermelho Ferrari. A escolha tinha seus motivos: como os expressos rodavam em canaleta própria, trafegavam com velocidade média acima dos ônibus de demais linhas que compartilhavam as ruas com os demais veículos. A cor acompanha os expressos desde os ônibus pioneiros, tipo Padron, depois os articulados, e hoje os biarticulados.

Projetista dos novos expressos é curitibano

Novo Expresso passará por 12 bairros em 36 quilômetros
O objetivo era não só chamar a atenção da população para que, ao cruzar a via exclusiva, redobrasse cuidados, evitando atropelamentos, como também motoristas vindos de ruas transversais e passíveis de colisão, por descuido ou por não obedecerem  sinalização viária.

A identificação visual do Sistema de Transporte de Curitiba, a partir de 1974, foi copiada gradativamente em outros centros urbanos. Além da cor vermelho Ferrari dos expressos, que já tem tradição de 37 anos e sempre manteve a mesma textura, os demais coletivos têm cores diferenciadas facilmente lembradas pelos usuários na hora do embarque em alguma linha.

Na época da implantação do sistema expresso, a frota do transporte coletivo local era composta exclusivamente por 535 ônibus convencionais pintados nas cores verde e amarelo. Começava ali uma revolução urbana, responsável pela transformação da Curitiba em que predominavam linhas radiais, ligando o centro aos bairros, além de umas poucas linhas diametrais, mas sem direito à integração físico-tarifária.

“Em apenas dez anos, a partir da criação do eixo Norte / Sul, a cidade ganhou identidade própria, um novo desenho, graças à implementação do Plano Diretor de 1965, e à renovação e consequente identificação do sistema de transporte mediante uso de cores diferentes para cada categoria de ônibus”, explica o presidente da Urbs – Urbanização de Curitiba S/A, Marcos Isfer.

Outras cores - Os ônibus convencionais são amarelos, facilmente visíveis nas ruas por onde circulam outros coletivos multicoloridos. As linhas convencionais não permitem integração físico-tarifária, mas os ônibus amarelos servem também linhas chamadas Troncais – as que ligam o centro da cidade a alguns terminais de bairros, a partir de onde a pessoa pode fazer a integração desejada.

Os interbairros, em circulação desde 1979, são verdes – uma alusão aos bairros por onde passam, em sua maior parte guardiães de grandes áreas verdes. Os ônibus alimentadores – aqueles que transportam as pessoas dos terminais de bairro aos pontos mais distantes desses mesmos bairros, são alaranjados - cor próxima à vermelha dos expressos.

Em 1983 começaram a trafegar os primeiros micro-ônibus da linha Circular Centro, bem como os micros da então existente Linha da Vizinhança – os coletivos das duas linhas ganharam a cor branca, bem como os micros especiais da linha Interhospitais.

Com a inauguração do Sistema Integrado de Transporte de Ensino Especial (Sites), em 1988, alunos portadores de deficiência e usuários das linhas de acesso a educandários especiais, são transportados em ônibus azuis, com faixa amarela decorativa na carroceria, equipados com elevadores, espaço interno para cadeiras de rodas e bancos com cinto de segurança. Em 1991, finalmente, com a chega dos ônibus das Linhas Diretas – os populares Ligeirinhos -, o sistema de transporte ganhou mais uma cor: cinza prateada

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